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MÚSICA


PUBLIC MEMORY – A TRANSFORMAÇÃO PASSO A PASSO

RICARDO ESCARDUÇA

2016-05-25



 

“Wuthering Drum”, lançado em 18 de Março passado pela californiana Felte Records, é o primeiro trabalho individual de Robert Toher, concebido e gravado em LA, cidade que o músico natural de Brooklyn adoptou como casa ao longo de um ano. O mais recente passo da sua carreira, que tem mais para contar.

 

 

Recuando até à década de 1990, enquanto adolescente, Toher experimenta e participa em vários projectos musicais de rock. Um deles, Apse, em cuja formação – vítima de várias alterações durante o percurso – consta o parceiro Austin Stawiarz, adquire contornos mais formais a partir de 2001, gerando, até 2009, uma mão-cheia de LP’s e EP’s. Ao longo desses anos, sob inúmeras, até mesmo demasiadas, influências e inspirações, percorrem os domínios shoegaze do rock progressivo e do post-rock. A temática incide sobre a manipulação, a demência e a espiritualidade inerentes às relações humanas. É rock melódico e instrumental em crescendo, mas Toher e Stawiarz incluem pitadas não tão discretas de punk-rock, de gothic-rock e de heavy-metal. Não lhes bastando, plantam ainda vestígios electrónicos do ambient e da sua fusão experimental com o rock características do industrial. Esta fórmula produz alguns exemplos bem conseguidos, encontrados no LP “Climb Up” de 2009 e no LP “Spirit” de 2006.

Nos últimos anos de Apse, no álbum de 2009, Toher sente-se sem azimute. Conceitos e ideias demasiados, densos e dispersos, Toher sente-se a perder o norte. A procura por novas latitudes sonoras leva-o a compor algumas faixas. Deixa-as a fermentar por terminar, período de repouso. Stawiarz colabora, as faixas são concluídas. O ocaso de Apse fica ditado com o abandono da sonoridade onde o rock predomina e as guitarras controlam. Toher deriva para uma sonoridade mais sintetizada. Texturas, ruídos e instrumentação electrónica são combinados com instrumentação acústica, os ritmos adquirirem posição central e as guitarras são reduzidas. Um passo no caminho em que menos é mais. Surge o projecto Eraas – Toher e Stawiarz em duo: o refinamento e redução musical que devolve a Toher a sensação de pisar chão firme no caminho que descobre enquanto percorre.

 

 

 

Em 2012, o duo estreia-se com o LP homónimo. “Initiation” surge no final de 2013. A génese de Eraas é a libertação de Toher de planos e de estratégias musicais pré-definidos. Em oposição ao conceito de Apse, Toher compõe as primeiras faixas com o propósito único de não ter que as explicar. Sem análise racional e cirúrgica das partes que a compõem.

Mais do que o desígnio de uma mensagem específica contida nas suas letras, Toher pretende criar atmosferas emocionais. Não esvazia as suas letras de conteúdo, mas importa-lhe mais a atmosfera sonora e a dimensão emocional gerada, deixando ao critério de cada um procurar e encontrar os significados, as ideias e as referências líricas após a experiência emocional. Pretende a sua música como uma unidade indivisível, atómica, que o toque na alma, à qual reaja e com a qual estabeleça ligações psicológicas e emocionais. E deseja que o mesmo suceda a quem a oiça. A música é visual para si, os sons andam de mãos dadas com as imagens, e ambos despoletam emoções. O que é assinalável, não é fácil deixar a cargo dos sons a responsabilidade inteira de criar imagens e emoções. Mas Toher consegue-o de forma distinta. A música é o veículo para a sua estética visual e emocional - Toher é um impressionista.

Após os dois álbuns, Stawiarz começa a questionar o futuro do projecto. Sem abalar a sua amizade mas avessos às indefinições das intermitências e das reticências, os dois amigos decidem colocar um ponto final no projecto. Mais um ponto final no percurso de Toher. Mas não o fim do caminho.

 

 

Tal como aquando da curva descendente de Apse, Toher continua a compor música. Há mais por fazer, há o desígnio de virar a página, dar um passo mais no caminho. Um passo sem amarras ao passado. Sem uma referência artística anterior que seja necessário observar no caminho esperado, sem uma herança sonora que imponha restrições e inibições a uma nova estética musical e visual. Los Angeles é o destino temporário após terminar a parceria com Stawiarz no projecto Eraas e alguns outros infortúnios na esfera pessoal que o deixam meio à deriva.

