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ESCOLHIDOS OS VENCEDORES DO BES REVELAÇÃO 20122012-08-07Os vencedores da 8ª edição do BES Revelação já estão escolhidos. O júri seleccionou por unanimidade os projectos apresentados a concurso por Diana Carvalho, Joana Escoval, Tiago Casanova e pela dupla Mariana Caló & Francisco Queimadela. Cada vencedor receberá uma bolsa de produção no valor de 7500 Euros, que lhe permitirá produzir os projectos, que serão depois apresentados no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, numa exposição comissariada por Carolina Rito e com o mecenato exclusivo do Banco Espírito Santo, que será inaugurada em Novembro. O Júri desta 8ª edição foi composto por Alessandro Rabottini, curador do GAMeC (Bergamo), Carolina Rito, curadora independente (Londres), Elena Filipovic, curadora no Wiels (Bruxelas), Filipa Loureiro, curadora do Museu de Serralves (Porto) e Lorenzo Benedetti, Director do Kabinetten van De Vleeshal (Holanda). Diana Carvalho (Lisboa, 1986) apresentou a concurso um projecto a materializar em fotografia analógica ampliada a partir de processos digitais (jacto de tinta sobre papel ou projecção slide). As imagens correspondem a planos, muito semelhantes, de uma piscina que pertence ao Clube Aquático Bosque da Saúde, em São Paulo (Brasil) e que a artista captou desde a varanda da sua casa em Novembro de 2011. No centro deste trabalho estão as ideias de série, de aparente repetição e de pequenas diferenças. Interessou-lhe relacionar o carácter imutável da arquitectura com a forma como alterações climatéricas (de luz, por exemplo), mesmo que subtis, podem transformar a nossa percepção dos objectos. Joana Escoval (Lisboa, 1982) pretende desenvolver um projecto que parte da observação de um aquário de Lisboa, o hoje considerado obsoleto Vasco da Gama (uma espécie de versão “museificada” de aquários e espaços científicos), mais especificamente de dois cavalos-marinhos aí residentes. Segundo a artista, “propõe-se a reflexão sobre um conjunto de situações que ocorrem dentro daquele pequeno espaço subaquático, numa perspectiva essencialmente espacial e pictórica para a construção de composições vídeo – seguindo os ritmos de cor/luz, movimento e textura vividos naquele cenário. Sem procurar uma narrativa ou qualquer ideia de acção documental desta “amostra” de universo marinho, este projecto utilizará o meio audiovisual para expandir e transformar o espaço daquele aquário.” Tiago Casanova (Funchal, Ilha da Madeira, 1988) apresenta um projecto, traduzido em fotografia analógica e em filme, que “pretende questionar o significado de Memória através do cariz documental da fotografia, explorando conceitos como perdidos e achados, recuperação, restauração, conservação e destruição de arquivos pessoais e de memórias.” O seu projecto divide-se em três momentos expositivos: a projecção e destruição ao vivo de um conjunto de oito películas compradas pelo artista num mercado de artigos em segunda-mão, e que testemunham as férias de Verão de uma família na cidade marítima de Javea (Alicante, Espanha) em 1977; a exposição dos arquivos danificados do próprio artista e que correspondem a fotografia de película em que a entrada de luz ou a sobreexposição ditaram a sua não impressão e correspondente relação com uma “memória perdida”; a apresentação, sob a forma de álbum, das fotografias captadas pelo artista nas suas próximas férias de Verão. E frisa Tiago Casanova: “não alterando de modo nenhum os planos que já tinha de antemão.” A dupla formada por Mariana Caló (Viana do Castelo, 1984) e Francisco Queimadela (Coimbra, 1985) apresentou a concurso o projecto de uma instalação vídeo intitulada “Observatório do Desconhecido”. Em três ecrãs veremos desfilar, nas palavras dos artistas, “imagética relacionada com a noção de descoberta e revelação do desconhecido, desenvolvida no panorama cultural português ao longo dos tempos; [no fundo] parte de uma pesquisa sobre o papel da relação com o desconhecido no processo de edificação da identidade cultural e memória colectiva. [Os artistas seleccionarão] elementos do património cultural e natural português que traduzam, no presente, diferentes influências da relação com a ideia de descoberta ao longo da História. Seguindo um percurso por diferentes locais e edifícios históricos (e. g. Museus, monumentos, bibliotecas, jardins botânicos, palácios, conventos, igrejas, entre outros) [irão] proceder à selecção e documentação de manifestações e representações do desconhecido, desenvolvendo, a partir do conjunto de imagens resultante, novas formulações e recriações da noção de ‘imaginário estrangeiro’, de fascínio, curiosidade e espanto pela revelação do obscuro.” |









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