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OPINIÃO


HOPE, Barack Obama.


Dana Hoey, 2016. (Fotografia: Sérgio Parreira)


Glenn Ligon, Another Country (After James Baldwin), 2017, Petzel Gallery. (Fotografia: Sérgio Parreira)


Hans Haacke, 2003. (Fotografia: Sérgio Parreira)


Robert Longo, 1999. (Fotografia: Sérgio Parreira)


We are the people. 3 posters edition, Shepard Fairey.


Sean Landers , 2016.


Ai Weiwei, OPEN THE BORDER, 2016.


Ai Weiwei, 2016. (Fotografia: Sérgio Parreira)


Ai Weiwei, 2016. (Fotografia: Sérgio Parreira)


Christo, Colorado project.


He will not divide us, 2017.


He will not divide us, 2017.


Subway Therapy, 2016.

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ARTE POLÍTICA E DE PROTESTO | THE TRUMP EFFECT



SÉRGIO PARREIRA

2017-03-03




 

 

 

Neste momento ainda é difícil entender o que pode eventualmente estar a acontecer nas artes visuais nos Estados Unidos após a inesperada eleição do Presidente Donald Trump, mas algo está efetivamente a passar-se. Não considero, no entanto, que lhe possamos atribuir a categoria de movimento artístico, mas a ação através da reação está a desenhar um percurso que de certa maneira nos faz recordar momentos na história em que obras de protesto ou resistência foram criadas como forma de expressão do estado de espírito de grupos de pessoas que sentiram que estavam a ser desrespeitadas e privadas dos seus direitos básicos como seres humanos numa determinada sociedade ou ambiente dito global e multicultural.

 

Nos últimos meses, temos presenciado declarações públicas, ações performativas, inúmeros materiais impressos, posts online, street art, reorganização e exposição de obras de arte de coleções, curadoria de exposições com mensagens ideológicas, happenings ressuscitados, e novíssimas obras de arte com um discurso claramente político. Podemos, com alguma segurança, afirmar que surgiu um momentum, resta-nos identificar as suas características, e se é ou será algum dia categorizável. É evidentemente cedo para entender também qual será a sua longevidade, mas hoje já podemos afirmar que deixou uma marca que poderá ser recordada no futuro através dos artefactos, sejam eles meramente registos ou produtos artísticos concretos.

 

Todos nós conhecemos a famosa Guernica de Pablo Picasso; uma pintura com um formato de mural e que é eventualmente a obra de arte política moderna mais icónica da nossa história. Guernica é uma pequena aldeia na região da Biscaia no País Basco em Espanha, que foi bombardeada em 1937 pelo exército Nazi Alemão e pela aviação fascista Italiana a pedido dos Nacionalistas Espanhóis. Esta obra-prima do mestre Picasso foi encomendada na altura pelos Republicanos Espanhóis logo após este acontecimento.

 

A menção a esta obra serve unicamente como referência, para que possamos com algum termo de comparação, analisar o que está a ser mostrado neste momento nos Estados Unidos, como arte de influência política ou de protesto, e que associamos indubitavelmente a um período que todos estamos a atravessar. Quero também antecipar que não tenciono com esta analogia fazer um julgamento estético ou menosprezar o que está a ser produzido e apresentado como forma de expressão artística, nem categoriza-lo em nenhuma corrente. Como já mencionei, o momento está em curso e como observador estou a registar algo que me parece relevante e a comentar fatos que não são alternativos e aparentemente também não serão subjetivos.

 

