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OPINIÃO


Porque não existe o mundo (2013), de Markus Gabriel


Markus Gabriel


Cubo (1997), de Vincenzo Natali


Frame Cubo (1997), de Vincenzo Natali


Quadrado negro sobre fundo branco (1915), de Malevitch


Leitora à janela (1659) de Vermeer


Readymades de Duchamp, 1912.


Duchamp com readymade.

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PARA UMA CONCEPÇÃO DA ARTE SEGUNDO MARKUS GABRIEL



MARIBEL MENDES SOBREIRA

2015-09-17





Para abordar a concepção da arte segundo Markus Gabriel, dividiremos este texto em três partes: a primeira parte apresentará o autor, a segunda parte explicará a sua concepção ontológica para que deste modo cheguemos à terceira parte onde explanaremos a sua concepção de arte.


1. Quem é?

Markus Gabriel é um jovem pensador alemão, nascido em 1980. Estudou filosofia e grego antigo em Bonn e Heidelberg. Foi professor assistente na New School for Social Research. Actualmente é professor de Epistemologia, Filosofia Moderna e Contemporânea na Universidade de Bonn e é director do Centro Internacional para a Filosofia nessa mesma universidade. As suas áreas de interesse são a filosofia antiga, a filosofia da religião, epistemologia, estética, a ontologia, etc.


2. Concepção ontológica

Markus Gabriel parte de uma provocação de que: não existe o Mundo, e não de que: o Mundo não existe, titulo aliás de um livro seu, onde nos tenta demostrar porque não existe o Mundo. Existem apenas factos, objectos em contexto (tudo aquilo que podemos pensar; ou seja, basta que algo esteja no campo do pensamento para que tenha existência), como o autor lhes chama: campos de significado.
Para o autor alemão o mundo seria o campo de significado que alberga todos os campos de significado: “o mundo é o campo de significado de todos os campos de significado, o campo de significado em que aparecem todos os outros campos de significado.”, ou seja, tudo o que existe, sejam pensamentos ou relações corpóreas com a realidade, tem existência, logo aparece num campo de significado que por sua vez apareceria no campo de significado do mundo . Mas se não existe o mundo, como podem os campos de significado ter existência?

O mundo não tem, ele próprio, um campo de significado onde caiba, onde se possa enquadrar, um contexto (pois serve de campo significado para todos os demais, não pode remeter para si próprio e para além dele nada mais há com que se possa relacionar), por isso não tem existência que o sustente. Não conhecemos o mundo na sua totalidade mas sim através de vários campos de significado – imagens ou reproduções do mundo que temos à nossa frente - estes dão consistência a uma ideia de mundo, mas nunca chegam a dar-lhe existência, pois “não podemos captar compreensivelmente o próprio mundo porque ele não se inclui em nenhum campo de significado” apenas contém os outros campos de significado, “sempre que pensamos que o entendemos, ficamos apenas com uma reprodução ou uma imagem do mundo que está à nossa frente”.

Então porque não existe o mundo?

Segundo o autor não existe o mundo porque não conseguimos pensar o mundo como totalidade, não apenas, como diz Markus Gabriel, por não termos tempo e recursos para o fazer mas por ele não ter efectivamente existência... para que este existisse teria de ser e estar em relação, estar inscrito num determinado campo de significado. Por este não poder ser um primeiro princípio, por não existir como totalidade, pois para que exista tem de ser sempre em relação, ou seja, em contexto de outros contextos para que algo possa ter existência, inclusive o mundo.

Neste sentido a própria ideia ontológica de o ver como um principio originário deixa de ter validade, segundo a proposta de Markus Gabriel, porque tudo tem que estar em relação com algo para que possa existir, se possa dar à existência, algo que se clarificará quando explicitarmos a concepção de Arte do autor.

O processo de tentar encontrar um campo de significado para o mundo é infinito, não há, não poderia haver, um único e primeiro campo de significado por excelência pois estes remetem sempre para outros ad infinitum. Não conseguimos detectar a origem desse campo de significado mundo, desta forma o mundo entendido ontologicamente como totalidade nunca poderia existir.

Para que o mundo existisse teria que existir um campo de referencia mundo, e este teria que ter um campo de significado mundo e assim sucessivamente, sem conseguirmos detectar a origem desse campo de significado, desta forma o mundo entendido ontologicamente como totalidade não pode existir, pois a existência é sempre em referente a algo, nunca existindo uma relação entre a dicotomia interior /exterior, pois os campos de significado estão encadeados uns nos outros.
Dando-nos o exemplo do filme Cubo de Vincenzo Natali, diz-nos que “ se só existisse um único objecto, não poderia existir nenhum porque o objecto, completamente sozinho, teria de aparecer num campo de significado para poder existir.”
Por isso para que exista um objecto, um pensamento, tem que existir o seu campo de significado e o campo de significado onde o primeiro campo aparece. “Consequentemente, são três os objectos do nosso pensamento no início: o objecto isolado e os dois campos de significado necessariamente aceites.”, ou seja, basta existirem no campo de significado do pensamento para que consideremos que existe um novo campo de significado e assim sucessivamente.


3. Concepção da Arte

Para falar da arte, do seu significado, Markus Gabriel utiliza o exemplo da obra de Malevitch Quadrado negro sobre fundo branco (1915) e Leitora à janela (1659) de Vermeer.
Apesar de a obra de Vermeer e de Malevitch nada terem em comum, Markus Gabriel defende que em ambas existe um campo de significado reflexivo em que um objecto aparece juntamente com o seu significado.

