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OPINIÃO


João Pedro Vale, “quanta rariora tanta meliora”, Galeria Layr:wuestenhagen contemporary, Viena

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Ao chegar a Viena, nesta época do ano, sente-se o frio, o vento e a imponência da arquitectura barroca. A cidade encontra-nos na Ringstrasse, a avenida que cerca o centro da cidade e ocupa hoje o lugar das fortificações que defenderam a cidade durante séculos. Pelo caminho, vindos do bairro da Universidade, encontramos a Neues Rathaus (a Câmara Municipal, 1872-1883), o Parlamento (1874-1884), e a Ópera de Viena (1861-1869), o primeiro edíficio construído neste núcleo renovador da cidade. Neste percurso circular é impossível ficar indiferente à zona da Maria-Theresia-Platz, onde se encontram os Museus de História de Arte e de História Natural. A praça que dispõe em espelho estas duas magníficas construções arquitectónicas, criadas para albergar as colecções provenientes de sucessivas gerações de Habsburgos, exibe uma imponente estátua da imperatriz que lhe deu o nome. Encontramo-nos no Bairro dos Museus, implantado no que foram outrora os estábulos e casas das carruagens imperiais. Este complexo integra, entre outras instituições, a Kunsthalle de Viena, o Museu Leopold e o Museu da Fundação Ludwig - o MUMOK. É um centro de actividade cultural intensa presente nas exposições produzidas pelos museus e por uma diversidade de ateliês e pequenas empresas ligadas a actividades culturais que ocupam as galerias do piso térreo.
“Black, Brown, White, South African Photography”, uma das exposições apresentada na Kunsthalle, com curadoria de Gerald Matt, Thomas Mießgang e Jyoti Mistry, propõe uma leitura que não tem um carácter documental, mas parte de um olhar subjectivo e observador dos artistas que integram a exposição (Omar Badsha, David Goldblatt, Pieter Hugo, Thando Mama, Zwelethu Mthethwa, Jo Ractliffe, Berni Searle, Andrew Tshabangu) sobre o quotidiano de uma sociedade em mutação entre as divisões criadas pelo apartheid e os desafios crescentes da democratização.

Também na Kunsthalle, inaugurou a 24 de Março, a exposição de vídeo “Don Juan alias Don Giovanni or “two and two equals four” or “lust is the only swindle I wish permanence”. Com curadoria de Gerald Matt e Gaby Hartel, são apresentadas obras de Ellen Cantor, AK Dolven, S-338 (A.K.A. Red Sniper A.K.A. Suite 338 | Kendell Geers), Noritoshi Hirakawa, Takehito Koganezawa, Lilli & Lola, Tracey Moffatt, Vlad Monroe, Zoran Naskovski, Klaus Pobitzer, Helgard Haug | Daniel Wetzel (Rimini Protokoll), Ugo Rondinone, Kiki Seror, Tracey Rose, Doron Solomons e Erwin Wurm. Numa montagem constituída por ecrãs de plasma equipados com auscultadores (quando necessário) e alguma documentação, a exposição é atravessada por uma banda sonora que inclui também trechos da ópera de Mozart, Don Giovanni. Sublinho os trabalhos de Erwin Wurm, Ugo Rondinone e Doron Solomons que de uma forma mais subtil e inteligente abordam a temática da atracção e rejeição nos jogos de sedução centrais no imaginário de Don Giovanni. Wolfgang Amadeus Mozart é de facto o patriarca desta cidade que celebra sob as mais variadas formas os duzentos e cinquenta anos do seu nascimento. Estas comemorações estendem-se por toda a cidade e têm um dos pontos altos numa exposição que ocupa todo o Museu Albertina, situado na zona de Hofburg, em que a sua época e o seu trabalho são pedagogicamente mostrados com o apoio de vasta documentação e uma diversidade imensa de objectos da época que nos conduzem por dentro da obra e da vida do compositor.

O MUMOK, edíficio projectado pelos arquitectos Ortner & Ortner, é um belo espaço arquitectónico, construído em basalto, ferro e vidro. Acolhe no total seis exposições que ocupam todo o espaço do museu. As exposições divididas entre escolhas da colecção, “Classic Modernism, Viennese Actionism” e “Noveau Réalism, Art and Reality in the Nineteen-Sixties”, e três exposições temporárias, “Ligth Works, Art and Light since the 1960s; Planets of Comparison”, de Plamen Dejanoff (1970, Sofia) e “Kontak... works from the Collection of Erste Bank-Group”. É importante sublinhar que parte das exposições abordam, numa prática de reflexão histórica, movimentos que operaram importantes transformações na arte contemporânea, nos anos sessenta e setenta com forte incidência na performance, no filme de autor e no vídeo. Num percurso traçado entre a Arte Minimal a Arte Conceptual até às tendências neo-conceptuais dos anos oitenta, “Ligth Works, Art and Light since the 1960s” é uma pequena, mas surpreendente, exposição onde podemos encontrar obras de vários artistas que desde os anos sessenta demonstraram o seu interesse pela luz eléctrica como meio artístico a explorar na esteira das experiências de Lázló Moholy-Nagy.

No amplo circuíto cultural da cidade, a Fundação BAWAG apresenta a exposição “X Y & Z”, de Lawrence Weiner, que criou duas novas instalações de parede e um livro de artista especialmente para este projecto.
Também no emblemático edífico da Secession, Clegg & Guttmann apresentam no espaço espaço principal, uma das melhores exposições no panorama da cidade. Uma vasta instalação constituída por oito momentos que estabelecem uma ligação com a história do edíficio e com os debates modernistas do Círculo de Viena visando principalmente dois interventores importantes: Ernst Mach e Ludwig Boltzmann.

A 23 de Março, das 18 às 22 horas, foi o momento em de que mais de trinta galerias abriram novas exposições num circuito de inaugurações simultâneas dividido principalmente por duas áreas da cidade. O panorama expositivo não excedeu, em muito as espectativas confirmadas na última edição da feira de arte contemporânea de Madrid, Arco, em que a Aústria foi o país convidado.
Na galeria Gabriele Senn, Marko Lulic, apresenta “Air, Light - Property Prospect”, uma escultura/instalação, a partir de um modelo pré-existente de uma casa que interfere com o espaço arquitectónico da galeria determinando para o espectador um novo relacionamento com o espaço desenhado pela escultura e o espaço construído da galeria.
“quanta rariora tanta meliora”, é o título da exposição de João Pedro Vale apresentada pela galeria Layr:wuestenhagen contemporary. Composta por 13 esculturas que questionam a forma, o significado e as referências de um universo conhecido historicamente, mas subvertido pelo hábil e transgressivo uso da imaginação e dos materiais aplicados. Pode ainda ver-se na garagem da galeria trabalhos de Myung-Il Song, sob o título “coincidence 3”.

Destaco ainda, para terminar, a exposição “Tables…” de Hans Op de Beeck. Esta ocupa todo o espaço da Galeria Krisinger, e é composta por um vídeo onde se encontram encadeadas três situações de convívio a uma mesa de jantar. O autor averigua os comportamentos das diversas personagens em aparentes situações de festa. Podem ainda ver-se stills do vídeo, um conjunto de desenhos e uma instalação de uma mesa de jantar ampliada da sua escala original numa das salas da galeria. Esta instalação tem uma presença ambígua em confronto com a expressividade do vídeo.