Uma das imagens mais publicitadas, visíveis e reconhecíveis que podemos associar a este período, são indiscutivelmente as produzidas pela The Amplifier Foundation e as séries “We are the people”. A The Amplifier Foundation nasceu pouco depois da disseminação da imagem do mural HOPE com o presidente, na altura, Barack Obama, criada pelo artista Shepard Fairey. Este trabalho despoletou um desejo e vontade de um vasto grupo de artistas visuais, principalmente da street e graffiti arte, de criar objetos que pudessem de forma eficaz dar voz à silenciosa energia e ânimo de comunidades menosprezadas da sociedade contemporânea, nomeadamente desfavorecidas por condições económicas, raciais, ou políticas. A intenção primeira era que através da arte, a expressão livre destes anseios chegasse a uma comunidade mais vasta que a unicamente local ou num bairro circunscrito. Este ano, no dia de tomada de posse (Inauguration day) nos Estados Unidos, as séries “We are the people”, tornaram-se na imagem mais visível deste movimento e protesto na América, assim como no dia seguinte, também no resto do mundo, ao estar presente nas marchas das mulheres (Women´s March). Para o dia de tomada de posse, e de forma a subverter as limitações impostas a protestos com cartazes e faixas nas imediações da Casa Branca em Washington DC, a Fundação abriu um Kickstarter para angariar fundos com o objetivo de imprimir anúncios de página inteira no Washington Post, permitindo que este fosse adquirido por quem entendesse, e dessa forma remover as páginas e apresentá-las como o seu cartaz de protesto. Esta campanha de angariação de fundos online que tinha como primeiro objetivo angariar 60 mil dólares, ultrapassou o milhão e trezentos mil dólares antes do dia de fecho.

 

Um outro trabalho que também se tornou viral, foi a espontânea obra que marcou os dias e semanas seguintes à eleição, em Nova Iorque, e que recolheu declarações de mais de dez mil pessoas num reflexo emocional de protesto e indignação. O projeto “Subway Therapy” do artista Matthew “Levee” Chavez, convidou qualquer pessoa que passasse na estação de metro da 14th street-Union Square, a colar o seu post-it nas paredes expressando os seus pensamentos, ansiedades, palavras de felicidade e esperança. Como resultado, criou-se um poderoso discurso da população de Nova Iorque que é particularmente compreensiva, inclusiva e sensível, no que respeita à aceitação da diferença e da singularidade do ser humano. Este trabalho acabou por ser removido pouco antes do Natal, para puder ser arquivado na New York History Society.

 

Houve um outro trabalho que gostaria de destacar e que acabou por passar despercebido também em Nova Iorque, eventualmente pela sua localização no Museum of Moving Image em Queens. A instalação “He will not divide us” dos artistas LaBeouf, Rönkkö & Turner, convidava qualquer transeunte a proferir as palavras “He will not divide us” para uma câmara montada na parede do Museu e que registava as imagens no exterior. O público podia da forma que entendesse, o número de vezes que quisesse, dizer a frase para a câmara, que emitia em livestream todos os atos, 24 horas por dia e 7 dias por semana. Esta instalação que teve início no dia 20 de Janeiro de 2017 e que deveria supostamente manter-se pelos quatro anos do mandato do Presidente, foi no entanto removida pelo Museu no passado dia 10 de Fevereiro, por alegadamente estar a incitar a atos de violência e desordem no bairro. Os autores publicaram no seu site que o Museu os tinha abandonado.

 

Uma outra forma de protesto que se tem revelado bastante popular, é o cancelamento de projetos artísticos que estavam agendados para datas posteriores à eleição. O mais significativo será o Colorado Project do artista Christo – uma espécie de toldo prateado que seria suspenso por mais de 50 quilómetros sobre o Rio Arkansas, criando uma sombra artificial temporária. Este projeto ainda não estava aprovado. Aliás, tem estado em tribunal nos últimos anos por alegações de que poderia provocar danos ecológicos irreversíveis na zona. Christo já veio, no entanto, comunicar que a batalha em tribunal vai continuar até o projeto ser autorizado, mas que após a vitória não o irá concretizar. Este projeto que seria visível por apenas duas semanas estimava atrair um milhão de visitantes à área. O The New York Times a 25 de Janeiro considerou que até à data este era o protesto mais significativo do mundo das artes.

 

Entretanto, espaços culturais emblemáticos em Nova Iorque juntaram-se ao movimento de protesto com a sua forma também particular de discurso. O MoMA (Museum of Modern Art) reuniu uma série de trabalhos da coleção, de artistas oriundos dos países afetados pela decisão executiva do Presidente que vetava a entrada de cidadãos com determinadas nacionalidades no país. Num ato de curadoria subversiva contra o regime de Trump, o MoMA substituiu inúmeras obras de arte nas galerias da sua exposição permanente por trabalhos dos artistas; Mohammad Rasoulof (Irão), Manijeh Hekmat (Irão), Ossama Mohammed (Síria), Kais Al-Zubaidi (Iraque), entre outros. Estes trabalhos irão manter-se em locais de grande visibilidade durante os próximos meses, e são acompanhados por uma nota do Museu onde se pode ler: “O que está a ver trata-se de uma obra de um artista oriundo de uma nação, cujos cidadãos foram proibidos de entrar nos Estados Unidos por ordem de uma decisão executiva publicada no dia 27 de Janeiro de 2017”.

