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CHRISTIE’S BATE RECORDE HISTÓRICO EM NOVA IORQUE

2013-05-17




Na noite de quarta-feira, a Christie’s em Nova Iorque, vendeu 12 obras de artistas contemporâneos por 495 milhões de dólares, maior venda realizada ao longo da sua história. As obras foram de Pollock, Basquiat, Lichtenstein, Cornell, Manzoni, Hofmann ou Serra, entre outros, e nalguns casos, assinalaram novos recordes de Mercado para a obra destes autores.

A estrela do leilão foi a pintura, Número 19, 1948, de Jackson Pollock, pela qual se pagou 58,4 milhões de dólares, o dobro do preço de saída. O valor pago por este quadro foi o mais alto de sempre por uma obra deste artista, batendo o recorde que fixou em novembro do ano passado, naquele que foi igualmente o leilão mais caro da história da Christie’s, até à passada quarta-feira. A peça de Roy Lichtenstein, alcançou 56,1 milhões de dólares. Os 48,8 milhões pagos por Dustheads, de Jean-Michel Basquiat, fizeram desta obra a mais cara do artista.

“Estamos numa nova era do mercado de arte”, indicou a leiloeira Jussi Pylkkanen. Duas razões explicam o interesse pela arte do pós-guerra e os altos preços que atingem em leilões: as novas fortunas emergentes da Rússia, Ásia e América Latina e a segurança oferecida pelo investimento no mercado de arte comparativamente à volatilidade do mercado de valores. “O mercado está a assistir a uma nova classe de compradores que não são necessariamente especialistas em arte mas que querem diversificar os seus investimentos”, explica Robert McClain, assessor de arte e propietário da galeria que dirige em Houston, no Texas. “Os investidores sentem-se mais seguros investindo o seu dinheiro em algo tangível, como um quadro, do que em algo tão etéreo como uma acção”, refere também Pierre Naquin, membro da Art Media Agency.

O dinheiro das novas fortunas impulsionou o renascimento do mercado de arte que, desde o final da recessão experimentou uma recuperação evidente. “2011 foi um bom ano mas 2012 foi excepcional”, afirma McClain. Este novo interesse fez com que os colecionadores tradicionais de desfizessem das suas obras de arte contemporânea para recapitalizarem o seu investimento, dessa forma favorecendo o boom dos quadros e das peças do período do pós-guerra. “A arte impressionista passou a ser objeto de interesse para os museus e há poucas obras disponíveis. Não acontece a mesma coisa com a arte contemporânea. Atualmente, existe quantidade e qualidade no mercado.” explica Naquin.

O recorde alcançado pela Christie’s na quarta-feira confirma a boa saúde do mercado de arte, mas o boom é visto com cautela. “Os preços não param de subir e de subir e, nalgum momento deveriam começar a estabilizar, ou esta bonança pode tornar-se negativa”, explica McClain.

Ler mais: El País