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BANCO DE ARTE CONTEMPORÂNEA MARIA DA GRAÇA CARMONA E COSTA

2019-06-06




No dia 3 de Junho teve lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa a apresentação pública do Banco de Arte Contemporânea Maria da Graça Carmona e Costa, numa sessão que contou a participação de Maria da Graça Carmona e Costa, do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, da vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, e do curador João Pinharanda.

O Banco de Arte Contemporânea (BAC) resulta de um projeto criado pela Câmara Municipal de Lisboa, em colaboração com a Fundação Carmona e Costa e o Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Foi concebido para acolher e preservar espólios documentais e artísticos de arte contemporânea de artistas plásticos, de historiadores e de críticos de arte contemporânea, relativos ao período compreendido entre a segunda metade do séc. XX e a atualidade.

A atribuição do nome de Maria da Graça Carmona e Costa ao BAC constitui, no entendimento da Câmara de Lisboa, uma justa e merecida homenagem à sua mentora e impulsionadora.

Fernando Medina afirmou que “o BAC é a partir de agora uma parte integrante da Câmara Municipal de Lisboa e das suas unidades”, um projeto que permite tratar o espólio dos artistas portugueses, “conhecê-los e divulgá-los no sentido da perpetuidade.” Trata-se de “uma instituição da cidade”.

Por seu turno, João Pinharanda afirmou que o “projecto partiu do diagnóstico da situação precária em que se encontram numerosos materiais de interesse histórico e estético produzidos por numerosos artistas; e está certo da originalidade do projecto relativamente aos objectivos de outros centros de documentação e investigação já existentes e com os quais manterá, evidentemente, uma colaboração o mais estreita possível. É verdade que estamos num território mais vasto do que o designamos por obras de arte, mas estas não se encontram, evidentemente, fora do interesse dos estudos do BAC. Ambas as dimensões da produção autoral se relacionam e se constituem como um eco-sistema em interacção com a restante realidade artística, nacional e internacional.”

“Isto é para os artistas todos”, afirmou por seu turno Maria da Graça Carmona e Costa.

Maria da Graça Carmona e Costa é uma personalidade incontornável no panorama da arte contemporânea portuguesa, com uma longa e reconhecida carreira e com um papel determinante no apoio e divulgação de várias gerações de criadores nacionais, quer em Portugal, quer no estrangeiro. Em 1997, criou a Fundação Carmona e Costa, no intuito de desenvolver e dinamizar projetos na área da Arte Contemporânea Portuguesa, e como distinção pelo trabalho realizado e reflexo do reconhecimento alcançado, recebeu em 2016 a Medalha Municipal de Mérito Cultural e em 2018 a Medalha de Mérito Cultural, atribuída pelo Ministério da Cultura.




Fonte: CML e FCC