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BARRETO XAVIER PROPÕE PROGRAMA CULTURAL NA UE2013-05-20O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, propôs em Bruxelas um novo programa cultural na União Europeia, que visa o reforço das relações entre Estados-membros, foi hoje divulgado em comunicado oficial. No passado dia 17, Barreto Xavier propôs em Bruxelas, “a criação de um novo programa cultural, com o objetivo de reforçar as relações entre as cidades europeias e entre os departamentos governamentais da área da Cultura da União Europeia (UE)”, lê-se no mesmo comunicado. O governante português apresentou o Projeto Ágora e o Método Integrado de Comunicação (MIC), duas propostas que visam “fortalecer a coesão europeia, aproveitando as ferramentas digitais”, e que a atual presidência irlandesa da UE agendou para o próximo Conselho de Ministros de Educação, Juventude, Cultura e Desporto. Segundo o mesmo comunicado, “o plano português do Projeto Ágora prevê um programa europeu a funcionar ao nível das comunidades locais”. “A cada ano, a Presidência do Conselho convida um intelectual ou um grupo de intelectuais para preparar um manifesto sobre um tópico de interesse europeu, que as comunidades locais interpretam, para levar a cabo um programa de intervenções culturais”, explica o texto. No comunicado, Barreto Xavier afirma que “houve adesão a esta proposta por parte da presidência irlandesa da União Europeia e da próxima presidência, a Lituânia, com a qual vamos trabalhar a concretização destas matérias”. A proposta portuguesa prevê que seja “estabelecida uma rede pan-europeia, revitalizando e reinventando as ligações entre os europeus, sublinhando ao mesmo tempo as comunidades concretas que dão corpo às praças públicas, desde a Grécia antiga à polis contemporânea”. No mesmo documento, explica-se que “o objetivo é capturar e disseminar o espírito de tolerância e inclusão contido na diversidade europeia, aproveitando a energia criativa de intelectuais e artistas e as novas tecnologias que permitem a criação de espaços virtuais facilmente acessíveis, independentemente da localização geográfica”. O MIC, por seu turno, visa “criar um método de comunicação que permita aos departamentos governamentais dos Estados-membros da UE, responsáveis pela política cultural, trocar ideias e informações, de forma informal e regular, sobre os temas principais de políticas públicas do setor”. As “questões transnacionais, como a globalização ou a propriedade intelectual”, são apontadas por Barreto Xavier como possíveis de serem debatidas através deste método. Lusa |














