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OPINIÃO


Project Herácles, vista da exposição no Parlamento Europeu. Fotografia: Cláudia Oliveira


Project Herácles, vista da exposição. Fotografia: Cláudia Oliveira


Project Herácles, vista da exposição. Fotografia: Cláudia Oliveira


Project Herácles, vista da exposição. Fotografia: Cláudia Oliveira


Project Herácles, vista da exposição. Fotografia: Cláudia Oliveira


Project Herácles, vista da exposição. Fotografia: Cláudia Oliveira


Project Herácles, vista da exposição. Fotografia: Cláudia Oliveira


Project Herácles, vista da exposição. Fotografia: Cláudia Oliveira


Project Herácles, debate entre os filósofos Lieven de Cauter e Dieter Lesage, moderado por Joseph Grima. Fotografia: Cláudia Oliveira


Project Herácles, debate entre os filósofos Lieven de Cauter e Dieter Lesage, moderado por Joseph Grima. Fotografia: Cláudia Oliveira


Project Herácles, debate entre os filósofos Lieven de Cauter e Dieter Lesage, moderado por Joseph Grima. Fotografia: Cláudia Oliveira


Painél com reprodução da carta endereçada a Herman Von Rompuy.

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PROJECT HERÁCLES, QUANDO ARTE E POLÍTICA SE ENCONTRAM NO PARLAMENTO EUROPEU



ANA CATARINO

2014-06-28




Em Maio de 2011, a revista italiana Domus, abriu um concurso de ideias aos seus leitores tendo por título “Projecto Herácles, uma Ponte Euro-Africana”. O projecto foi concebido a partir de uma troca de emails entre dois filósofos belgas, Lieven de Cauter e Dieter Lesage, e publicado em 2005 e na revista Hunch, (Instituto Berlage Roterdão). Aquilo que na troca de correspondência se discute é a ausência de qualquer espécie de infra-estrutura perene que faça a ligação entre as duas margens do mar Mediterrâneo. Sabendo à partida da situação delicada que se coloca em tal empreitada, e optando por um certo olhar irónico, propõem que a ponte seja pensada para ligar Gibraltar (na margem norte) e Ceuta (na margem sul). Assim, na verdade, estaríamos sempre a falar de solo europeu, quer de um lado ou do outro, levantando eles a hipótese de que talvez desta forma, a ponte possa ser construída.
A ironia é evidente e mostra-se em várias formas: não só existe conflito em ambas as cidades por serem na realidade enclaves em solo de outro país (num caso Espanha, no outro Marrocos), como se torna também evidente que a existência de tal infra-estrutura será sempre vista como uma porta de entrada em ambos os continentes. A inexistência de vontade política em que os dois continentes se unam por uma ponte é também evidente tanto mais quando se pensa em programas europeus como o Frontex ou a delimitação do território que representa o tratado de Schengen.
Pensar numa ponte representa antes de mais desafiar aquilo que comummente se designa por “Europa fortaleza”. Uma Europa que se fecha no seu território acreditando ainda que pode simplesmente controlar fluxos migratórios mas, mais ainda, que controla ainda uma relação com o outro (o seu exterior), assumindo que alguma vez o fez por completo.

