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OPINIÃO


Bruce Nauman, Pay Attention Motherfuckers, 1973.

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PARA QUE SERVE A ARTE? (SOBRE ESPAÇO, DESADEQUAÇÃO E ACESSO) (1ª PARTE)



FILIPE PINTO

2011-07-08




Para que serve a arte? (1)
(sobre espaço, desadequação e acesso)
(1.ª parte)



1.

Para que serve a arte – esta é uma pergunta com aquele odor característico da metafísica, o que é o espírito, o que é o ser, o que é o tempo, perguntas que se enunciam para provocar o movimento do pensamento, em busca de uma qualquer essência, mas onde o que interessa verdadeiramente é esse intervalo reflexivo da procura, da procura crítica de caminhos possíveis; são textos mais de perguntas – questões literalmente – que de respostas.

Para que serve a arte é uma pergunta que se situa nas redondezas daquela bem mais comum, o que é a arte – não faltam textos que evoluam por baixo dessa interrogação. O que é a arte é uma pergunta essencialista, deposita a compreensão possível numa qualquer essência estratégica e talvez imutável, crença que hoje nos parece desadequada.

Para que serve a arte, qual a sua finalidade, qual o poder da arte, o que consegue afinal a arte, são perguntas críticas e vitais – como quando ouvimos falar do estado de feridos, estado crítico, perigo de vida.

A questão é, em todos os trabalhos, peças, em todas as ideias, perguntar em texto explícito ou em subtexto, que posso eu como artista, que pode esta peça, que posso eu – esta não é uma questão necessária ao trabalho do artista, mas a partir do momento em que se entranha na sua prática e pensamento, não parece haver forma de lhe escapar; a partir desse momento, todos os trabalhos, peças, todas as ideias, serão tentativas de lhe responder, de propor um sentido à própria vida de artista, e é por isso mesmo afinal, que esta pergunta se torna uma questão existencial; para que serve, porque existe, para que sirvo, porque existo.

Para que serve a arte – este tipo de pergunta está associado a momentos de crise das disciplinas, crise intelectual ou mesmo económica, para, no movimento crítico de procura por uma resposta, conseguir-se assegurar um mínimo vital, essencial, que possibilite a sobrevivência, segurança, renascimento.

2.

Contudo, neste texto, não se procurará uma essência da arte – é sempre um propósito perigoso –, mas apenas uma razão possível, uma utilidade. Aqui darei uma resposta, um ensaio de resposta; este texto tem mesmo esse carácter, de ensaio, de tentativa, inauguração, repetição – a palavra portuguesa tem esta felicidade, engloba todos estes significados (essai, répétition, essay, rehearsal). Ao longo dos seus pontos, vai tentando repetidamente recalibrar a direcção, o estudo, de forma a aproximar-se e a esclarecer o seu objectivo incerto.

Tal como nos ensaios de música, teatro ou dança, este texto evolui pelo espaço que intermedeia a intenção e a realização, o espaço da abertura, da possibilidade e do erro. Ensaio também como em certas disciplinas de atletismo, ou como no rugby – tentativa em esforço, correr o risco, arriscar em velocidade.

O ensaio-tentativa funciona como o tactear incerto e desconhecedor do cego; o ensaio é uma actividade corporal, de toque, de con-tacto – num ensaio dá-se o corpo ao manifesto.

Ao inaugurar, ao ensaiar algo novo, ao percorrer o espaço do novo, através de avanços e recuos, um ensaio adquire esse carácter peculiar de diferença e repetição, de desavença e compreensão, de espanto e de rima.

O ensaio de resposta que se segue, não faz deste texto um manifesto, claro, nem constitui sequer uma orientação; isto é, tem voz e autor mas não autoridade.

3.

Quando se pergunta para que serve a arte, pergunta-se afinal sobre a sua utilidade, sobre as consequências que pode ter, como já se disse, o que faz com que esta seja a questão verdadeiramente política acerca da arte.