É tempo de mudar de ambiente, de quebrar a rotina diária. E, nessa ruptura, é tempo de alterar o ambiente criativo e artístico. A mudança de casa, de local de trabalho, das ruas percorridas, da pessoa a quem se diz bom dia e que serve o café no coffe-shop da esquina, um milhão de pequenas nadas. Alguns de que, efectivamente, toma percepção, outros que, não tanto, fazem o seu trabalho indetectável de formiga nas camadas mais profundas da sua consciência. Mas todos, e em tudo, contribuindo para novas experiências, novas perspectivas, novas formas de pensar e de sentir. Um impacto incontornável na forma de abordar a criação artística, no método de trabalho, e no resultado cumulado de ambos.

Ao contrário do precipitadamente expectável, Toher não procura em LA a platónica e romantizada experiência de um período sabático preenchido por tempos vazios cheios de sol, de luz, de oceano, de temperaturas mornas, de contemplação e de amplidão de espaço – a fachada de LA. Mais do que o resto, LA permite-lhe afastar-se de amigos e de família, quebrar as rotinas de Brooklyn, e ganhar tempo e espaço para trabalhar. Efectivamente, alterar o paradigma.

Com efeito, Toher não pára durante um ano em LA. Mas não pára entre o seu exíguo apartamento de Echo Park, um quarto apenas, e o seu local de trabalho, um studio no centro de LA ainda mais minúsculo. Uma curta distância, percorrida diariamente montado na sua bicicleta. Dias e noites preenchidos por entre o seu trabalho criativo, a música de outros artistas, e quase nada mais que não o seu mundo interior. O ambiente que o álbum nos traz é o reflexo completo dessa viagem introspectiva. A antítese da experiência descontraída e romântica, ou plastificada e maquilhada, de LA. A Toher, interessam, mais do que tudo, as memórias, as nostalgias, as relações humanas. Interessam as emoções que delas emergem. E interessa a sua percepção visual dessa dimensão emocional, que traduz em música. Um recluso, isolado e deslocado num ambiente diferente de Brooklyn, a concentração é total. O útero de “Wuthering Drum” é o exílio em LA.

Sem as crises existenciais e as suas banalidades bacocas, os seus exageros esquizofrénicos, as suas autoridades pretensiosas, “Wuthering Drum” reflecte a experiência de Toher, vulnerável e céptico, forçado por si mesmo a expor-se às suas próprias dúvidas, receios, dores e fragilidades, longe do porto seguro ou da zona de conforto. Mas “Wuthering Drum” e a experiência pessoal de Toher que está na sua origem não se limitam à vulgaridade da rendição ao trauma. Ambos vão bem mais longe. Desde os abismos mais profundos e escuros das suas vulnerabilidades, Toher reformula-se. O retiro em LA oferece-lhe a purga, a regurgitação. Toher explora e experimenta a sua própria renovação. Uma etapa mais no caminho. Sem excessos de euforia ou de agonia, mas intensamente vividos. É um vôo ameno, velocidade e altitude constantes. O vento na cara ao pedalar a bicicleta embala e ajuda. Dia após dia, na sua rotina de clausura sem ferrolhos, Toher descarrega lentamente a bagagem emocional. A dinâmica das constantes transformações na vida, entre a sua futilidade e a sua beleza. Um passo após o outro, uma sustentada catarse reconstructora. É uma experiência conceptual feita de reflexão sobre o passado, aceitação do presente e encontro do futuro. É o crescimento resultante da adaptação aos conflitos internos e externos. É a tomada de consciência de si mesmo enquanto pessoa. LA transforma-se numa bússola e volta a apontar-lhe o norte. “Wuthering Drum” é o espelho desta experiência espiritual e emocional, sintetizada e reduzida a música.

Humilde, Toher confessa a sua admiração por artistas que conseguem compor, produzir e gravar um inteiro álbum numa semana, e acreditar no resultado artístico desse jacto criativo. Sente-o fora do seu alcance enquanto músico. Toher precisa de tempo para si mesmo e para a sua música.

