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OPINIÃO


Exposição “Le mouvement des images”, 3 juillet 2006. Fotografia: Jean Breschand


Exposição “Le mouvement des images”. Centre Pompidou. Vista da sala: Projecção/Sala 21


Richard Serra, “Hand Catching Lead”, 1968. Exposição “Le mouvement des images”. Collection du Centre Pompidou. Fotografia: Patrick Palaquer


Kupka, “Femme cueillant des fleurs”, 1909. Pastel sobre papel. 42,3 x 39 cm. Exposição “Le mouvement des images”. Collection du Centre Pompidou. Fotografia: Jean-Claude Planchet


Ingo Maurer, “Tableaux chinois”, 1989-2006. Exposição “Le mouvement des images”. Fotografia: Jean Breschand


Exposição “Voyage(s) en utopie, Jean-Luc Godard, 1946-2006”, à la recherche d`un théorème perdu. Fotografia: Jean Breschand


Jean Luc-Godard, “Histoire(s) du cinéma”, Jean-Luc Godard, 1988 – 1998. Collection Musée Gaumont


Agnès Varda, “La cabane de l’échec”, 2006. Vista da exposição “L’ILE et ELLE”.


Agnès Varda, “La Grande Carte postale ou Souvenir de Noirmoutier”, 2006.

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A MOLDURA DO CINEASTA



SÍLVIA GUERRA

2006-07-14




Neste momento, diversas exposições em Paris mostram a relação entre arte e cinema. Realizou-se esta Primavera, no Jeu de Paume, museu dedicado à imagem, um ciclo de conferências sobre a metamorfose da imagem nas artes plásticas, cinema e vídeo pelo filósofo Jacques Rancière.
As exposições são “Le Mouvement des Images”, a colectiva “Voyage(s) en Utopie” de Jean-Luc Godard e “L’Île et Elle” de Agnés Vardà.

“Le Mouvement des Images” é uma nova apresentação da colecção permanente do Centre Georges Pompidou sob o prisma da 7ª arte. Hoje, a expressão “sétima arte” (criada em 1912 pelo teorizador de cinema Ricciotto Canudo, autor do Manifesto da 7ª arte) soa um pouco “demodée”, mas esta expressão identifica o cinema como mais uma das diversas artes.
A mostra está estruturada em torno de um longo corredor fílmico – onde figura a colecção de filmes experimentais e de vanguarda histórica do Centre Georges Pompidou (filmes de Man Ray ou Férnand Léger) que se alinha com aquisições mais recentes de vídeoarte (Richard Serra, Rose Lawder ou Mathias Müller). Este longo corredor atrai o olhar do visitante de uma forma cinemática e termina apoteoticamente com a obra Giulietto de Bertrand Lavier, o alfa romeu vermelho destruido que nos recorda a tirada provocatória de Brigitte Bardot a Jack Palance no filme “Le Mépris” de Godard: “– Entra no teu alfa, Romeo !”

A exposição comissariada por Philippe-Alain Michaud pretende afirmar que a arte do século XX é cinematográfica sem o saber; que a arte contemporânea é estruturalmente composta pelos mesmos pressupostos do cinema: “ défilement ”, “ projecção ”, “ narração ” e “ montagem. ” Daí a sub-divisão da exposição sob estas denominações.

A sua ambição é fazer entrar o cinema no museu. Por vezes, no entanto, neste seu zelo metodológico, cai numa aproximação literal das obras ao contexto cinematográfico subjacente; temos como exemplo, dentro das salas dedicadas à narração, um filme do vídeo artista Thierry Kuntzel, “Buena Vista” de 1980, ao lado da “Mulher colhendo flores” (1909-1911), de Kupka.

Um dos únicos momentos em que a exposição revela o movimento das imagens encontra-se na sala 22 onde coabitam as obras de Wolgang Laib “Les Pierres de Lait”( 1977), “Zen for a film” de Nam June Paik (1964), as “Fumées” (1995) de Ange Leccia e o movimento sempre renovado da obra “Tableaux Chinois” de Ingo Maurer (1989-2006). Nesse espaço existe uma Montagem no sentido cinematográfico que lhe atribui Godard: uma verdadeira relação de aproximação entre as obras que partilham o seu movimento com o visitante, sem que uma paisagem esteja ao lado de outra paisagem.

No primeiro andar do mesmo edifício e com menos de uma quarta parte da área expositiva do “Le Mouvememnt des Images ”, encontra-se a exposição “Voyage(s) en Utopie” de Godard.

A exposição divide-se por três estados temporais – Ontem, Hoje e Amanhã – em três salas inter-comunicantes. O Hoje com uma cama IKEA que todo o casal pode comprar, onde repousa um enorme ecrã plasma que passa filmes de Guerra, constitui uma visão da contemporaneidade. Usando uma metodologia simples de realizador que prepara o cenário, Godard usa os filmes como percurso da sua aventura no museu e para sair dele; segundo as palavras do teorizador de cinema Marc Cerisuelo, em Godard o filme é um mundo, mas também um estado do mundo: Hoje, Ontem, Amanhã.

