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OPINIÃO


Coleccionadores na visita guiada à exposição “Por entre as linhas” comissariada por Isabel Carlos no Museu Nacional das Comunicações. Fotografia Sílvia Guerra.


Coleccionadores na visita guiada pela comissária Lúcia Marques à exposição “Outras Zonas de Contacto” no Pavilhão Branco do Museu da Cidade de Lisboa. Fotografia: Sílvia Guerra.


Coleccionador Carlos Roson de Pontevedra, fundador da Fundación RAC (Roson Arte Contemporáneo) em frente de uma fotografia do artista português João Tabarra. Fotografia: Sílvia Guerra.


Pavilhão Branco do Museu da Cidade. Fotografia: Silvia Guerra


Anúncio do I Certame de Desenho Contemporâneo sob o tema “O animal que trago dentro” proposto pela Fundación Fernando M. Centenera Jaraba realizada na 7ª edição da Arte Lisboa. Fotografia: Sílvia Guer


Coleccionador Fernando M. Centenera, fundador da Fundación com seu nome em Jaraba de Villa de Alovera, Guadalajara. Fotografia: Sílvia Guerra.


Balão do anúncio da “Short List” do Prémio de Aquisição da Revista Artes e Leilões. Fotografia: Sílvia Guerra

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Data dos anos 80/90 a vontade in nuce, por parte dos agentes culturais portugueses públicos (Instituto Camões, Ministério da Cultura nos seus temporários e extintos institutos dedicados à arte contemporânea, IAC e IA, e mesmo do pelouro cultural da Câmara Municipal de Lisboa), de aproximar na área da cultura, e especificamente das artes visuais portuguesas e espanholas, os vizinhos inevitáveis da Meseta Ibérica. O que mais salta à vista quando vemos a proveniência das galerias nesta 7ª Arte Lisboa é que entre as 19 representações estrangeiras, 16 são espanholas.


Desde a sua edição de 2005, a Arte Lisboa tem vindo a promover um clube de coleccionadores, por iniciativa de Ivânia Gallo, directora do evento que, em 2006, propôs à comissária espanhola Mónica Alvarez Careaga a organização de um programa paralelo de visitas às exposições inauguradas em Lisboa durante o período da feira, destinado a coleccionadores estrangeiros. Falei com Mónica Alvarez, que trabalha noutros eventos espanhóis como a Arte Santander ou a SWAB em Barcelona, para saber como está a ser esta sua segunda colaboração na organização da Arte Lisboa.


Mónica Alvarez conta-me que este ano reuniu 39 coleccionadores, 37 espanhóis e 2 italianos que aceitaram o convite feito pela organização da feira para se deslocarem a Lisboa, passarem duas noites num hotel e visitarem a oferta artística desta cidade. Explica-me que os coleccionadores por ela reunidos tem dois perfis dominantes. Por um lado, existem os coleccionadores médios que já têm uma colecção que lhes permite, nalguns casos, abrir uma Fundação cultural e cujas colecções já têm tido peritagens feitas por comissários profissionais. A título de exemplo, refiro que entre estes coleccionadores mais conhecidos publicamente, estão Carlos Vallejo da Colección Pecar, que acaba de ser exposta em Santiago de Compostela, e Emilio Navarro do CAB, ou ainda Helena Renuncio da Fundación ONCE, uma das mais ricas fundações espanholas, constituída por fundos monetários das lotarias que revertem para os invisuais. Por outro lado, este grupo de coleccionadores é ainda formado por jovens coleccionadores que exercem profissões liberais e para quem é interessante comprar obras de jovens artistas portugueses ainda desconhecidos do mercado internacional.
Mas pergunto-me: Estarão eles representados nesta feira?


