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MÚSICA


GENESIS P-ORRIDGE: ALMA PANDRÓGINA (PARTE 1)

RUI MIGUEL ABREU

2013-06-03



 

 

Genesis Breyer P-Orridge é uma pessoa especial, complexa, diferente, única. Pioneiro britânico do som industrial, nasceu homem, fundou os Throbbing Gristle e Psychic TV e já no novo século embarcou num projeto que designou como pandroginia depois de conhecer a pessoa que descreve como o grande amor da sua vida, Lady Jaye. Genesis e a sua esposa decidiram submeter-se a uma série de cirurgias que os aproximasse em aparência, o que implicou que o líder dos Pyschic TV colocasse implantes mamários e que passasse a referir-se a si mesmo no género feminino. Outra particularidade deste músico passa pelo facto de usar a primeira pessoa do plural quando se refere apenas a si, um hábito que deriva do facto de acreditar que ele e Lady Jaye são hoje um só. Esta história está documentada no filme The Ballad of Genesis and Lady Jaye que depois do circuito de festivais conhece agora edição em DVD.

 

A presente entrevista com P-Orridge resulta de uma longa conversa telefónica e foi realizada originalmente para a revista Blitz (a propósito da passagem dos Psychic Tv por Portugal para um concerto no Cartaxo, a 24 de abril último), onde surgiu uma versão profundamente editada do texto que aqui se publica. Por acreditar que a transcrição integral da entrevista com este personagem singular da história da música experimental merece o seu espaço, e porque o Memórias do Futuro não está limitado pelas margens de uma página impressa em papel, aqui fica a primeira parte de uma conversa que extravasou o domínio da música e que permite entender P-Orridge também como uma entidade espiritual.

 

 

 

P: Esta entrevista não aconteceu mais cedo porque estava ocupada a dar aulas. Pode falar-me sobre isso?

R: No último ano temos recebido convites para dar palestras sobre a história da nossa arte, da nossa música e também sobre a pandroginia, sobre como tudo isto se liga à evolução, identidade e cultura. Estivemos na universidade de Yale há 3 ou 4 semanas , o que foi uma honra. Esta última aula que fomos convidados a dar foi, na verdade, uma aula de psicologia sobre o tema «Sexualidade, género e perversão», baseado nas teorias de Freud, o que foi uma surpresa… nós nunca lemos Freud. Mais foi uma aula muito interessante: falámos sobre o corpo, a consciência, questionámos onde vive realmente o ser humano: no corpo? Ou na mente? Esse tipo de coisas… Também abordámos este mundo binário em que vivemos: macho e fêmea, bom e mau, islamismo e cristianismo, preto e branco, etc., e de como isso se tornou uma perspetiva perigosa da chamada realidade. Temos que alterar essa perspetiva.

 


P: Abordaram, portanto, todas as grandes questões…

R: Sim, é verdade (risos). Todas as grandes questões. Porque existimos? O que somos?

 

 

 

 

P: O filme The Ballad of Genesis and Lady Jaye tem sido descrito como uma obra tocante e inspiradora. Este processo de falar sobre o filme tem sido muito complexo para si, mas agora que ganhou uma certa distância, como é que o vê e sente?

R: Foi uma experiência muito estranha. Foi Lady Jaye que estabeleceu contacto com a cineasta Marie Losier. Alguns meses antes ela tinha dito, “se vamos mesmo avançar com este projeto de pandroginia temos que ter alguém a documentá-lo, para que fiquemos com a história, com uma ideia clara do seu desenvolvimento”. Quando ela encontrou a Marie, convidou-a para nos vir conhecer e nós imediatamente dissemos: «és a pessoa certa para fazer este filme». Por isso, durante cinco anos, trabalhámos os três juntos e depois, claro, Lady Jaye, como costumamos dizer, “deixou cair o seu corpo” (N.R.: expressão usada por Genesis P. Orridge para designar “morte”) e durante um ano o trauma abateu-se sobre nós. E depois a Marie veio falar comigo e perguntou: “queres que eu acabe o filme?”. Nós respondemos que “sim”: “sim”, queremos terminá-lo porque a única ambição em vida de Lady Jaye era ser lembrada como parte de uma grande história de amor. Filmámos então mais algumas cenas com a Marie e depois ela passou um ano a montar o filme e no final o que ficou foi uma história de amor, ela retirou todas as entrevistas e o que deixou foi as nossas imagens com a Lady Jaye, a viver o dia-a-dia. Depois, fomos mostrar o filme por todo o lado nos Estados Unidos e na Europa e a reação mais comum que tínhamos era de gente que vinha ter connosco e que dizia: “agora percebo que sempre me contive com as minhas emoções, com as minhas relações, mas ao ver este filme percebo que a entrega devia ser incondicional, que se recebe muito mais quando não se mostra medo de que tudo acabe, do comportamento ou da disposição da outra pessoa, quando apenas se diz ‘amo-te, absolutamente’”. Penso que essa é uma mensagem incrível para passar às pessoas por todo o mundo. O filme já ganhou 15 prémios e vai sair em DVD com uma série de extras, incluindo uma entrevista com Lady Jaye.

