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EXPOSIÇÕES ATUAIS


Nuno Alexandre Ferreira.


A Peste, Albert Camus.


O Jogo do Mundo, Julio Cortázar.


Rui Algarvio.


Luís Nobre.


João Pedro Fonseca.


K-Punk, Mark Fisher.


Rui Calçada Bastos.


Bruce Nauman (October Files)


Sapiens: De Animais a Deuses (História Breve da Humanidade), Yuval Noah Harari.


Sandra Baía.


Don Quixote, Miguel Cervantes.


Ana Fonseca.


Looking Through: Le Corbusier Windows, Takashi Homma.


Nuno Cera.


Nuno Cera.


Rita GT.


Why I’m No Longer Talking to White People About Race, Reni Eddo-Lodge.

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PLATAFORMAS ONLINE



23 MAR - 17 JUN 2020


 

 

[for the English version click here]
 

 

 

Tínhamos entrado há poucos dias em quarentena. Estávamos a iniciar um período temporalmente indefinido, mas que já exigia de nós enquanto seres sociais uma extraordinária atenção e reação a um momento completamente novo e desconhecido. Perante esta realidade sem resolução instantânea, fomos forçados a ajustar comportamentos, novas formas de adquirir estímulos e identificação em isolamento. Conscientes desta inevitabilidade, decidimos desafiar os artistas nacionais a contribuir nesta luta comunitária à apatia ou iminência de nos entregarmos a ela. A contribuição foi massiva e entusiástica e queremos uma vez mais agradecer a vossa participação e solidariedade! Esta é a primeira parte da “exposição” literária visual, resultante da participação de mais de quarenta artistas e que fomos publicando no nosso Instagram a partir do dia 23 de Março 2020.

O projeto PAUSA teve a autoria e curadoria de Sérgio Parreira. Os textos que se seguem foram enviados pelos artistas para acompanhar as imagens publicadas.

 

 


NUNO ALEXANDRE FERREIRA

Comprei A Peste de Albert Camus quando vim para Lisboa estudar na FCSH. Aliás, comprei toda a colecção do Camus porque não tinha muita paciência para o Sartre e na FCSH, em 1992, era imperativo ser-se existencialista. Tinha o hábito de comprar os livros em alfarrabistas, quanto mais velhos melhor, para parecer que eram de família, e desta forma, colmatar o facto de nunca ter tido uma biblioteca em casa dos meus pais. Em 1992, a peste para mim era outra, a SIDA, à sombra da qual tinha crescido e com medo da qual tinha de viver, achava eu, a vida toda. Depois vieram os computadores e as suas viroses. E actualmente vivemos a maior quarentena de que me lembro. Já tenho uma biblioteca, cheia de livros que nunca vou ter tempo para ler.”

 


RUI ALGARVIO

Em “O Jogo do Mundo” (Espanhol Rayuela) - a tradução literal seria o "jogo da macaca" - Julio Cortázar desafia-nos a explorar duas leituras do mesmo livro. -- Rayuela em Espanhol, é um romance do escritor argentino Julio Cortázar. Escrito em Paris, foi publicado em espanhol em 1963 e em inglês em 1966.

 


LUIS NOBRE

O Abissínio de Jean-Christophe Rufin, tem a capacidade de nos transportar no tempo e pelo espaço. Em primeiro lugar para o início do século XVIII, sob a égide de um rei absolutista e em ambiente barroco de excessos e "conquistas". Em segundo, é um romance em tom de viagem até às terras da Etiópia, projetando-nos nesses caminho onde o ódio do fanatismo e a força da liberdade ainda nos podem fazer felizes.

 

 

 


JOÃO PEDRO FONSECA

“Metade dos meus livros são influenciados por pessoas com quem me cruzo na vida, este não é excepção: K-Punk (2018), é um livro póstumo do teórico Mark Fisher lançado um ano após o seu suicídio. Fascina-me como a pluralidade dos elementos que aqui aborda (do diminutivo às massas) são pontos de partida para uma reflexão sobre o nosso tempo, espelhos para pensar os efeitos do capitalismo nos vários sectores e identidades. "There was no future, but it wasn't like anyone expected" - estas palavras facilmente ecoam no momento tão frágil que hoje atravessamos. Há uma honestidade intelectual que me cativa, talvez pela "simplicidade" e lucidez com que os assuntos são levantados. Cada página é um ponto de vista diferente sob a realidade que hoje vivemos - hiperestimulada e consumida por ela mesma.” João Pedro Fonseca

