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OPINIÃO


Pipilotti Rist: Pixel Forest, vista da exposição. Fotografia: Maris Hutchinson, EPW Studio. Cortesia New Museum.


Pipilotti Rist: Pixel Forest, vista da exposição. Fotografia: Maris Hutchinson, EPW Studio. Cortesia New Museum.


Pipilotti Rist: Pixel Forest, vista da exposição. Fotografia: Sérgio Parreira.


Pipilotti Rist: Pixel Forest, vista da exposição. Fotografia: Sérgio Parreira.


Pipilotti Rist: Pixel Forest, vista da exposição. Fotografia: Sérgio Parreira.


Pipilotti Rist: Pixel Forest, vista da exposição. Fotografia: Sérgio Parreira.


Pipilotti Rist: Pixel Forest, vista da exposição. Fotografia: Sérgio Parreira.

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A “ENTREGA” DA OBRA DE ARTE



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Pipilotti Rist não é uma superestrela da arte, estilo Jeff Koons ou Damien Hirst! Também não está a produzir objectos para chocar o espectador e roubar a sua atenção ou reconhecimento, no entanto, a sua exposição em Nova Iorque no New Museum está a tornar-se numa das mais fotografadas e publicadas na Internet, por milhares de visitantes, desde que abriu ao público no passado dia 26 de Outubro. O que se está então a passar com esta exposição e este aparente fenómeno?

Rist nasceu em 1962 na Suíça. Apesar de já ser representada na cidade pelas galerias Lurhing Augustine e Hauser & Wirth, esta é a sua primeira exposição representativa, em Nova Iorque. Ao longo de toda a sua vida esta artista tem vindo a explorar e a ser pioneira na videoarte, a criar truques tecnológicos e a desenvolver uma apurada perfeição nas suas instalações multimédia. Os seus extraordinários trabalhos em vídeo e mixed media tocam e abordam temáticas relacionadas com a natureza, o género, sexualidade e o corpo humano. Nesta exposição, o espectador é convidado a deambular por três pisos de exibição, e a participar passivamente em cada obra. Não se trata de interagir com os trabalhos, mas sim habitá-los, concluí-los de certa forma, e relaxar e desfrutar, das e nas próprias obras. Isto pode não parecer invulgar para aqueles que têm por hábito visitar museus, mas é. O New Museum apresenta-nos mais uma vez uma exposição impressionante que tira completo usufruto do seu espaço físico. Todos os pisos onde esta exposição é apresentada têm um pé-direito altíssimo fornecendo a Rist o perfeito set para as suas instalações. Todos os trabalhos nesta exposição socorrem-se do vídeo e de complexos efeitos de luz. A qualidade das projeções é perfeita, assim como a iluminação dos próprios trabalhos. Neste museu, os trabalhos escolhidos pelos curadores costumam parecer desenhados para o espaço, o que na maioria das vezes não é o caso, mas as adaptações criadas são extremamente eficazes. Todos os trabalhos nesta exposição proporcionam ao espectador variadas sensações de envolvimento. As instalações estão posicionadas de uma forma que nos convidam a desfrutar, ficar, não pensar nas horas, e pensar em regressar mesmo antes de sair do espaço. A instalação no quarto piso, o único trabalho que foi feito exclusivamente para esta exposição, é composta por dois painéis gigantes suspensos no tecto, em forma de nenúfares, e o espectador é convidado a deitar-se em camas espalhadas pelo espaço e contemplar, olhando para esses painéis onde se podem ver imagens subaquáticas e por vezes partes de corpos desnudados a nadar, como por exemplo uma mão a mover a água ou as algas… a música ambiente que enche o espaço é subtil e segundo Rist tem alguns sons misturados de um estômago em processo de digestão. Os três pisos estão sagazmente compostos por obras que representam o percurso artístico de Pipilotti Rist até aos dias de hoje.

Feita esta apresentação da exposição, quero regressar à questão que na realidade me levou a escrever sobre esta exposição, que é o que há de tão extraordinário que impressiona tanto os visitantes, e que arrisco mesmo dizer, que não haverá um único que não tenha tirado uma ou várias fotografias das obras.

