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IMAGE IN SCIENCE AND ART



PATRÍCIA REIS

2011-03-09




Sobre o colóquio internacional image in science and art, que decorreu em Lisboa, entre 17, 18 e 19 Fevereiro de 2011.



Nas últimas décadas, temos vindo a assistir a um (re)fortalecimento das relações entre Ciência e Arte nos mais diversos campos de intervenção. Se por um lado se assiste a um aumento crescente do número de artistas que trocam o atelier pelo laboratório, criando diariamente numa relação de dependência com a tecnologia computorizada ou de máquinas que reproduzem o real, por outro nota-se, mais recentemente, o incremento da quantidade de cientistas que tentam ingressar no universo da arte contemporânea. A imagem concretiza a plataforma comum desta afinidade que, embora de modo isolado, vê também questionado o seu estatuto na contemporaneidade.

Foi integrado neste contexto que se reuniu um conjunto de investigadores nacionais e internacionais, das mais diversas áreas, no Colóquio Internacional image in science and art, nos passados dias 17, 18 e 19 de Fevereiro, na Gulbenkian (1). A programação do Colóquio foi dividida em seis áreas de acção consideradas de destaque: da Filosofia da Imagem às Nano-imagens, à Civilização da Imagem, à Visualização da Complexidade, à Ciência e Arte e, por fim, à Investigação Científica.

A abertura deste colóquio contou com a participação dos convidados Lamber Wiesing (Teoria da imagem e Fenomenologia) e Ernst Pöppel (Neurociência), que estimularam um produtivo debate sobre duas formas tão distintas de entender a imagem. Enquanto Wiesing considera que a percepção, na sua área de estudo, é importante na medida em que nos ajuda a compreender o significado de imagem, Pöppel refere que as imagens cerebrais se afastam da semântica na medida em que não podem ser repetidas. Weising defende que uma teoria sobre a percepção, do ponto de vista da neurociência, não responde à questão fundamental: o que é uma imagem? O debate terminou com Pöppel a descrever a Weising uma imagem, respondendo este que não acreditava nela, pois não a via.

Esta introdução elucidativa da problemática da multi-interpretação do termo ‘imagem’ abriu uma importante porta para um novo painel, maioritariamente composto por cientistas da nano-tecnologia. O debate ficou marcado pela intervenção de Bodil Holst (2), que destacou a importância da invenção do STM, Scanning Tunneling Microscope, no início da década de 80 do século XX, enquanto primeira ferramenta de visualização à nano-escala. Sem esta importante invenção seria impossível a investigação científica neste campo, e todo o trabalho seria, segundo a cientista, feito “às cegas”. Introduziu depois uma questão polémica sobre a dimensão estética das imagens produzidas por estas ferramentas, que em muitos casos não correspondem à imagem real, mas sim a uma estetização ou, diríamos nós, ao embelezamento das mesmas, tendo como objectivo seduzir potenciais investidores. Holst vai mais longe e refere a pressão à qual se sujeitam os cientistas que obrigatoriamente dependem deste tipo de financiamento, reforçando por isso o grau de responsabilidade e explicitando que o seu processo de trabalho ou metodologia se afasta da prática artística por tal motivo.

Alice Benessia (3) alertou para a importância da interdisciplinaridade, justificando com o projecto da artista/ fotógrafa Lucia Covi, que trabalha na manipulação de imagens captadas à nano-escala (4). Do conjunto de imagens fazem parte registos de eventos de alta importância científica, para além de outros menos importantes no conteúdo ou significado. Estes trabalhos experienciados fora do contexto científico, mas agora em contexto expositivo (5), libertam-se da pesada responsabilidade daquilo que significam ou significaram (6).

Chris Robinson (7) informou os presentes relativamente ao papel do artista enquanto mediador, ao observar e compreender a nanotecnologia. Começou por esclarecer a audiência menos informada sobre as questões pragmáticas e paradigmáticas: a escala nanométrica é de 10ˉ9 ou seja, 0.000000001 de um metro; neste universo não é possível representar luz, cor, gravidade ou movimento constante. Referiu ainda que existem representações muito interessantes a esta escala, nomeadamente icónicas, no desenvolvimento e divulgação científica, ou apenas representações livres que manipulam estes aspectos impossíveis. Alertou para a perigosidade de ambas as realizações no seu sentido subversivo e paradigmático: nem sempre são sinónimo de verdade ou de arte. Um dos problemas relativamente à sua veracidade advém da sua natureza algorítmica que favorece a manipulação e a especulação; parte do princípio de que o actual contexto, caracterizado pelo crescimento de uma multidisciplinaridade cada vez mais complexa, favorece o aumento de ferramentas e tecnologias de representação que estão de facto a interferir na forma como vemos e compreendemos o mundo; defendeu a ideia de que, antes de mais, devemos partir da consciência de que as imagens são ferramentas altamente poderosas em ambos os contextos e que a sua subversão pode conduzir o espectador à alienação e à descrença.