Foi difícil quando andámos em digressão com o filme, a fazer dois visionamentos por semana seguidos de sessão de perguntas e respostas comigo e com a Marie. E quase sempre terminávamos a chorar e isso pôs-me literalmente doente, fisicamente. O que nos levou a dizer à Marie que já não conseguíamos fazer isto mais vezes, que teria que ser ela a prosseguir com a divulgação do filme. Mas sempre que olhamos agora para a capa do DVD ficamos muito felizes pela Lady Jaye, porque a visão dela resultou e ela tem-se revelado uma profunda influência, mesmo da campa, uma influência positiva. Tem sido uma viagem maravilhosa, apesar da tristeza.
 


P: Falemos do concerto em Portugal: o que é que as pessoas vão ver nessa noite?

R: O atual “line up” - com Jeff Burner na guitarra, Jesse Stewart nos teclados e flauta, Alice Genese, que já toca connosco há 10 anos, no baixo, Eddie O’Dowd na bateria e eu mesmo. O que aconteceu foi que estávamos em Moscovo, há uns três anos, era o último concerto de uma digressão, tocámos duas horas, fizemos dois ou três encores e de regresso ao camarim estávamos tão animados que eles disseram: “Vamos tocar mais um tema?”. E nós respondemos: “Hum, estamos muito cansados”. Mas depois tivemos um momento estranho em que nos virámos para o Jeff e perguntámos: “Conheces ‘Maggot Brain’ dos Funkadelic?”. Ele respondeu que sim, nós perguntámos se ele seria capaz de a tocar, ele disse que sim e então ele e a teclista foram para o palco tocar o “Maggot Brain”. Nós ficámos a ver e o público enlouqueceu. E a minha pequena cabeça teve uma ideia: “isto é um desenvolvimento muito interessante!”. Quando regressámos, começámos uma série em que juntávamos um clássico dos anos 60 ou do princípio dos anos 70 – o primeiro foi, claro, “Maggot Brain” - e um tema que tivesse a palavra “alien” no título. Por isso fizemos “Maggot Brain” com um lado B de título “Alien Brain”. Depois o Eddie sugeriu “Mother Sky” dos Can e no lado B fizémos “Alien Sky”. Depois nós sugerimos o “Silver Sundown Machine” dos Hawkwind e para o lado B fizémos “Alien Lightning Meat Machine”, um tema que gira à volta da figura de Nikola Tesla. O concerto agora gira em torno desses seis temas, fazemos ainda mais um tema dos Hawkwind e outro de Captain Beefheart e depois tocamos material original dos Psychic TV. Às vezes tocamos coisas antigas, outras vezes coisas mais recentes, mas fazemos isso sempre num set longo e algo sinfónico que nunca dura menos de duas horas. E algo interessante nas gravações dos temas é que, para manter uma certa autenticidade, não ensaiámos nem gravámos com overdubs. Fizemos tudo como nos anos 60, com a banda a tocar ao vivo no estúdio. E depois o meu trabalho era encontrar uma linha melódica e inventar uma letra enquanto eles tocavam. É uma abordagem pouco usual, mas os resultados são espantosos: uma combinação invulgar do som do estúdio e da experiência live. Para depois aprender as letras tivemos que voltar a ouvir as faixas e escrever o que tínhamos improvisado no momento (risos).

 

 

 

 


 

P: O desejo de transformação parece ser uma força em toda a sua vida, dos Throbbing Gristle aos Psychic Tv e daí a tudo o resto em que se tem envolvido. Porque é que isso acontece? A realidade não chega?

R: Sim, essa é uma boa maneira de ver esse desejo. Não se trata até de pensar que a realidade não chega, na verdade nós nem temos a certeza que a realidade exista. Esse tem sido um dos temas dominantes da minha vida: estamos mesmo aqui ou isto não passa de uma alucinação? Estaremos apenas a reviver uma vida passada vezes sem conta por estarmos numa espécie de limbo ou purgatório? Ou haverá tantas versões paralelas de nós que talvez esta seja apenas uma das possibilidades? Por isso gostamos de nos referir a “nonsense as reality” em vez de “consense as reality”. Quanto mais se explora, com o xamanismo, meditação, substâncias psicadélicas e por aí adiante, menos claro se torna o que é isto que nos rodeia. Há uma forte sensação, de que o William Burroughs também fala, de que isto de facto não é sólido, parece sólido e toda a gente age como se de facto isto fosse real porque todos concordámos em fazê-lo. Ele diz num dos seus ensaios que quando somos crianças e vemos coisas para as quais não temos ainda nome, alguém aparece, os nossos pais por exemplo, para nos dizer: “isso é uma cadeira”. E a partir daí aquilo ganha uma designação, mesmo que a nossa visão seja completamente diferente. Isso interessa-nos: como somos condicionados para vermos as coisas? Haverá maneiras para alterarmos o nosso comportamento enquanto espécie? Estaremos condenados por causa dos sistemas binários? Há uma saída? Por isso estamos sempre a tentar ver o que está por trás do que parece ser a realidade material. Seremos capazes de transformá-la de uma forma realmente positiva?