Como disse, a equipa da revista Domus, à época liderada por Joseph Grima, partindo deste texto em forma de cartas, lança um concurso de ideias aos seus leitores e pede-lhes apenas que imaginem uma ponte. Ou melhor, que jogando com a palavra ponte nos seus múltiplos significados e implicações apresentassem ideias de como navegar pelas águas que separam aquelas duas cidades. A escolha prende-se também por ser ali que o ponto de contacto entre os dois continentes é mais estreito, variando de 14 a 20 kms. Ou seja, pouco ou pouco mais do que ponte Vasco da Gama que atravessa o rio Tejo ligando Lisboa a Alcochete.
Mas voltando ao concurso de ideias: Como se poderá materializar esta ponte? Importava pouco, ou mesmo nada, que as propostas representassem ideias fazíveis ou que pelo contrário escolhessem navegar por um universo mais especulativo. Resultado, por entre as 200 propostas apresentadas, e todas elas consideradas, existe um pouco de tudo: exercícios especulativos onde o conceito de ponte enquanto infra-estrutura material é o ponto de partida e chega para a resposta, mas também casos onde a ponte na realidade é materializada através de uma simples encenação como é o caso da proposta que apresenta um simples estendal de roupa. Peças de roupa indistintas, neutras quanto a qualquer possível origem do seu dono.
O resultado deste concurso é publicado no número Julho/Agosto de 2011 da revista, acompanhado por uma carta escrita por Joseph Grima endereçada a Herman Von Rompuy, Presidente do Conselho Europeu, desafiando-o a entrar neste debate. Desafiando-o, em última análise, a partilhar o seu ponto de vista, e do orgão do qual é presidente, sobre a necessidade ou não desta ponte, deste diálogo, da posição que a Europa deverá assumir ou não neste debate.
Ao que se sabe resposta foi um muito sonoro silêncio da outra parte.
Em Julho do mesmo ano, pela primeira vez, o resultado do concurso é apresentado numa exposição em Londres na galeria The Gopher Hole.

No Parlamento Europeu, no grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, em finais de 2011, começámos a pensar num possível convite à equipa da revista para que o projecto seja ali exposto. Muito se passou, incluindo na equipa, entre o momento em que primeiro se considerou essa hipótese e o dia em que exposição inaugurou. Foram quase 2 anos, na verdade, até que, em Dezembro do ano passado, depois de vários meses de preparação, a exposição inaugura num dos espaços previstos dentro edifício do Parlamento Europeu.

