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MUSEU DE LISBOA DEDICA EXPOSIÇÃO AO LIVRO "LISBOA, CIDADE TRISTE E ALEGRE" DE VICTOR PALLA E COSTA MARTINS

2018-04-12




Inaugura, hoje, dia 12 de abril, às 18h30, no Pavilhão Preto do Museu de Lisboa, a exposição Lisboa, Cidade Triste e Alegre: Arquitetura de um Livro. Esta exposição, comissariada por Rita Palla Aragão, traz um olhar aprofundado sobre o um importante livro de fotografia do século XX em Portugal, editado em 1959 por Victor Palla (1922-2006) e Costa Martins (1922-1996).

Durante três anos, na década de 1950, esta dupla de arquitetos percorreu as ruas de Lisboa, retratando-a e aos seus habitantes, a preto-e-branco, revelando uma cidade escondida simultaneamente triste e alegre. Das seis mil fotografias realizadas, os autores escolheram cerca de 200 para integrar o livro, às quais acrescentaram poemas e um índice longo e singular (que explica grande parte do processo criativo) e uma série de poemas que convertem a obra num verdadeiro poema gráfico.
 
Livro de culto sobre Lisboa, considerou-se fundamental dedicar-lhe uma exposição na cidade que o inspirou e à qual os autores consagraram esta obra, que assim descreveram na apresentação:
 
(...) o retrato da Lisboa humana e viva através dos seus habitantes – de dia, de noite, nos seus bairros, na Baixa, no Tejo – revelação ora alegre ora triste, mas sempre terna e sentida, da vida de uma cidade. Talvez por isso fosse mais adequado chamar-lhe «poema gráfico» - até porque o arranjo das imagens e a própria composição do livro têm, no seu grafismo, o fluir, a alternância de ritmos, as ressonâncias de uma obra poética.
 
Numa exposição que tem por base o espólio dos autores, mas que se alargou a outros elementos, podemos encontrar todo o percurso da construção de Lisboa, “Cidade Triste e Alegre” até aos dias de hoje.

Além de maquetas, cartazes, ou matrizes de imposição, estão expostas, em versão integral, 50 fotografias, 20 das quais são inéditas, impressas a partir dos negativos originais, também alguns expostos. 

É também oportunidade de dar a conhecer todas as edições do livro, pretendendo explicar o intrincado conjunto que resultou da existência inicial de múltiplas opções de encadernação.

Dada a diversidade de características da obra - que ultrapassam largamente o domínio da fotografia – o Museu de Lisboa convidou, para prestar testemunho, um conjunto de personalidades provenientes de áreas distintas. Assim, participam no catálogo e no ciclo de conversas: Alexandre Pomar, André Príncipe, Mário Moura, Michel Toussaint, Luís Camanho, Paulo Catrica, Pedro Mexia e Teresa Siza.

Exposição estará patente até 16 de setembro de 2018.



Fonte: EGEAC