Sem perder de vista o princípio de que as primeiras inspirações são as mais valiosas, Toher encontra as mais saborosas recompensas nos sucessivos caminhos e variadas direcções que experimenta a partir de uma base musical simples. Tudo começa com o ritmo e percussão. Junta umas linhas de baixo. E sente a atmosfera. Sente como se sente, sente como reaje a essa sonoridade embrionária. Essa reacção à atmosfera musical e emocional é vocal, numa forma bizarra e instintiva. Toher grava vozes sem letras – uma técnica aproximada da prática da Glossolalia. Apenas sons vocais abstractos em variações de tom, de ritmo e de intensidade. O que Toher encontra em si mesmo como mais expressivo em resposta ao ambiente musical do ritmo e do baixo. Meras sílabas encadeadas em unidades gramaticais, organizadas na dimensão de palavras e de versos, mas desconexas, sem verdadeiramente formar palavras e frases, sem conter qualquer significado. Toher reaje vocalmente à atmosfera do ritmo e do baixo e, em simultâneo, essa reacção acrescenta algo mais a essa atmosfera. São as primeiras inspirações na forma mais pura.

 

 

A incubação de “Wuthering Drum”, iniciada ainda em Brooklyn, é feita de tentativas, de erros, e novas tentativas, na vivência diária em LA. Toher quer experimentar vários conceitos. E, por dentro, o reboliço emocional impera. São necessárias várias experiências e um período demorado até Toher encontrar a sintonia emocional que procura com a sua música, até visualizar as imagens reveladas pela música que correspondam às suas primeiras ideias.

A um dado momento, sente que uma dessas experiências é a certa. É tempo de colocar um fim às experiências e às alterações, é altura de não mexer e remexer, de não cair em exageros que adulterem ou corrompam as primeiras visões e o estado de espírito original. É o momento de se afastar das músicas. Trabalhar sozinho, afastado dos parceiros de Apse e de Eraas, rouba-lhe o proveito e a satisfação das colaborações, das influências, emoções e opiniões artísticas e criativas que aglomeram valor, mas permite-lhe este equilíbrio pessoal e necessário entre produção e pausa, permite-lhe inspirar e absorver, sem necessidade de expirar de imediato, sem espirais de transformações e interacções criativas que afastem a atmosfera emocional e musical da sua raíz para lá de um ponto irrecuperável em que sente ter perdido a música.

 

 

Algum tempo passado, seja quanto for, regressa a cada uma das faixas. A distância potencia a intuição. O tempo compensa a ausência das contribuições de outros parceiros. Surge a restante instrumentação, os vocábulos da Glossolalia são substituídos por palavras e versos que façam sentido face à natureza inicial de cada faixa - em alguns casos, exemplo da faixa “As You Wish”, grande parte da Glossolalia é mantida e as palavras tornam-se opacas, imperceptíveis –, mas tudo acontece por si mesmo, tudo flui naturalmente e espontaneamente – Toher cria uma atmosfera emocional com a sua música, mas a sua música recria, ela própria, o estado emocional original.

As músicas ganham corpo e forma, e Toher volta a arrumá-las na prateleira. Não o tempo de ganharem pó. Apenas o tempo que Toher quiser, até uma noite em que, subitamente, sai de casa para caminhar por ruas mais desertas ou mais movimentadas, no meio de todos, mas consigo mesmo apenas, e volta a ouvi-las, de uma ponta à outra, agora já inteiras. É nesse momento que recupera e comprova a validade das primeiras impressões, da visão inicial, quando a atmosfera emocional que a música transmite o faz recuar uns meses e reviver o estado de espírito do momento criativo. É o fechar de círculo revelador, a sublimação emocional regeneradora.

Public Memory não existiria sem Apse e Eraas, e não existiria sem os restantes círculos da vida pessoal de Toher – os passos necessários para chegar a este destino. É o destino de um caminho agregador e explorador, uma evolução que prescinde do acessório e reduz-se à essência.