Para Markus Gabriel o entendimento da arte dá-se na participação activa do observador pensante, ou seja, a arte abre novos campos de significado a quem a observa e experiencia, participa na sua interpretação.
O autor diz-nos que temos de nos esforçar “para interpretar uma obra de arte perturbadora, aparentemente desprovida de sentido. Se não a interpretarmos, estaremos sempre a ver apenas manchas de cor, tanto em Miguel Ângelo como em Pollock”, para termos a experiência da obra de arte temos necessariamente de interpretar a obra que está diante de nós. Markus Gabriel rejeita a ideia de que a arte é a procura clássica da beleza, indo ao encontro da concepção de objecto artístico da arte moderna.

É através da interpretação do significado da arte que “nos confrontamos com o seu significado. O significado faz normalmente aparecer os objectos porque nos põe diante deles e ao mesmo tempo os oculta”, ou seja, vemos os objectos como são e não o que temos realmente diante de nós, do nosso olhar. Vemos no objecto artístico aquilo que nele aparece e aquilo que não aparece e que este oculta, o seu pano de fundo que por sua vez ficará novamente secundarizado em relação a um novo plano. A arte segundo o autor, torna os objectos desprendidos do seu contexto expandindo as possibilidades de interpretação, criando novos campos de significado, como por exemplo os readymade de Marcel Duchamp, que cria novos significados do objecto alterando os seus campos de significado.

Markus Gabriel contraria a ideia de uma Arte mimética, de concepção clássica e de uma procura do seu significado associado a uma ideia de beleza, tal como rejeita a ideia da arte como mero entretenimento, apoiando a ideia de que devemos usufruir da liberdade de vermos as coisas de uma forma diferente, tornando o observador participativo e reflexivo. Desta forma quebra com a ideia de que a arte “é uma cópia que duplica o mundo” mas antes nos dá a ver o mundo tal como ele é, onde existem múltiplos campos de significado e de interpretações familiarizando-nos “com a ambivalência do significado”.

Na obra de Vermeer, Leitora à janela, para Markus Gabriel os níveis interpretativos integram tanto a relação entre a realidade e a ficção, ou seja, o modo como o “objecto é apresentado não depende só de como ele nos aparece” mas antes, da sua realidade, do seu contexto e da sua aparição num campo de significado.
“Nós olhamos, por assim dizer, já não directamente para o que se passa no campo de significado mas ganhamos a informação de que algo se passa num campo de significado e de como isso se torna concreto. (...) A arte confronta-nos assim com o significado puro, o que não significa que não haja nela nenhuns objectos ou nenhuma realidade. Na arte como na filosofia, não temos a experiência de um confronto com o significado.” Por isso, apesar desta partir da realidade, não a copia tal qual ela nos aparece diante do campo visual, mas antes perante os vários campos de significado, “ a arte surpreende-nos com um novo significado e ilumina os objectos com uma perspectiva inesperada.”

Para entendermos melhor esta ideia, tomemos o exemplo que o autor utiliza: a obra de Malevitch, Quadrado negro sobre fundo branco (1913-1915). A análise ao Suprematismo retrata bem a concepção ontológica da arte de Markus Gabriel. Em primeiro lugar diz-nos que esta apesar de aparentar ser uma obra de cariz abstracto mostra na realidade um objecto completamente comum (a figura do quadrado), um quadrado negro sobre um fundo branco, indicando desta forma como os objectos realmente nos aparecem.

Markus Gabriel tenta mostrar que a arte abstracta simula a não-objectividade – o nada de que fala Malevitch que é explicitado pelo próprio fundo branco que em si não tem objectividade, serve para fazer sobressair o objecto (quadrado negro), o autor diz-nos que não é por mero acaso que os romanos utilizavam a palavra existência, no sentido de sobressair, de estar em evidência, “tudo o que existe sobressai contra um pano de fundo”. Este por sua vez nunca poderá sobressair, quando no momento em que lhe dirigíssemos a sua atenção ele deixaria de ser pano de fundo, para passar a ser um novo objecto passando assim para primeiro plano. E, como nos diz Markus Gabriel “deste modo, ela não se revela sem um objecto, como poderíamos dizer ao falarmos da «arte abstracta», mas sim como o mundo, onde nós, os que observamos a pintura, nos encontramos.”. Ou seja, o fundo branco está como elemento que faz sobressair os objectos.

O que segundo Markus Gabriel a Arte nos revela é que “ o derradeiro pano de fundo sobre o qual tudo sobressai, afinal não existe.” Esta ideia é valida tanto para as obras de arte como para o mundo como totalidade. A obra de arte não deixa de ser um objecto, nunca deixa de o ser, mas permite-nos através do pensamento ver que o próprio mundo que habitamos é o pano de fundo da arte e não sobressai e enquanto tal este não existe.

Para Markus Gabriel a Arte, serve para explicitar uma determinada perspectiva ontológica, à qual chama de “ontologia dos campos de significado ”, ou seja, esta entende as perspectivas humanas como factos ontológicos, existindo infinitos campos de significado com os quais nos confrontamos e a partir dos quais criamos novos campos de significado, neste sentido os campos de significado, são como diz Markus Gabriel, pessoais e individuais.

 

 

Maribel Mendes Sobreira

Arquitecta, com Pós-graduação em Património, vertente Património Urbano (2008) na FCSH da Universidade Nova de Lisboa, actualmente espera a defesa da dissertação de Mestrado em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na área da Filosofia da Arquitectura e Filosofia da Arte.