É sobretudo desses meses de preparação que pretendo falar. O processo de diálogo dá-se entre três partes que testam mutuamente a sua plasticidade e adaptabilidade a cada passo. Foram elas: a equipa da revista Domus, a equipa da delegação do Bloco de Esquerda (onde me incluía) e os serviços do Parlamento Europeu (da segurança aos serviços responsáveis pela calendarização das exposições, alocução de espaços e responsável pelo material expositivo que eventualmente poderíamos usar).
Antes de mais há que saber quando e onde. A resposta é dada pelo serviço do parlamento e convém que o pedido seja feito com alguns meses de antecedência. No caso, a resposta veio em Junho de 2013 para a exposição que planeámos para Dezembro. É-nos dado um espaço e a semana do calendário disponível: 16 a 20 de Dezembro. No Parlamento Europeu é sempre assim, as exposições só podem durar no máximo 5 dias (de 2a a 6a) incluindo montagem e desmontagem.
A meio de Julho tudo pára para férias e na verdade já só voltamos ao assunto em Setembro. A partir daqui tudo começa realmente e é uma corrida contra o tempo. A exposição será composta de dois painéis (um com a imagem de capa da Domus dedicada ao projecto e um outro com a carta endereçado ao presidente do Conselho Europeu) e vários expositores onde serão colocados os postais, em vários formatos, representando as 200 propostas/respostas.
Numa primeira fase começamos (equipa do Bloco de Esquerda e da revista Domus) a trabalhar tendo por base os materiais dados pelo Parlamento mas, a partir do momento em que Joseph Grima e Marco Ferrari (responsável pela concepção final dos materiais e desenho) visitam o espaço, mudamos de estratégia. E é aqui que começa o verdadeiro desafio. Conseguir convencer a instituição que não só não queremos utilizar os painéis de exposição previstos, brancos como qualquer painel exposto num vulgar certame, como queremos construir o nosso próprio cenário, chamemos-lhe assim. O Parlamento não está habituado a ter propostas site-specific, ou que sejam pensadas, como foi o caso, para simultaneamente lidar com o espaço que tínhamos como para reflectir sobre o edifício onde estávamos.
As resistências fazem-se sentir a vários níveis, uns mais burocráticos que outros. Talvez por simplicidade, os serviços tendem a começar por dizer que não se pode fazer, nem que se pode usar outros materiais que não os deles. Após alguma insistência percebemos que afinal podemos usar alguns nossos, como foi o caso das estruturas de disposição dos postais. Outra etapa: passar pelo crivo do serviço de segurança. Aquilo que propomos é que se utilizem as colunas como pilares que, nas pontas, seguram as duas grandes telas. São três colunas que marcam uma das margens do espaço com cerca de 3 metros de altura. A primeira resposta vem pronta e dizem-nos que nem pensar, as colunas têm sistemas de segurança e não podem em caso algum ser usadas. É pensada uma alternativa que é apresentada e os serviços de segurança no entretanto, aprovam a primeira versão. Já não há como voltar atrás, ou tudo se atrasa ainda mais.
E neste momento temos todos os materiais pensados: 2 painéis, um com a imagem de capa da revista e que é uma das propostas e um outro com a carta endereçada a Herman Von Rompuy, 24 expositores de postais onde ficaram as cerca de 200 versões, e uma grande tela que cobrirá uma fileira de mesas com a imagem aérea das duas margens do mediterrâneo. À volta serão dispostas cadeiras fechando assim o cenário que mais não é do que a proposta de um espaço de debate. Tendo a curiosidade de ser pensado para um espaço que na realidade se situa a meio de um corredor. Neste momento pensamos todos que seria só lidarmos com a logística de receber os materiais e de montar a exposição.
É neste momento, a cerca de três semanas da inauguração que nos deparamos com um problema em tudo mais complicado: uma ameaça de censura por parte do Parlamento Europeu. Nunca escondemos, em todas as autorizações que apresentamos, que para nós esta iniciativa era tanto política quanto artística, e que era sobretudo por esta sua duplicidade, e mesmo alguma ambiguidade, que sempre se considerou interessante que fosse ali exposta. Todo o processo até que fosse oficialmente autorizada passou por várias fases em que fomos rebatendo argumentos, um deles sendo de que aquilo que ali queríamos apresentar nada tinha que ver com arte mas sim com política. Este terá sido aliás, um dos mais complicados de perceber ao ser levantado por uma instituição política como é o Parlamento Europeu. O que significa, exactamente, acusar uma exposição usando este argumento? Que recusa está aqui implícita: que a arte não pode ter qualquer carácter político ou que seja qual for a exposição que se apresente no Parlamento Europeu tem de garantir que não se apresenta enquanto acto político (assumindo que tal será possível e portanto recusando o carácter político das nossas acções enquanto sujeitos)? Se dúvidas houvesse, quando nos ameaçam de censura, sem dúvida expõem o quanto a arte é também um acto político. Foi assim que rebatemos, expondo mais uma vez os motivos que nos levaram a querer levar este projecto até ao interior do Parlamento Europeu. A autorização final chegou uma semana antes da data oficial para a abertura da exposição.

Porque nunca foi intenção fazer uma qualquer mostra, a abertura formal deu-se em forma de vernissage, dia 17 de Dezembro, com um debate entre os dois filósofos responsáveis pelo começo de tudo isto - Lieven de Cauter e Dieter Lesage - moderado por Joseph Grima. Na assistência além de membros do parlamento, eurodeputados ou assistentes, estiveram também presentes alguns dos artistas e arquitectos que responderam ao desafio lançado pela Domus, e ali tinham os seus postais expostos. E três dias depois tudo desapareceu e o espaço voltou ao seu “normal”. O que ficará marcado talvez se venha a saber mais tarde.

O video em baixo mostra a sessão completa.

Video da sessão
https://www.youtube.com/watch?v=vop-bjNr3_M

Link para as cartas tal como publicadas no site da Domus
http://www.domusweb.it/en/architecture/2011/05/03/project-heracles-a-eurafrican-bridge.html

Link para a carta endereçada a Herman Von Rompuy
http://www.domusweb.it/en/op-ed/2011/07/06/an-open-letter-to-the-president-of-the-european-council.html



Ana Catarino
Licenciada em Antropologia, frequenta o mestrado \\\"Cultural Analysis\\\" na Universidade de Amesterdão.