Quando se pergunta para que serve a arte, pergunta-se como pode a arte entranhar-se na vida, como pode a arte deixar de ser uma interrupção no quotidiano, como pode a arte ser afinal determinante.

Esta é, como se percebe, a questão sobre a autonomia da arte; “hoje, quase toda a gente parece concordar que os dias nos quais a arte tentou estabelecer a sua autonomia – com ou sem sucesso – acabaram. Mas ainda assim, este diagnóstico é acompanhado por sentimentos contraditórios”, escreve Boris Groys num texto recente. (2)

Esta autonomia, alcançada em meados do século XIX, começou no século passado a ser questionada, pois criticava-se o modo como uma actividade intelectual (arte, literatura, teatro) poderia permanecer alheia às convulsões sociais, às tragédias, às guerras, às injustiças; como seria possível que os movimentos criadores se mostrassem autistas em relação ao mundo que os rodeava? Daí as práticas pedagógicas, emancipadoras, utópicas, sempre paternalistas, que proliferaram até aos nossos dias.

Não faltam exemplos de obras que tentam elucidar, desmascarar, informar, orientar a vida de cada leitor, espectador, indivíduo, com o intuito de, finalmente, fazer com que a arte penetre na esfera política, e com isso, presume-se, se imiscua no fluxo da vida. Contudo, geralmente, tais estratégias parecem-nos inábeis, contraditórias ou inconsequentes – como li algures, como pode a arte ser política se tão poucos a vêem?

Ainda Groys no mesmo texto, “uns tendem a celebrar a prontidão da arte contemporânea em transcender os parâmetros tradicionais da esfera artística se esta intenção for ditada por uma vontade de mudança das condições de dominação política e social, para com isso tornar o mundo num lugar melhor – isto é, se esta intenção for motivada pela ética. Outros, por outro lado, argumentam que estas tentativas da arte contemporânea nunca chegam a sair da esfera da estética: em vez de mudar o mundo, a arte apenas melhora o seu aspecto.”(3)

4.

Porque cria um artista? Porque alguém cria algo? Porque se sente uma qualquer necessidade que apenas será colmatada por alguma coisa que ainda não existe. Eu diria que um artista cria porque algo falha no seu contacto com o mundo (claro que há imperativos sociais que levam um artista a trabalhar – compromissos profissionais, exposições agendadas, desejos de coleccionadores, convites, etc, mas estas são talvez as razões pelas quais certas obras se resumem a meras repetições, numa espécie de coerência excessiva e obscena).

A arte parece então provir desse espaço entre o artista e o mundo, essa falha ou interrupção, esse vazio potente. Nesse espaço o artista interpõe algo necessário entre si e o mundo, e que possibilita uma língua comum; esse espaço peculiar e vital é o espaço da desadequação. E a arte é algo crítico que nele acontece; a arte pensa esse espaço, pensa essa ferida (leio esta formulação espantosa na tradução de um livro de Pascal Quignard – pensar a ferida (4), tanto pensar sobre ela como cuidar dela, fazer-lhe o penso; pensar é afinal também cuidar, cuidar é ter cuidado, interessar-se, preocupar-se.)

E quando um artista cria algo novo e próprio, e essa coisa nova é recebida por alguém, parece instalar-se um súbito cancelamento da condição solitária; nesse acolhimento surpreendente a falha desaparece – esta é talvez a principal razão de um artista ser.

[a segunda parte deste ensaio será publicada no dia 27 de Julho de 2011]


Filipe Pinto



NOTAS

(1) Este texto pode ser lido como uma continuação do ensaio “Para uma crítica da interrupção”, in Artecapital, 2010. Disponível em: www.artecapital.net/opinioes.php?ref=93

(2) Boris Groys, “The production of sincerity”, in Going Public, Berlin, Sternberg Press, 2010, p. 39.

(3) Idem.

(4) “Um médico enrola um pano à volta do seu pescoço para lhe pensar a ferida”, in Pascal Quignard, Terraço em Roma, Lisboa, Editorial Notícias, 2002, p. 97.