As semelhanças sonoras com Eraas não passam despercebidas, Toher dá continuidade a essa identidade intencionalmente. Mas, ainda quem sem um conceito previamente definido, tem guardadas no bolso novas ideias ainda por explorar e por assimilar. Ao longo de cada disco, desde Apse até Public Memory, o caminho de Toher é marcado por sucessivas mudanças – Toher recusa-se a catalogar-se ou ser catalogado. O desafio é trazer algo de novo continuamente. O maio desafio consiste em trazer novidade sem clivagens abruptas e radicais levadas a um ponto em que ele mesmo, e o seu público, se sintam afastados do que cria. Orientado pelo farol da simplificação e da redução, e disfrutando da liberdade e da excitação de caminhar sem um rumo aprisionador, deixa as coisas acontecerem por si mesmas. Mais compacto e concentrado por via da redução da instrumentação ao essencial, o corpo musical de “Wuthering Drum” está distintamente mais arredondado, mais suavizado, mais sintético – o caminho que Toher sente mais relevante.

A palette impressionista de Toher é limitada por decisão voluntária: um teclado sintetizador analógico monofónico – coisa vintage nos dias de hoje quando se fala de música electrónica -, uma paixão que traz de uma viagem a Itália e que, ao abrigo de uma prática mais tradicional, semelhante a um instrumento clássico ou acústico em que a composição instrumental é construída como pinceladas individuais em camadas sucessivas, lhe foi fundamental na identificação da instrumentação excessiva, um conjunto de samples de sons reais que o próprio grava na rua – o ar-livrismo impressionista? – ou que, por vezes, puxa das bases de dados, umas vezes encontrados ao acaso e construindo a atmosfera sonora e emocional em função do que se lhe depara, outras vezes com uma intenção sonora específica, esparsas guitarras eléctricas, e o ritmo dos beats e do baixo em lugar de destaque. A estes quatro ingredientes, juntam-se os vocais de Toher: um outro instrumento espectral, abafado, trémulo que parece rastejar sem nunca se engrandecer, prostrado e perturbador mas sem se sobrepor aos arranjos musicais – um sinal mais que, mais do que o conteúdo lírico, importa a melodia e a atmosfera. Desde os tempos rock de Apse, a composição torna-se agora tão interessante quão deslocada para uma terra de ninguém: uma atmosfera ambient com sombras de darkwave, a electrónica e a acústica da experimental, o minimalismo atonal do krautrock.

É um facto que, de faixa em faixa, e salvo esta ou aquela excepção – casos de “Lunar” ou “Ringleader” – o conjunto arrisca tornar-se demasiadamente homogéneo e monótono. “As You Wish” é o exemplo da uniformidade e da falta de dinâmica que se encontram na maioria das faixas. Vários são os momentos em que se espera que Toher levante, agite, vibre a atmosfera emocional e musical que, sem altos e baixos, está permanentemente em suspensão tonal e rítmica. Vários são os momentos em que se espera que abra a palette e que surja um outro elemento musical. Terá a retracção sido levada demasiado longe?

Mas o conceito de Toher é distinto. Toher prescinde de manobras cosméticas que façam parecer pretender outra visão que não a da unidade global. Toher abdica de produzir um single de sucesso, ou um conjunto de singles desconexos, amalgamados num conjunto sem personalidade. A sua visão é construir um corpo de trabalho global e personalizado entre os seus vários membros. A retracção musical é essencial para esse efeito. E, sob esse ponto de vista, cada uma das faixas é uma parcela significativa desse todo, e o todo é assinalável. “Wuthering Drum” é uma experiência existencial para Toher, e vale pelo conjunto. Quando escutado por inteiro, as coisas começam a fazer sentido. E, principalmente, quanto mais vezes é escutado, maiores são as recompensas que oferece. Um paradoxo em que é a delicadeza repetitiva e encolhida que confere a força diferenciadora e afirmativa da sua mensagem emocional.

Mais do que uma estreia – apesar de, neste caso, a solo –, “Wuthering Drum” é a transformação em continuidade. E é o espelho de um artista para quem a intensidade emocional associada à música está no centro da sua criação; seja a que o inspira para a sua música, seja a que a sua música desperta. Neste caso, um universo híbrido, ao mesmo tempo capturante na sua melancolia algo claustrofóbica e libertador na sua leveza e delicadeza. Um conjunto personalizado e original, feito notável no universo da música electrónica dark onde não é fácil deixar uma marca distinta como Toher deixa com “Wuthering Drum”. Aguardemos o próximo passo.

 

 

Tracklist :

1. Heir
2. Mirror
3. Ringleader
4. Domino
5. Cul De Sac
6. As Your Wish
7. Interfaith
8. Zig Zag
9. Earwig
10. Lunar




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