O dia seguinte começou com uma manhã de destaque às artes do tempo. O Professor Andrea Pinotti (8) apresentou uma possível abordagem à temática Tipologia das Narrativas icónicas, no contexto do Silent Story-Telling e iniciou a sua apresentação com uma síntese do ensaio Laokoon (1766) (9) que formula uma distinção entre as artes visuais e a literatura, ou seja, entre as artes do espaço (arquitectura, escultura, pintura) e as artes do tempo (poesia e música). Contudo, Pinotti defende que esta concepção de Lessing não considera imagens narrativas aquelas que aparecem no tempo estruturadas cronologicamente; narram uma história iconograficamente, de modo estático individualmente, mas no seu conjunto deslocam-se no espaço (traduzem a estória) e no tempo (metamorfizam-se).

Neste seguimento, Pinotti apresentou três possíveis modelos de narração icónica teorizados por Carl Robert (10), Franz Wickhoff (11) e Kurt (12). Se por um lado Robert analisa um tipo de narração que tem como metodologia o isolamento de cenas narrativas no espaço, divididas e emolduradas em tempos distintos, exemplificando com os frescos de Giotto na Cappella degli Scrovegni, por outro, Wickhoff propõe um método contínuo vulgarmente representado para se ler da esquerda para a direita ou de cima para baixo, exemplificando com os frescos da sinagoga de Dura-Europos, na Síria. Weitzmann propôs uma nova definição, reflectindo uma nova categorização da interpretação icónica de narrativas, nomeadamente a simultânea, um modelo que contempla a junção das anteriores com base numa narrativa paracrónica e anacrónica.

Os modelos de narrativa considerados por Pinotti foram uma imprevista prancha para a intervenção do responsável da mesa, Nuno Nabais, que substituiu, de modo inesperado, o convidado Hermínio Martins. Nabais aproveitou a presença do convidado de honra Jacques Rancière e apresentou uma reflexão sobre o paradigma do teatro baseado no Espectador emancipado (2004-2008) do mesmo autor e apresentando como caso de estudo a companhia de teatro de Palmela, O bando. Este exemplo paradigmático é referido por Nabais como o modelo de teatro verdade que reestruturou a dramaturgia. Em Gente feliz com lágrimas (2006), uma encenação que parte do romance homónimo de João de Melo, Nabais anota a importância da narrativa enquanto elemento estruturante desta peça, que nos permite viajar no tempo e espaço, remetendo-nos para a condição de espectador privilegiado e escopofílico.

Seguiu-se o momento mais aguardado do dia: a última intervenção deste painel, a mesa-redonda entre Jacques Rancière e Pedro Costa, moderada por António Guerreiro, cronista do Jornal Expresso. Com plateia completa e atenta, Rancière iniciou a sua intervenção retomando de forma mais filosófica o tema principal deste colóquio, a imagem; a primeira que mostrou remetia para o filme Rashomon (1950), do famoso cineasta japonês Akira Kurosawa. Foi através dele que Rancière desconstruiu a “ambiguidade essencial da imagem”, numa narrativa que descreve a absoluta impossibilidade de obter uma só verdade, numa relação de mise en abyme ou, como referiu Rancière, “a imagem da imagem da imagem”. Esta cena ilustra também de modo metafórico um possível novo regime da imagem, proposta pelo autor, no que se refere às relações de semelhança e dissemelhança entre aparência e desaparência, entre presença e ausência, e sobretudo entre o visível e o invisível. Partindo desta análise, Rancière estabeleceu uma ligação com o filme Juventude em Marcha (2006) de Pedro Costa, que, segundo ele, revela o trabalho de situar o espectador neste regime de ambivalência perplexo de oposições entre cores extremamente ricas e a miséria dos personagens, como referia Rancière num outro texto: “entre actividade e passividade, entre o que é dado e o que é conseguido” (13).

