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FEA: FESTIVAL DOS ESPAÇOS DOS ARTISTAS DE LISBOA

2018-05-08




O Festival que mergulha nos espaços dos artistas de Lisboa
18 - 20 de maio 2018

O FEA, Festival dos Espacos dos Artistas de Lisboa, é um festival dedicado aos espacos artísticos existentes na cidade. De 18 a 20 de maio, um grupo de artistas apresentará projetos exclusivos de exposições, eventos e performances nos seus ateliês, espaços independentes ou outros locais geridos por artistas, por toda a área urbana de Lisboa. O festival inclui 20 locais diferentes que mostram tanto o trabalho de artistas emergentes como estabelecidos.


O FESTIVAL
O Festival segue uma experiência italiana de sucesso, o Studi Festival, e promove algo radicalmente diferente na oferta cultural da cidade de Lisboa. Marca também o lançamento da BeArt em Portugal, uma plataforma de crowdfunding representada por Marina Os. Real Estate and Creative Industries, cujo objetivo é apoiar artistas no desenvolvimento dos seus projetos.

“O objetivo do FEA é estimular e fazer emergir colaborações entre artistas, abrindo um novo tipo de diálogo entre estes e a cidade, e destacando a necessidade de uma ligação mais quotidiana e real entre a arte contemporânea e a sociedade.” Rebecca Moccia, diretora artística.

O conceito do FEA nasceu da necessidade de estimular e incentivar colaborações entre artistas. O festival revela os espaços de artistas sediados em Lisboa (espalhados pela rede urbana da cidade) que abrirão as suas portas durante os três dias do evento. Estes podem incluir ateliês, espaços independentes ou outros locais geridos por artistas. A primeira edição coincide com a feira de arte internacional ARCO Lisboa e, por isso, oferece a este público específico uma alternativa ao roteiro institucional da arte contemporânea.

Os participantes foram sugeridos por artistas, curadores e galeristas sediados em Lisboa e convidados a apresentar um projeto para o FEA. A seleção final foi feita pela equipa do festival, liderada por sua diretora artística, Rebecca Moccia. Cada artista irá organizar uma exposição (ou outro evento) no seu próprio espaço, envolvendo outros artistas para colaborar na apresentação. O objetivo é criar uma rede que apresente um novo mapeamento das forças criativas locais, que não inclua apenas espaços institucionais e galerias privadas, mas todos os lugares onde a arte ganha vida diariamente. É um projeto que incentiva os artistas a envolverem-se com outros artistas para desenvolverem arte em Lisboa de uma forma colaborativa e não competitiva, promovendo um interesse pela esfera cultural da cidade. Além disso, pretende abrir um novo tipo de diálogo entre os artistas e a cidade, destacando a necessidade de um debate mais real entre a arte contemporânea e a sociedade.

O FEA Lisboa oferece a possibilidade de repensar o fenómeno artístico, reconhecendo a sua complexidade e variabilidade contínuas. É um projeto criado para promover a autonomia artística e a renovação do sistema de arte numa perspetiva colaborativa.


CAMPANHA DE CROWDFUNDING
Relacionado com o lançamento da plataforma BeART em Portugal, está a decorrer uma campanha de crowdfunding para o FEA. A representação da BeART na cena artística e cultural portuguesa, que se inicia com o FEA, está a cargo de Marina OS. Real Estate and Creative Industries. O próximo projeto de crowdfunding em Portugal será o “PontoPonte” e está previsto para o último semestre de 2018.


OS ESPAÇOS
Espalhados pela cidade, e até além dos seus limites, os espaços que constituem o itinerário do FEA são variados e diferem de acordo com cada local, tipo de trabalho e artista envolvido.

Na zona da Graça, o segundo andar de um antigo bordel que alberga actualmente inúmeros ateliês de artistas, apresentará diferentes exposições e actuações nos espaços de Alexandre Camarão, Bernardo Simões Correia, Catarina Dias e Renzo Marasca. Encontraremos trabalhos em papel no Meelpress, um espaço onde Hugo Amorim coleciona múltiplos e edições limitadas de artistas portugueses com os quais colaborou como Ana Jotta, Miguel Palma, Vasco Futcher, entre outros.

O festival abrange toda a área metropolitana de Lisboa: os espaços envolvidos estão localizados em áreas tão diferentes como o centro da cidade, ou a zona de Xabregas, onde se localizam os ateliês de Rui Gueifão e Gonçalo Preto (que apresentam Forehead); ou em Campo de Ourique, onde se instala o novo projeto Nowhere, com trabalhos de Marilá Dardot e Matheus Rocha Pitta. Existem também algumas incursões fora dos limites da cidade em locais como Olho de Boi, em Almada, e Cascais.

Alguns artistas escolheram espaços mais invulgares para apresentar o seu contributo para o festival, como o átrio do luxuoso Hotel Pestana CR7, onde o colectivo Otoco organizará uma exposição durante um dos dias. Outro exemplo é a sala de estar do apartamento da curadora Estelle Nabeyrat, que apresenta uma exposição individual de Tomás Cunha Ferreira.

Também alguns dos espaços mais conhecidos por promoverem a arte em Lisboa estão incluídos neste itinerário. Exemplos como a cave da Galeria Francisco Fino, onde o artista Adrien Missika dirige o espaço Belo Campo, que acolherá uma exposição; e a Zaratan - Arte Contemporânea que apresentará três dias de concertos e performances.


COMO FUNCIONA
Durante os dias do Festival (18 a 20 de maio de 2018), os espaços envolvidos estarão abertos das 17h às 21h e, em alguns casos devidamente assinalados, mediante agendamento. Toda a informação sobre os espaços participantes estará disponível online e num folheto impresso. A participação no festival é gratuita para os participantes e visitantes.

Fealisboa.com