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A GESTÃO DOS MUSEUS: ELÍSIO SUMMAVIELLE EM ENTREVISTA À LUSA2012-05-16O diretor-geral do Património Cultural (DGPC), Elísio Summavielle, afirmou hoje que, “sem as reformas” que estão em curso, “alguns” dos 28 museus da rede nacional “corriam o risco de ser fechados”. Numa entrevista à agência Lusa a propósito do Dia Internacional dos Museus, que se celebra a 18 de maio, sexta-feira, o responsável revelou que foi feita uma avaliação dos 28 museus e da sua relação custo/benefício, “e alguns, pouco menos de metade, estavam abaixo do limite da razoabilidade”. Com a recente aprovação da nova orgânica da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), o IMC (Instituto dos Museus e da Conservação), que tutela 28 museus e cinco palácios nacionais, passa a estar integrado - tal como o IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico) - na nova estrutura da DGPC. De acordo com a nova orgânica, as Direções Regionais de Cultura do Norte, Centro, Alentejo e Algarve passam a gerir museus da rede nacional que estão na sua área geográfica: Museu do Abade de Baçal, Museu Alberto de Sampaio, Paço dos Duques, Museu dos Biscainhos, Museu D. Diogo de Sousa, Museu de Lamego, Museu de Etnologia do Porto, Museu da Terra de Miranda, Museu de Aveiro, Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Museu da Guarda, Museu da Cerâmica, Museu José Malhoa, Museu Etnográfico e Etnológico Dr. Joaquim Manso e Museu de Évora. Questionado sobre as vantagens desta alteração, Elísio Summavielle apontou que muitos dos museus “vão ter uma aproximação efetiva ao poder local”. “É uma oportunidade para museus que tinham uma receita muito baixa, e corriam o risco de ser fechados. Com a nova orgânica, dentro das competências das DRC, exposições e outras iniciativas vão funcionar em rede, e mais museus podem aproveitar delas”, justificou. O objetivo desta reforma – salientou – “é fazer uma valorização dos museus, uma gestão de proximidade, pois cada um tem o seu espólio próprio, a sua especificidade, o seu papel no país”. Entrando em vigor a nova orgânica, em junho, haverá um processo transitório e, com as novas competências, as DRC “vão ter os seus orçamentos reforçados”, e serão realizados concursos públicos para as direções dos museus. Summavielle indicou que “o IMC tinha um passivo de cerca de cinco milhões de euros, que, após um reforço orçamental, passou a meio milhão”. Quanto ao IGESPAR, “as receitas cobriam 75 por cento das despesas de funcionamento, o que aponta para uma progressiva sustentabilidade”. Elísio Summavielle apontou, no entanto, que “as receitas dos museus têm aumentado porque há mais visitantes, devido ao crescimento do turismo cultural”. “O património é o futuro. É o nosso recurso mais importante”, destacou, defendendo uma maior aposta no património imaterial, e na área comercial, com a valorização das lojas dos museus. Sobre os preços dos bilhetes, Elísio Summavielle disse que deverão ser reavaliados, “porque estão abaixo da média europeia, mas sempre na perspetiva de reforçar os benefícios sociais, nomeadamente das famílias”. AG. (Lusa) |














