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KINO TRAZ URSO DE PRATA AO PORTO

2019-05-21




Com 12 longas em exibição, a KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã vai trazer ao Porto o filme vencedor do Urso de Prata da Berlinale deste ano. Ich war zuhause, aber (Estava em casa, mas) é um filme “elegante e inteiramente elíptico” (Variety), um filme-ensaio sobre a existência, o corpo e a arte que estreia agora na cidade invicta. Esta edição da KINO, que tem lugar entre 21 e 25 de maio apresenta algumas das mais notáveis produções dos países de língua alemã.

A curadoria é assegurada por Corinna Lawrenz, responsável pela programação de cinema do Goethe-Institut Portugal, nesta primeira coprodução com o Cineclube do Porto, o mais antigo cineclube do país. As sessões terão lugar na “casa” do Cineclube, a Casa das Artes.

Baseado no conto homónimo de Clemens Meyer, In den Gängen (Entre corredores) é o filme de abertura desta KINO. A história, passada entre os longos corredores de um hipermercado reflete, num tom de realismo mágico, o dia-a-dia e os anseios dos trabalhadores numa província do leste da Alemanha.

De destacar ainda Atlas, o filme de estreia de David Nawrath traz uma multifacetada história entre pai e filho com a crescente gentrificação das cidades e despejo dos seus nativos como pano de fundo. Die Geträumten (Os sonhados) é outro dos destaques da mostra. O encontro de Ingeborg Bachmann e Paul Celan em 1948 em Viena é o ponto de partida para uma dramática história de amor, aqui recuperada, a partir da correspondência trocada entre os dois. Um filme que está entre a encenação e o documentário, numa interessante viagem entre realidade e artifício.

A KINO fecha com chave de ouro. Ich war zuhause, aber (Estava em casa, mas) foi galardoado com um Urso de Prata na Berlinale deste ano e confirma o estilo minimalista da realizadora, Angela Schanelec. O filho pré-adolescente de Astrid desapareceu sem deixar rasto durante uma semana. Quando regressa a casa fica em aberto se o seu desaparecimento teve a ver com a morte do pai. Ich war zuhause, aber (Estava em casa, mas) é o retrato de uma família entre o medo da perda e nova coesão.

Merecem ainda referências o documentário intimista Der Funktionär (O Funcionário), a primeira obra do género de Andreas Goldstein, a respeito do seu pai, Klaus Gysi, uma das principais figuras da política cultural da RDA e ainda Männerfreundschaften (Amizades masculinas), do realizador de culto Rosa von Praunheim. A partir da premissa, Quão gay era Goethe? E os seus contemporâneos?, von Praunheim explora estas e outras questões, através de uma perspectiva queer, explorando o homoerotismo e a homossexualidade no classicismo de Weimar.

Esta primeira edição independente da KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã começa dia 21 de maio e prolonga-se até 25 de maio, na Casa das Artes, no Porto e volta a reafirmar o papel da KINO e do Goethe-Institut Portugal como divulgadores do cinema e cultura de expressão alemã.


Fonte: Goethe-Institut