No espaço dedicado ao Ontem ( Hier), que podia ser lido como HITLER, dado o espaço deixado livre entre o “Hi” e o “er”, existe um pequeno oásis de plantas domésticas onde se esconde entre as folhagens o filme “Le sang d’un poète” de Jean Cocteau. À saída do Hoje para o Ontem, encontramos duas estiradeiras para poder ver o filme “Don Quixote” inacabado de Orson Wells. O Amanhã que seria a exposição “Collages de Franc”, marcada pela sua fatalidade de não realizável, é mostrada em maquetes, alguns extractos da sua obra “Histoire(s) do Cinéma” são visíveis em pequenas televisões numa das paredes e o percurso termina com três quadros de pintura, a arte emoldurada por excelência.

A exposição é um belo passeio pelo estaleiro de um cineasta que nos deixa um livro de Documentos como sucedâneo de um catálogo da exposição.
É de salientar que na exposição de Godard o espaço é vazio, ao contrário da concentração de obras na mostra “Le Mouvement des Images”, e as imagens não nos invadem mas coabitam conosco numa grande casa que é a vida do homem que faz filmes.

Paris, Rive Gauche, Fundação Cartier, Fundação privada com exposições públicas: A Ilha e Ela ; a exposição “L’Île et Elle” ou a “respigadora” transformada em artista de instalações e trípticos vídeo contemporâneos; a exposição concebida por Vardà é uma homenagem à Ilha de Noirmoutier e à sua população.

No rés-do-chão do edificio da Fundação Cartier vêem-se, na sala da esquerda, a instalação sobre o filme falhado de Vardà, “Les creatures”, realizado em 1966 e rodado na ilha de Noirmoutier, com Catherine Deneuve e Michel Piccolli. Enquanto numa mesa se faz a desmontagem do filme, a película do mesmo serve de muros a uma cabana no estilo das dos pescadores da ilha. É, como diz Vardà, a “cabana do fracasso.”

Prosseguindo para a outra sala do rés-do-chão, encontramos uma outra cabana em contraplacado que é a cabana dos retratos dos habitantes da ilha: 30 homens de um lado, fotografados defronte de um barco como cenário móvel, e 30 mulheres do outro, fotografadas defronte dos escolhos da praia.

No andar inferior da Fundação, entramos “verdadeiramente” na ilha… a primeira instalação comporta um quadro gigante, com a indicação das marés no dia da visita, e com uma cancela que só se abre para deixar passar os visitantes com a maré baixa… a exposição termina com uma instalação pictural de 12 ecrãs, “As Viúvas de Noimoutier”, em torno de um ecrã gigante, onde o espectador (por meio de auscultadores instalados nas cadeiras) assiste ao testemunhos das viúvas da ilha. Agnès Vardà encontra-se entre elas mas fica em silêncio; o seu companheiro e cineasta, Jacques Demy, era natural da ilha.

A exposição é um passeio que transforma o visitante num respigador de mexilhões, cheio de vontade de molhar os pés no mar em pleno Paris. Como em toda a obra da cineasta, esta exposição também reflecte a sua preocupação social: vendem-se na livraria pacotes de sal de Noirmoutier para ajudar a associação “Le Sou du Marin”, uma associação de apoio aos pescadores da ilha.


Actualmente, a classificação hieraquizante das artes de Hegel (1- arquitectura, 2 - escultura, 3 - pintura...) deixou de ter sentido. Vivemos na era digital do post-Debord e da pluridisciplinaridade artística. Deixou de ser possível priviligiar o prisma de uma arte sobre as outras. A aliança e disputa entre a arte vídeo e o cinema contará ainda com muitos episódios.

O artista vídeo que se serve do cinema como material, caso de Mathias Muller, explora a repetição desfragmentadora da matéria fílmica, re-inventa o filme frame a frame, para criar uma nova obra, tal como no território experimental do cineasta Peter Tchekassky, realizador de “Outer Space”.
A arte vídeo desenquadra de uma certa forma a narração fílmica para inventar uma outra narração. A arte vídeo sai da moldura.

O cineasta no museu enquadra o cinema numa perspectiva de paisagem e território a explorar (a ilha de Vardà, a viagem de Godard). O cineasta cria no espaço expositivo uma nova narração, livre, onde espacialmente se enquadram certos filmes. Ele emoldura o filme numa instalação.
Voltando às palavras de Godard: “Tous les cadrages naissent égaux et libres, les films ne seront que l’histoire de leur oppression ; cadre par exemple un décadrage de Bergman, ou l’absence de cadre chez Ford ou Rosselini tu verras qu’il s’agit toujours d’apaiser quelque chose, son amant, les dieux ou la faim ”. (“Todos os enquadramentos nascem iguais e livres, os filmes serão apenas a história da sua opressão; enquadra por exemplo um desenquadramento de Bergman, ou a ausência de enquadramento em Ford ou Rosselini, verás que se trata sempre de apaziguar qualquer coisa, o seu amante, os deuses ou a fome”)

E saímos destas exposições com uma enorme fome de cinema. Ao lado do Centre Georges Pompidou, no MK2 de Beaubourg, projecta-se a “Viagem a Tóquio” de Ozu. Compro o bilhete.


Sílvia Guerra
Crítica independente