 


RUI CALÇADA BASTOS

Envio estes livros e não apenas um porque normalmente gosto de ler vários ao mesmo tempo. Gosto de encontrar pontos de contacto entre diferente autores e temas que num primeiro olhar não teriam relação, mas que com uma outra atenção acabam por se relacionar. É também nesta leitura transversal que muitas vezes encontro diálogos com o meu próprio trabalho. Interessa-me acima de tudo ler sobre o processo de trabalho de outros artistas que são importantes para mim.
1. Teresa Villaverde “Sem Fiordes”
2. Bruce Nauman (October Files)
3. Antony Gormley “On Sculpture”
4. Luigi Ghirri “The Complete Essays 1973-1991”
5. Carl Andre “Preface to my work itself…”

 

 

 

 


SANDRA BAIA

“Sapiens: De Animais a Deuses (História Breve da Humanidade)” de Yuval Noah Harari
Comecei a ler o livro muito antes da actual situação que nos encontramos. Ainda não imaginava o que estava para vir. Parece-me uma obra excelente para repensarmos a nossa existência como seres humanos. A obra é interessante e estimulante. É um livro que nos dá a perspectiva sobre o quão recente é a nossa presença na terra, os aspectos da vida e ação humana através da agricultura e a ciência, as implicações e razões pelas quais não as devemos dar como garantidas.

 


ANA FONSECA

Don Quixote: de Miguel Cervantes nunca fez parte da minha lista dos livro a ler antes de morrer. Hehehe. Resolvi ler como parte da pesquisa do meu atual projeto. Surpreendentemente atual, Cervantes foi realmente visionário. Muito melhor do que a luta de D. Quixote com os moinhos de vento é a descoberta de personagens fantásticos como por exemplo uma camponesa feminista! A ler!

 


RUI HORTA PEREIRA

“O Mundo Sem Nós” de Alan Weisman. Adquiri o livro assim que o descobri no final de 2007, a premissa é um pouco trágica e radical mas despertou a minha atenção sobre o tema e sobre o autor. A raça Humana desaparece, e como se recompõe a natureza? Como reage a esse desaparecimento humano súbito? Tenho a esperança que tal não aconteça mas nestes momentos de confinamento, a reflexão sobre a nossa pressão sobre ela a natureza entenda-se, permite-nos entender e ver diversas aspectos por exemplo, como estão alterados os níveis de poluição ou ruído. Entender que o mais relevante talvez seja restaurar um pouco de harmonia geral e encontrar caminhos que realmente diferenciam os seres humanos de tudo o resto, a capacidade de adaptação e de alteração de comportamento, a cooperação e a solidariedade. Este é mais um capítulo, durinho de roer, mas um capítulo!

 

 

 


NUNO CERA

“Looking Through: Le Corbusier Windows” por Takashi Homma - Publicado pelo CCA Canadian Centre for Architecture, Window Research Institute e Koenig Books (Montreal/Tokyo/Londres, 2019). Um livro magnífico ao pensar-se em janelas, no seu papel enquanto espaços que ligam o interior de um edifício à paisagem circundante. Após o encontro com o trabalho de Le Corbusier e Pierre Jeanneret em Chandigarh em 2013, o fotógrafo japonês Takashi Homma decidiu pesquisar e fotografar a riqueza espacial e perceptiva das janelas em outras obras de Le Corbusier pelo mundo. Alguns destas fotos estão agora reunidas neste livro. "Indicativo de sua visão particularmente estóica da vida, Le Corbusier acreditava que conforto básico e uma visão juntamente com alguma estimulação intelectual, ⎯seja um bom livro, música ou arte⎯era tudo o que homens e mulheres precisavam para se contentar." ⎯partilha Tim Benton no seu ensaio “From the fenêtre en longueur to the ondulatoires”, que complementa as fotografias de Homma, traçando a evolução do conceito de janelas na obra de Le Corbusier.

  


RITA GT

“Why I’m No Longer Talking to White People About Race: The Sunday Times Bestseller” de Reni Eddo-Lodge. Um livro fundamental para a compreensão do racismo estrutural e o privilégio branco ocidental. É o primeiro livro de Reni Eddo-Lodge, jornalista, feminista e uma mulher incrível! É tempo de imersão, de reflectir sobre os velhos paradigmas e superá-los, crescermos, tomamos mais consciência do que nos une como pessoas e distanciamo-nos do que nos separa. -- Estamxs juntxs!

 



SÉRGIO PARREIRA