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JOÃO LAIA, VICENTE TODOLÍ, MEG STUART E JULIÃO SARMENTO JUNTAM-SE NA INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DO PRÉMIO PAULO CUNHA E SILVA

2018-06-08




A Galeria Municipal do Porto reúne os curadores João Laia e Vicente Todolí, a coreógrafa Meg Stuart e o artista plástico Julião Sarmento, pelas 18 horas do próximo sábado, 9 de junho, para a inauguração da exposição com as obras finalistas do Prémio Paulo Cunha e Silva, de que são o júri.

Com curadoria de João Laia e Guilherme Blanc, a exposição será ocasião para o júri apreciar novamente as obras selecionadas e tomar a decisão final, a revelar nos próximos dias.

A inauguração será também o momento em que o público terá acesso integral aos trabalhos finalistas do galardão, da autoria de artistas de várias nacionalidades que se destacaram já em exposições coletivas nalgumas das mais prestigiadas galerias internacionais, marcaram presença nas melhores bienais ou receberam distinções de relevo.

Entre elas está a obra assinada pela artista norte-americana Christine Sun Kim, cujo idioma principal é a Língua Gestual Americana (ASL). Elegendo como foco do seu trabalho a materialidade do som nas áreas da performance e do desenho, investiga a sua própria relação com a oralidade e ambientes aurais. A artista examina o conceito de som através de exercícios, experiências e observações desconstrutivas, encontrando inspiração na sua própria experiência para explorar a natureza expressiva e comunicativa do som. Assim como nos seus trabalhos de performance, instalações escultóricas e de vídeo, desenhos e partituras em papel, o seu trabalho recorda que a perceção visual ou auditiva da linguagem não conduz necessariamente a uma compreensão expandida.

O seu trabalho tem sido apresentado em exposições coletivas e performances no Sound Live Tóquio; 9.a Bienal de Berlim; 11.a Bienal de Xangai; Museu de Arte Moderna de São Francisco; Whitney Museum of American Art, Nova Iorque; e Museum of Modern Art e MoMA PS1, Nova Iorque.

Outro dos artistas presentes neste sábado na Galeria Municipal do Porto é o brasileiro Jonathas de Andrade, que utiliza fotografia, instalação e vídeo para construir narrativas que atravessam a memória coletiva e a história, com recurso a estratégias que confundem a relação entre ficção e realidade. Debruça-se habitualmente sobre relações de poder, raça e classe, assim como a exploração das forças de produção e de vida.

Entre os locais onde já expôs estão Cidade do México, Nova Iorque, Toronto, São Paulo, Rio de Janeiro, Montréal e Lisboa, destacando-se o Museum of Modern Art, Nova Iorque; Walker Art Center; 32.ª Bienal de São Paulo; Performa 15, Nova Iorque; Guggenheim Museum, Nova Iorque; 12.a Bienal de Lyon; 12.a Bienal de Istambul; 29.ª Bienal de São Paulo; 2.a Trienal do New Museum, Nova Iorque, entre outras.

A espanhola June Crespo integra também este grupo de seis finalistas. Trabalha com a reprodução de imagens e a sua circulação nos universos do design gráfico, da escultura e da instalação. Tendo vivido, estudado e trabalhado em Bilbau durante a maior parte da sua vida, a artista faz parte da tradição escultórica da região, conhecida por uma dinâmica de colaboração horizontal que liga diferentes gerações. Além de várias cidades espanholas, o seu trabalho tem sido apresentado em exposições coletivas no De Ateliers, Amesterdão; Museum of Modern Art, Moscovo; Azkuna zentroa, Bilbau; The Green Parrot, Barcelona; e CA2M, Madrid; entre outras.

Portugal está igualmente representado nesta seleção final do Prémio Paulo Cunha e Silva através de Mariana Caló e Francisco Queimadela, que trabalham como dupla desde 2010. A sua prática é desenvolvida através de um uso privilegiado da imagem em movimento, intersetando ambientes ?instalativos' e site-specific, mas também o desenho, a pintura, a fotografia e a escultura. Além do Porto, Braga, Florença e Londres, o seu trabalho tem sido apresentado em exposições coletivas no Arquipélago, Lisboa; Chiado 8, Lisboa; e Carpe Diem Arte e Pesquisa, Lisboa. Participam regularmente em mostras e festivais de cinema, como o IndieLisboa; ICA Filadélfia; Art of the Real, Nova Iorque; IFFR, Roterdão; Underdox, Munique; e FID Marseille. Foram bolseiros da Fundação Calouste Gulbenkian, residentes na Gasworks, e distinguidos com o prémio BES Revelação e o prémio internacional Schermo dell'arte Film Festival, além de finalistas da 10.ª edição do Prémio EDP Novos Artistas.

Da América Latina, chega também o guatemalteco Naufus Ramírez-Figueroa, que trabalha com desenho, performance, escultura e vídeo, explorando o cruzamento entre história e forma, através das lentes da sua própria diáspora durante e após a Guerra Civil da Guatemala, entre 1960 e 1996. Tomando emprestados elementos das linguagens do folclore, da ficção científica e do teatro, reformula eventos históricos e os seus protagonistas. Além de Lisboa e Bordéus, entre outras, o seu trabalho tem sido apresentado em exposições coletivas e performances no Museu Guggenheim, Nova Iorque e Bilbao; KW Institute for Contemporary Art, Berlim; Tate Modern, Londres; 10.ª Bienal de Gwangju; 13.ª Bienal de Lyon; 32.ª Bienal de São Paulo; e 57.ª Bienal de Veneza.

Ramírez-Figueroa foi distinguido com o prémio Mies van der Rohe 2017, entre outros, e foi bolseiro da Akademie Schloss Solitude, John Simon Guggenheim, e DAAD Berlim.

O leque de finalistas deste prémio e exposição, que homenageiam o ex-vereador da Cultura do Porto, fica completo com a ucraniana Olga Balema. Trabalha com bolsas de água compostas de pvc transparente, que servem de recipientes para vários elementos esculturais e pictóricos. O seu trabalho tem sido apresentado em exposições coletivas na Trienal do Báltico 13 na CAC, Vilnius; Haus der Kunst, Munique; Kestner Gesellschaft, Hanôver; Kunstmuseum St. Gallen; Kunsthalle Basileia; Kunsthalle Bern; Bergen Kunsthall; Moderna Museet, Estocolmo; 3.a Trienal do New Museum, Nova Iorque; e Kunsthalle Wien, entre outros.

Balema realizou residências na Rijksakademie van beeldende kunsten e na Skowhegan School of Painting and Sculpture.

A anteceder a inauguração, é feito no auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, pelas 17 horas, o lançamento do livro "751 Dias - O Tempo não Consome a Eternidade", da autoria de Helena Teixeira da Silva.

Ambos os eventos são abertos ao público.



Fonte: Câmara Municipal do Porto