 


P: A pandroginia parece encaixar-se nessa linha de pensamento: transformando a forma como as pessoas a vêem a si, está também a transformar o mundo…

R: (risos) Sim, de facto esta nossa ideia parece estar a ser levada muito mais a sério em tempos recentes. Temos sido convidados para fazer palestras em diversos locais e a atenção tem crescido. Fomos convidados a fazê-lo no Museu de Arte Moderna em Nova Iorque e estavam 500 pessoas numa sala, esgotada numa noite chuvosa de segunda-feira, com uma fila de mais 200 pessoas à espera de conseguirem um bilhete para entrarem. Isso é incrível. Na maior parte das vezes aparecem 20 ou 30 pessoas. Ficámos absolutamente surpreendidos por tanta gente mostrar interesse no que temos vindo a fazer. E isso parece estar a acontecer cada vez mais. Uma das nossas teorias é que as pessoas que cresceram connosco, com a nossa música, estão hoje em posições de poder, a trabalharem em museus, na indústria da música, em revistas ou em televisão e querem que o mundo perceba melhor o que temos tentado fazer.

 

 

 

 

 

P: Como é que nasceu esse conceito que agora parece interessar tanto às pessoas, a pandroginia?

R: Tudo começou quando conheci a Lady Jaye. Foi ela que começou imediatamente a vestir-me nas suas roupas. Foi amor à primeira vista e à medida que nos fomos conhecendo melhor e como vivíamos juntos começámos a falar de vários tipos de ideias: porque é que queremos ser absorvidos um pelo outro? Queremos tornar-nos num só ser? O que é que nos faz sentir desta maneira? Nós éramos devotos do William Burroughs e do Brion Gysin há décadas e éramos amigos dos dois, o que era um privilégio. E uma coisa que o Burroughs me disse em 1971 foi (imita a voz do escritor): “Genesis, como é que se causa um curto-circuito no controlo?” Ele sugeriu que essa seria a minha missão. E quando falámos com a Lady Jaye sobre isso concluímos que é no ADN que o controlo realmente reside. Os seres humanos vivem uma quantidade de tempo muito específica nesta realidade aparente: normalmente não mais do que 100 anos e na maior parte das vezes de 70 a 80 anos. No entanto, o ADN é uma continuação de tudo, desde o princípio, das células simples no lodo primordial. O ADN tem um registo de tudo o que aconteceu desde então que conduziu à espécie humana. É aí que a programação reside. É aí que se encontram os registos e se queremos verdadeiramente mudar e evoluir e passar para lá deste primeiro estágio de seres humanos com inteligência é para aí que temos que dirigir a investigação e fazer as alterações. Para sermos simbólicos acerca disso, decidimos que uma imagem importante para que as pessoas recebessem a mensagem seria a do hermafrodita divino, um símbolo alquímico. E como fazer isso? Pensámos que para simbolizar isso o melhor que poderíamos fazer seria tentar parecermos iguais, não por haver insatisfação em relação à nossa aparência, não por querermos mudar de género, mas porque queríamos confrontar como a identidade é criada. Será possível tornarmo-nos nos escritores da nossa narrativa pessoal? E se sim, como? A primeira coisa que fizemos foi submeter-me a uma vasectomia que foi a mesma coisa que dizer: “acabou-se o controle do ADN”. E depois pensámos: “o ADN decide a aparência dos nossos corpos por isso temos que contornar isso escolhendo ter uma aparência diferente, para sermos duas partes de um só”. Um terceiro ser, um pandrógino. As pessoas por vezes interpretam mal tudo isto, naturalmente, pensando que se trata de género, mas é na verdade acerca da identidade, acerca do corpo, poderemos separar-nos do corpo? Podemos controlá-lo? Podemos transformar o corpo para sermos mais espantosos enquanto espécie? Se pudermos e o fizermos, então teremos que mudar a forma como olhamos para nós mesmos e em vez de sermos apenas indivíduos que pertencem à espécie humana temos que nos ver como uma fração de um ser maior que é a espécie humana. E se todos pensarmos em nós como parte de uma mesma espécie que quer sobreviver, evoluir e crescer e, como disseram Gysin e Burroughs, avançar para o espaço e colonizá-lo para alcançarmos todo o nosso potencial, então temos mesmo que lidar com estas questões em termos de símbolos e ideias e perceber se existe um caminho.

 


P: Está portanto, e basicamente, a tentar tirar Deus da equação?...

R: … Sim! (risos)

 

 

LINKS

http://en.wikipedia.org/wiki/Genesis_P_Orridge

http://en.wikipedia.org/wiki/Throbbing_Gristle

http://en.wikipedia.org/wiki/Psychic_TV

http://www.discogs.com/artist/Psychic+TV

www.genesisbreyerporridge.com

 




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