Pedro Costa reagiu às palavras de Rancière e por momentos arriscou retomar o complemento da questão central deste colóquio, a relação da imagem com a ciência, com a afirmação de que “as imagens do cinema são muito diferentes das imagens do vídeo”; desta forma, alertava para a complexidade do aparato cada vez mais tecnologizado e automatizado, e por isso mais difícil de operar com a precisão necessária. Apesar destes constrangimentos, justificou a sua opção pelo vídeo com o facto de necessitar de câmaras leves que lhe permitam deslocar-se e habitar espaços banais, bem como o facto de esta opção reduzir bastante os custos de produção. Por outro lado, confessou que anseia tornar as imagens de vídeo em imagens esteticamente cinematográficas.

A parte da tarde ficou reservada à temática da visualização da complexidade, dirigida pelo já conhecido Manuel Lima e composta por um painel de convidados essencialmente jovem: Jer Thorp, do Canadá, Miguel Cardoso e Pedro Miguel Cruz, de Portugal. Manuel Lima fez as honras e abriu a sessão com uma introdução esclarecedora à temática da visualização de informação, enquanto prática que floresceu na ultima década, cativando o interesse de criativos das mais diferentes áreas da imagem. Alertou para a importância desta tarefa num contexto caracterizado pela complexidade de informação e geração de dados, sendo tão urgente organizar como disponibilizar, criando filtros eficientes que permitam ao utilizador o acesso eficaz e criterioso ao conhecimento. Jer Thorp apresentou um insight look ao seu último projecto, a criação de um sistema interactivo que permite analisar as trocas de conteúdos entre o New York Times e as redes sociais. Miguel Cardoso apresentou o projecto remap (14), um re-mapeamento do projecto www.visualcomplexity.com de Manuel Lima, re-organizado semanticamente, propondo uma nova forma interactiva de visualizar e filtrar a mesma informação num exercício de apropriação conceptual e imagético. Concluindo este painel, interveio Pedro Miguel Cruz, recentemente distinguido no SIGGRAPH 2010 (15), com o projecto Visualizing Empires Decline; para além deste, mostrou o seu mais recente projecto, Lisbon’s blood vessels (16), uma proposta de visualização do tráfego de Lisboa ao longo do dia, utilizando como metáfora a ideia de organismos vivos “com problemas circulatórios”.

No final do painel, muitas eram as questões por responder, nomeadamente a de Pöppel, que inquiria: servirão também estas ferramentas para criar conhecimento, ou limitam-se apenas a uma base de dados já existente? O professor Pinotti observou que, segundo ele, a re-organização proposta em alguns destes projectos altera o seu significado. Outras questões como a efemeridade das ferramentas, a conservação e o alojamento deste tipo de projectos, partiram da mesa e ficaram como questões a responder no futuro.

Já no último dia do Colóquio, a Ciência voltou a ganhar destaque, com uma manhã dedicada às relações entre biologia e arte e uma tarde dedicada especificamente à ilustração científica. As primeiras intervenções de Rui Malhó (cientista) e Rob Kesseler (artista), que trabalham ambos na fronteira entre as disciplinas, destacaram a problemática da interdisciplinaridade em campos que na actualidade se tornaram altamente específicos e, por isso, divergentes. Malhó foi questionado pela plateia sobre a necessidade de designar de ‘arte’ o trabalho que desenvolve em laboratório. Já a artista Marta de Menezes foi questionada sobre a forma como manipula a ciência e os seus recursos, para obter um resultado puramente estético e individualizado, levantando assim algumas questões éticas pertinentes neste campo. A manhã terminou com a excelente intervenção do conceituado químico português Jorge Calado, presença simbólica no campo da interdisciplinaridade, propondo uma animada viagem a um possível percurso histórico, artístico e temático das relações entre arte e ciência, desde Galileu até à contemporaneidade.

O Colóquio terminou à tarde, com a temática da ilustração científica dirigida pelo conhecido ilustrador Pedro Salgado, com os convidados Diana Marques, Nuno Farinha e Ana Teresa Bígio alertando para a importância desta prática na comunicação e na divulgação científica, enquanto exemplo da continuidade das boas relações entre ilustradores e cientistas, que contam com, pelo menos, cinco séculos em Portugal.

