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RENTRÉE NO MAAT COM TADASHI KAWAMATA, JOÃO LOURO E JONAH FREEMAN & JUSTIN LOWE

2018-09-12




O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa entra no último quadrimestre do ano com seis novas exposições, completando um ano dedicado a temas contemporâneos, como a instabilidade ecológica, pós-colonialismo ou relação entre arte, arquitetura e filosofia.

Já no dia 5 de outubro abrem ao público três novas exposições: em Over Flow o artista japonês Tadashi Kawamata apresenta uma instalação imersiva de escala monumental, na Galeria Oval, com um alerta visceral para a proliferação dos detritos plásticos nos oceanos; a emblemática Sala das Caldeiras da Central volta a receber Artists’ Film International¸ uma exposição coletiva, resultado de uma parceria internacional iniciada pela Whitechapel em Londres, que este ano aborda o tema da verdade, com curadoria de Maria do Mar Fazenda. Por fim, Elefante, do fotografo português André Príncipe, que explora o tema da morte e o modo como a sociedade ocidental tende a negar a sua confrontação. O título da exposição surge da expressão “elefante na sala”, algo que não queremos nomear, que nos incomoda, inquieta, amedronta, com o qual não sabemos lidar mas que está sempre presente.

Dia 5 de outubro fica marcado pela realização de um Open Day, para celebrar o segundo aniversário do MAAT. Neste dia, será possível conhecer gratuitamente a nova programação de outubro, e participar em visitas orientadas e oficinas para crianças. (Programação completa a anunciar brevemente em www.maat.pt).

Em novembro, a dupla norte-americana Jonah Freeman & Justin Lowe inaugura a programação independente da Vídeo Room do MAAT com Scenario in the Shade, uma instalação ambiental imersiva que joga com os conceitos de urbanismo hipertrópico, comunidade, ritual e psicofarmacologia. Apresentada pela primeira vez na Bienal de Istambul em 2017, comissariada por Michael Elmgreen e Ingar Dragset, esta é a segunda vez que esta instalação é apresentada na Europa, depois de ter sido mostrada na Kunsthal Charlottenborg, em Copenhaga.

Em Haus Wittgenstein: Arte, Arquitetura & Filosofia o mote foi a celebração dos os 90 anos da casa do filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889 – 1951) em Viena. Com o projeto começado em 1926 e concluído em 1928, trata-se de uma casa com uma história intensa que cruza várias áreas de conhecimento. Este cruzamento acontece não só porque Wittgenstein foi o seu arquiteto, mas também porque a história do projeto, a sua construção e habitação convocam uma série de conflitos que podem servir como possibilidade compreensiva do que é um processo criativo tanto em arte, como em arquitetura. A exposição tem curadoria de Nuno Crespo.

Por fim, João Louro, que representou Portugal na Bienal de Veneza em 2015, apresenta Linguistic Ground Zero no Project Room do MAAT que reflete sobre o momento histórico de inflexão em que a arte e a sociedade parecem coincidir em relação à necessidade de acabar com tudo - as duas Grandes Guerras e as vanguardas artísticas. Recupera “Little Boy” a primeira bomba atómica lançada sobre a população da cidade de Hiroshima, no Japão, a 6 de agosto de 1945 onde cerca de 140 mil pessoas perderam a vida. Na proposta do artista somam-se destruição, grafiti, referências poéticas e escritos, proporcionando um daqueles momentos em que a arte e os artistas levam a cabo um exercício de pensamento complexo. João Louro compilou centenas de imagens de bombas de diversas guerras, nas quais se vêem mensagens diversas, de dedicatórias a ofensas ao inimigo e a referências a ícones da cultura pop. Trata-se da destruição em si, mas também da relação desta com a cultura e com os seus ícones – a destruição física e a simbólica. Terá curadoria de David G. Torres.



Fonte: MAAT