Decidi acompanhar os coleccionadores espanhóis nas visitas dos dias 8 e 9 para perceber o que pensam deste evento e como vivem esta passagem por Lisboa. Na sexta-feira de manhã, no Museu das Comunicações, a comissária Isabel Carlos, dotada de um desenvolto castelhano, guia os curiosos coleccionadores pela sua exposição, “Por entre as linhas”. Entusiastas do telefone vermelho da artista Luísa Cunha, um a um, os investidores ibéricos experimentam a instalação e entram no jogo de sedução da artista.
Manuel Curtisz, vindo de Barcelona e um dos membros do Conselho de Administração do MACBA, fala com orgulho da nomeação do seu conterrâneo Manuel J. Borja-Villel, para dirigir a 54ª Bienal de Veneza. Dizem que é diferente vir a Lisboa. Vão a Basel e a todas as outras ferias, mas afirmam que, aqui, é como estar em casa…


Na sexta-feira, às 10 horas, entre os pavões do Museu da Cidade e as paredes espelhadas do Pavilhão Branco, onde se reflectem os arranha-céus pós-modernos portugueses, entro e deparo-me com a exposição de uma colecção internacional de fotografia, tão eclética que só a comissária poderá explicar os “pontos de contacto” existentes. Lúcia Marques, também dotada de um excelente castelhano fala do percurso proposto em volta das 4 paredes do pavilhão. Afasto-me para falar com Carlos Roson da recém-criada Fundación RAC em Pontevedra, com cerca de 250 obras reunidas desde 1993, para perceber o que pensa sobre a Arte Lisboa:
- É uma feira muito nacional, diz-me:
- Precisava de ter mais galerias estrangeiras: franceseas, inglesas, alemãs… gosto muito de vir cá porque é Lisboa e o tempo é muito bonito, mas a feira é fraca internacionalmente. Pergunto-lhe se considera boa esta relevância dada aos artistas portugueses e ele responde-me com um sorriso nos lábios: - A arte é arte!


Às 16.00 horas é anunciado no Auditório da Feira o “I Certame de Desenho Contemporâneo”, sob o tema “O animal que trago dentro”. Este prémio no valor de 3000 euros sera atribuído em 2008, a um criador que resida em Portugal ou Espanha, pois como defende o coleccionador Fernando Centenera Jaraba, fundador deste prémio e da fundação com o mesmo nome, no futuro deixarão de exisitir dois países, para existir um único. Este defensor da unidade ibérica pretende dotar a sua terra natal, Villa de Alovera em Guadalajara, uma cidade dormitório dos arredores de Madrid, de uma fundação cultural dedicada ao desenho, que considera a forma de “arte germinal”. Este profossional da indústria farmacêutica, que possui uma colecção com cerca de 150 obras (fotografia, desenho e escultura), defende o papel fundamental do galerista na relação com o artista e com o coleccionador.


No Sábado ao final da tarde, no segundo debate organizado pela Artecapital.net na Arte Lisboa temos alguns directores nacionais de colecções privadas portuguesas que nos últimos meses abriram a colecção ao público, como a Fundação António Prates em Ponte de Sôr e o Museu de Elvas. Curiosamente, este debate relativo ao conceito pós-moderno e em fase de decadência na Europa, das redes de museus, individualizou os casos museológicos e expositivos na fronteira espanhola que revelaram, com as devidas diferenças, pretender explorar um público ibérico numa didáctica local.


É curioso que os coleccionadores espanhóis com que falei exprimam um desejo quase semelhante ao do emigrante português no Brasil do final do século XIX: que quando voltava a casa construía uma “maison tropical“ no Marão de Trás-os-Montes, ou seja, tentava dotar a pequena aldeia de uma fundação que mostrasse uma escolha pessoal determinada pelas suas capacidades de aquisição e de conhecimento artístico.
Em Portugal, entre as pequenas colecções dirigidas por críticos e comissários nacionais, parece florescer uma nova feudalização da arte em pequenos latifúndios, cujo risco é ficar presa aos próprios limites do território nacional e ibérico. Qual será a lógica de defender um proteccionismo ibérco num período em que as leis do mercado artístico internacional assumem um papel de relevo na discussão política sobre o futuro do Estado- Nação?


Sílvia Guerra