Muitas questões ficaram por debater no âmbito de um contexto tão alargado, nomeadamente a questão da interactividade, o papel do espectador e participante enquanto mediador de uma nova imagem, o aspecto efémero de algumas destas propostas artísticas, e a problemática de coleccionar e expor estes trabalhos. Gostaríamos também de ter assistido à inclusão de outras áreas cientificas, nomeadamente as engenharias electrónicas e computacionais, que em muito têm contribuído para o fortalecimento das relações entre arte e ciência. Ficamos a aguardar com expectativa, que num futuro próximo sejam criadas mais arenas, para o debate destas questões.


Patrícia Reis



NOTAS

(1) Organizado pelo Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, com coordenação de Olga Pombo. O colóquio integra-se nas Comemorações do Centenário da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Ciências e tem o apoio da FCT. http://ica.fc.ul.pt/coloquio_en.html

(2) Do Institute of Physics and Technology, University of Bergen, Noruega: apresentou a problemática “Different ways of looking at things. A discussion of the complexity of imaging at the nano-scale”.

(3) Da Universidade de Torino, Itália, (Interdisciplinary Research Institute on Sustainability).

(4) Este trabalho foi realizado em parceria com cientistas do Centro Nacional de Nanoestruturas e Biosistema em Modena, Itália.

(5) A exposição Blow up: Immagini dal nanomondo, da artista Lucia Covi, pode ser consultada em http://www.s3.infm.it/blowup/mostra_en.html.

(6) Curiosamente, estas imagens, que partem de representações à nano-escala, remetem para uma outra escala, a arquitectónica ou espacial.

(7) Artista e investigador do departamento de Arte/ NanoCenter, da University of South Carolina, USA.

(8) Do Departamento de Filosofia (Università degli Studi di Milano), Itália.

(9) Do filósofo iluminista Gotthold Ephraim Lessing, onde este utiliza este caso de estudo emblemático da história da Arte (Laocoonte e seus filhos, I. a.C., em exposição no Museu do Vaticano). Segundo Lessing, a literatura é absorvida no tempo segundo signos convencionais (letras e palavras) que de modo isolado não significam nada, apenas no seu conjunto, numa relação de associação que decorre no tempo. Já as artes visuais, segundo Lessing, trabalham numa perspectiva icónica que se assemelha ao real; por isso, o filósofo considera que a literatura pode descrever realidades horríveis sem utilizar palavras horríveis, o mesmo não acontecendo com a pintura.

(10) Carl Robert (1850-1922) filólogo e arqueólogo na Universidade de Halle.

(11) Franz Wickhoff (1853-1909) historiador de arte da Universidade de Viena.

(12) Kurt Weitzmann (1904-1993) também historiador da arte.

(13) Catálogo da exposição de Pedro Costa na Tate Modern, Londres, 2009.

(14) www.bestiario.org/research/remap

(15) Reconhecido festival de Computação Gráfica e Tecnologia em Los Angeles.

(16) www.mondeguinho.com/master/information-visualization/lisbons-blood-vessels




IMAGENS

Fig. 1- Lucia Covi, Imagem digitalizada através de um microscópio óptico (SNOM) que utiliza pontas de metal à nano-escala para digitalizar superfícies. Nesta imagem presenciamos uma manipulação de uma dessas pontas que foi afiada de forma a atingir uma maior precisão de imagem. A ponta representada no topo desta estrutura mede apenas uns dez nanometros. © G.C. Gazzadi, S3 (INFM-CNR), Modena; P.Gucciardi, CNR-IPCF; Lucia Covi.

Fig. 2- Companhia de teatro O bando, Imagem da peça Gente feliz com lágrimas com encenação e dramaturgia de João Brites, interpretação de Nélson Monforte e Sara Castro e texto de João Melo. © O bando.

Fig. 3- Pedro Costa, Juventude em marcha, 2006 (frame do vídeo). © Pedro Costa.

Fig. 4- Pedro Miguel Cruz, Lisbon’s blood vessels, 2011 (frame da aplicação que propõe a visualização do fluxo de tráfego em Lisboa). © Pedro Miguel Cruz.

Fig. 5- Rob Kesseler, Calotis Breviradiata. © Wolfgang Stuppy & Rob Kesseler.

Fig. 6- Marta de Menezes, Functional Portraits, 2003 (frame do vídeo). © Marta de Menezes.