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CONFERÊNCIAS DA GARAGEM > MARINA TABASSUM: CONSTRUIR NO BANGLADESH

2018-03-13




CCB - Garagem Sul. 13 de março . 19h00 . Sala Luís de Freitas Branco

As Conferências da Garagem pretendem apresentar várias vozes através das quais os arquitetos estão hoje a redefinir o seu papel na sociedade, práticas com a coragem necessária para investigar e explorar áreas menos óbvias da arquitetura e para encontrar formas adequadas de construção do nosso mundo.

Marina Tabassum (BGD) pertence a uma geração mais jovem de arquitetos do Bangladesh que reage às condições da prática arquitetónica da sua região de um modo impressionante. As constantes mudanças e alterações na paisagem, o informalismo dos edifícios e da forma de habitar e, também, os processos adaptativos que formam a vivência e os meios de subsistência das pessoas são elementos-chave da sua prática arquitetónica. Provinda de um país com 160 milhões de habitantes, a sua posição é principalmente orientada para as pessoas. Aborda as técnicas de construção tradicionais e as transformações tecnológicas com uma perspetiva equilibrada que resulta em respostas arquitetónicas radicais. Os seus projetos lidam com uma enorme diversidade de escalas, desde Masterplans a edifícios residenciais ou equipamentos públicos. Os seus edifícios refletem sobre materiais, tecnologias e aspirações de sustentabilidade ecológica. Tabassum acredita que, em países como o Bangladesh, a arquitetura desempenha um papel para além da arquitetura em si. A sua conferência irá centrar-se nos desafios e nas recompensas da sua prática.

Marina Tabassum, é arquiteta pela Bangladesh University of Engineering and Technology (BUET). É diretora académica do Bengal Institute for Architecture, Landscapes and Settlements. É professora convidada da BRAC University desde 2005. Lecionou na UTA, Texas em 2015 e, atualmente, é professora na Graduate School of Design da Harvard University, ambas nos EUA. Recebeu o prémio Aga Khan de Arquitetura de 2016 pelo seu projeto da mesquita de Bait ur Rouf, em Daca. Tabassum dirige o atelier MTA, no Bangladesh,fundado em 2005. O MTA iniciou o seu percurso com o objetivo de estabelecer uma linguagem arquitetó- nica que seja contemporânea para o mundo, mas que tenha raízes no lugar. Opõe-se à pressão global dos materiais industriais que resultam na proliferação – fácil e rápida – de edifícios confusos e impessoais, deslocados e fora de contexto. Daqui resultam o empenho em enraizar a arquitetura no lugar e uma paleta de materiais – o clima, o lugar, a cultura das pessoas, a história da terra. Existe um esforço consciente por não deixar o atelier de arquitetura exceder uma dimensão ideal, o que se revela no número limitado de projetos realizados, que são cuidadosamente selecionados todos os anos. Os projetos realizados e em curso são variados e podem ir desde um Masterplan para um aldeamento turístico ecológico a edifícios residenciais de doze pisos.