 

Um outro exemplo de respostas à eleição do presidente Trump, pôde ser vista durante o mês de Janeiro e a primeira semana de Fevereiro na galeria Petzel em Chelsea na exposição intitulada “We need to talk…”. Esta exposição apresentou um vasto leque de obras de 35 artistas e incluía também a projeção de vídeos do público que registaram ações, performances e outros eventos relacionados com o tópico, e que iam sendo adicionados durante o período da exposição. Entre muitos outros podiam-se ver trabalhos de Yael Bartana, Judith Bernstein, Cecily Brown, Rachel Harrison, Jenny Holzer, Jonathan Horowitz, Barbara Kruger, ou Slavs e Tatars. Gostaria de realçar o fato que os trabalhos que mais se destacavam, não eram nem do final do ano de 2016 ou de 2017, mas sim com mais de dez anos, como são exemplo os dos artistas Hans Haacke e Robert Longo.

 

Uma outra poderosa tomada de decisão foi feita por um museu nacional nos Estados Unidos, o Davis Museum no Wellesley College em Massachusetts, ao encobrirem todas as obras espalhadas pelo museu de autoria de imigrantes. Os curadores do Museu retiraram ou cobriram com panos negros mais de 120 obras no museu do colégio liberal das artes como parte do “Art-Less project”. Como protesto, e na minha opinião, esta será talvez a ação que é mais subtil e ao mesmo tempo mais violenta. Imaginemos que todos os museus nos Estados Unidos tomavam a mesma ação, qual seria a reação dos seus visitantes ao serem confrontados com a negação e acesso a algo que é um objeto de arte e que eventualmente é também parte da sua história universal.

 

Se o tópico aqui é arte política e de protesto, não posso deixar de mencionar nesta curta abordagem o artista Ai Weiwei, que é provavelmente o mais influente e ativo ao incorporar esta temática na sua obra de forma extremamente eficaz; estética e conceptualmente. Ai Weiwei têm vindo a lutar ao longo de toda a sua vida contra o regime do seu país de origem (China), sofrendo consequências graves, sejam elas através de agressão física ou psicológica. Durante os últimos meses de 2016, Ai Weiwei tomou Nova Iorque com quatro exposições simultâneas em quatro diferentes galerias, todas elas bastante influentes. Os tópicos abordados em todas elas estavam relacionados com as crises de imigração que aconteceram e ainda acontecem nos últimos anos principalmente na Europa. Após a eleição, o discurso que Ai Weiwei expôs com as suas obras, veio de certa forma expressar os pensamentos e preocupações da população de Nova Iorque, que vive e cresce diariamente com o contributo da diversidade resultante desta circulação de indivíduos independentemente da sua situação legal, também ela protegida e defendida neste estado. Apesar de Ai Weiwei continuar a expressar-se através da sua obra, hoje, é difícil entender se o seu discurso, que quase sempre esteve associado ao seu país, ainda representa genuinamente as suas preocupações, ou se está a ser censurado, assim como ele enquanto individuo e ser humano cujos direitos básicos de expressão e liberdade deveriam ser necessariamente preservados.

 

E quando falamos de conceitos de liberdade e direitos fundamentais que todos nós no mundo Ocidental e praticamente em quase todos os restantes países do Mundo podemos desfrutar, os Estados Unidos não atravessam qualquer tipo de crise ou ameaça, e é absolutamente inquestionável que estes direitos estão e permanecerão instituídos. É no entanto interessante observar esta expressão artística e popular, que eu arrisco considerar de caráter preventivo, não significando que direitos basilares de humanidade estejam em causa. Na minha opinião, os agentes da arte estão a reagir de uma forma espontânea e livre, o que é obviamente salutar, mas que até ao momento, se traduz em atos repetitivos e esteticamente inconsequentes, e por vezes desinteressantes quanto à narrativa ou corpo de trabalho.

 

Em suma, talvez seja um pouco cedo para entender se este momentum nos deixará alguma diegese na história da arte, que possamos um dia destacar como relevante, ou se simplesmente não teremos nada para além de todo o ruído criado.

 

 


Sérgio Parreira

 

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