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ARTISTA CHINÊS BAI MING EXPÕE PELA PRIMEIRA VEZ EM PORTUGAL, NA FUNDAÇÃO EDP

2017-07-13




O MAAT inaugurou ontem a exposição ‘Branco e Azul | Bai Ming – Lisboa’ que apresenta, pela primeira vez, a obra de um dos mais conceituados artistas contemporâneos da China, Bai Ming. São mais de 200 peças de cerâmica, desenho e pintura, que traçam uma rota de encontro e de fascínio entre o Oriente e o Ocidente.

A obra de Bai Ming estará em exposição na Sala dos Geradores, no edifício da Central – que se transforma em espaço expositivo também pela primeira vez – e no recém-inaugurado Jardim do Campus Fundação EDP, entre os dias 12 de julho e 4 de setembro. Esta exposição está integrada no programa “Cooperação Sino-Portuguesa e Resultados do Intercâmbio Cultural ao Abrigo da Iniciativa “Uma Faixa, uma Rota”.

Bai Ming é considerado um dos artistas que mais tem contribuído para a renovação e revitalização da criação artística chinesa no campo da cerâmica, garantindo que toda a inovação dá continuidade à tradição, numa fusão entre o óleo e a tinta da china; a abstração e a decoração; a cerâmica e a escultura, entre a tradição e as novas linguagens. Como o próprio refere “viaja livremente entre vários suportes”, com “uma enorme curiosidade quanto a expressões novas e únicas”. E assume-se “apaixonado por experimentar diferentes materiais, sentir diferentes expressões em vários tipos de barro, de papel, de tinta”. As suas esculturas, instalações e cerâmicas assentam numa estética de serenidade. Uma seriedade “que não é quietude, mas que está cheia de vida”, completa o artista.

Os curadores desta exposição são Fan Dian, Presidente da Academia Central das Belas Artes da China, Rosa Goy e Margarida Almeida Chantre, do MAAT.

Para Fan Dian, Bai Ming “simboliza a chegada de uma nova era artística” e que a sua “sólida base de conhecimentos tradicionais e um notável talento criativo permitem-lhe criar novas obras que representam um novo capítulo na arte da porcelana chinesa, explorando constantemente novas direções no mundo da porcelana”.

Rosa Goy, curadora da exposição, afirma que “o branco e o azul chegam à Central Tejo através do olhar de Bai Ming, artista que traz, pela primeira vez a Portugal, a sua perceção e (re)interpretação da natureza e das formas com as suas cerâmicas e as suas pinturas” e realça o reconhecimento do artista, defendendo que é “detentor de uma técnica tradicional e ancestral, trazendo a Lisboa mais de 200 peças que refletem não só a sua visão renovada das formas e dos elementos decorativos, mas também a sua observação das mutações e variações na natureza”.

Margarida Almeida Chantre, também curadora da exposição, destaca o nome desta mostra, referindo que “a evocação da relação entre China e Portugal faz-se descobrir nos trabalhos de Bai Ming através da forte presença visual da cor azul: é ela que surge o mar, que se liga à rota de seda e que flui para os elementos da natureza que encontramos nas mais de 200 peças apresentadas em exposição”. E termina afirmando que “o artista desconstrói formas e termas gravando nas peças o que vê, o que sente, o que experiencia, o que o rodeia, partilhando assim, connosco, uma leitura serena, mas repleta de vida sobre a natureza e os seus vários aspetos”.

Esta é a primeira vez que Portugal recebe uma exposição de Bai Ming. Pedro Gadanho, Diretor do MAAT, reforça a importância da exposição: “Num dos mais simbólicos espaços institucionais da Central Tejo, mas também no contexto do recém-inaugurado jardim de um campus em estado de aceleração renovada, acolhemos o importante trabalho de um artista que atualiza e expande a tradição da porcelana, como uma das mais fortes expressões artísticas de um país de cultura milenar”.



Fonte: Fundação EDP