Se reflectirmos um pouco, concluímos rapidamente que desde o início da criação de objetos, que podemos considerar expressões artísticas, que identificamos que o autor, o artista, reproduz ou reflecte a sua vida ou simplesmente a vida, as suas experiências ou idealizações visionárias destas. Ao longo dos anos, conceitos, ideias e os meios utilizados para essa expressão transformaram-se, evoluíram, ou simplificaram-se derradeiramente até ao ponto da própria ausência de objecto. Na nossa contemporaneidade isto não é mais que questionar, na realidade, o que é a arte? Isto facilmente se poderia tornar numa discussão interminável com múltiplas afirmações e frases repletas de pontos de interrogação. Vou tentar então, se é que é possível, simplificar…

O visitante espectador, ao entrar nas instalações de Rist, pode não questionar nada, mas sente. Esta reacção involuntária, sentir, é provocada por uma obra de arte. Esta pessoa não pensou no conceito por detrás da obra, nem nos materiais utilizados, ou em qualquer outra possível razão para isto lhe acontecer. Nem sequer interessa se a própria artista, neste caso, o fez por nós. O que na realidade é importante e significativo, e que eu, você, o espectador, está perante uma experiência de sublime, uma reacção involuntária de prazer provocada propositadamente ou involuntariamente por uma obra de arte. E a grandiosidade para além de qualquer explicação com um fundamento lógico.

Qual é a razão para a existência de uma obra de arte, senão, derradeiramente, ser observada e desfrutada pelo seu último “actor”, o visitante espectador?

Dito e entendido isto, eles, os artistas, deveriam, primeiramente antes de conjecturarem ou exorcizarem os seus sentimentos mais íntimos, pensamentos ou conceitos, vislumbrar o produto final da sua estimulação intelectual. Os artistas, por norma, são dos seres humanos mais ego-centrados à face da terra. Não é culpa deles, é assim, nada podemos fazer, e consideremos que na generalidade nós gostamos deles assim, com essas características egocêntricas e desassociadas ou desligadas do universo, da realidade, digamos... E claro que há excepções a esta regra, e por favor incluam-se aqui se assim o entenderem. Quando a excepção acontece de forma eficaz presenciamos o que podemos experienciar nesta exposição. Há um pensamento intrínseco e inerente, oculto mas revelado na forma em como os objectos de arte são apresentados. O espectador é incluído e considerado no processo, e a experiência de catarse acontece através de uma formula que o artista eventualmente conhece, o espectador não precisa de saber ou entender, só tem de ser apanhado nessa fantasia e mundo mágico que é simplesmente uma experiência emocional.

Para que serve então uma obra de arte neste contexto (idílico)?
Independentemente da sua, minha, ou seja de quem for,… a experiência na sua génese deve ser similar aquando da libertação. O objecto de arte não é única e simplesmente para o artista, é para que todos o possamos experienciar. Idealmente de uma forma que nunca mais o iremos esquecer, porque os sentimentos que nos proporcionou foram “arrepiantes”, libertaram emoções intensas ou reprimidas, e a experiência é de tal forma única e inesquecível que será eterna, independentemente do “tempo” em que será percepcionado.
A exposição de Pipilotti Rist no New Museum em Nova Iorque é inquestionavelmente uma “experiência” a não perder. E a expressão de um artista através de objectos que têm um impacto significativo no espectador. Objectos que reflectem a criatividade de um indivíduo, mas que questionaram e consideraram o envolvimento do espectador. Pois isto é extremamente gratificante, e porque nós sentimos isso ao percorrer o espaço queremos registar, capturar para além da nossa memória, ter acessível para mais tarde recordar e partilhar. E o que é que nós partilhamos na nossa vida? Partilhamos imagens que figuram e espelham a nossa vida e fazêmo-lo a maioria das vezes de forma extremamente naïf. Essa cândida e ingénua reflecção só pode ser provocada por algo único que surpreendentemente, ou não, pode por vezes ser uma obra de arte.

 

Sergio Parreira

 

:::

Pipilotti Rist: Pixel Forest
Curadoria de Massimiliano Gioni

26 Outubro 2016 >15 Janeiro 2017

New Museum, Nova Iorque