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UM PROJECTO FOTOGRÁFICO NA CASA INDEPENDENTE



NATÁLIA VILARINHO

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“Um dia antes de abrir tive um ataque de pânico a pensar que ninguém aqui vinha”, mas a inauguração teve direito a casa cheia. Passaram três anos desde que Patrícia Craveiro Lopes se lançou com Inês Valdez e Joana Nóbrega na aventura de criar a Casa Independente, pioneira de uma nova vaga do Intendente. Sem qualquer pretensão de ocupar um lugar específico no panorama artístico da cidade, a Casa Independente acolhe as artes de uma forma especial. É um espaço onde se vive e que inclui arte, completamente aberto à comunidade do bairro e que desenvolve uma importante vertente educativa. É nesse sentido que surge o workshop “Narrativas Fotográficas do Intendente”, uma formação intensiva de dez dias com a fotógrafa Pauliana Valente Pimentel, que pisca o olho à construção de um arquivo de imagens do bairro. A Artecapital foi acompanhar este workshop, conversar com alunos, com Pauliana Valente Pimentel e com Patrícia Craveiro Lopes, que conduz actualmente a Casa Independente com Inês Valdez.




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Dezenas de fotografias, impressas em papel, espalhadas numa mesa no pátio da Casa. É assim que encontramos Pauliana Valente Pimentel e dois dos três alunos deste workshop intensivo. Os alunos saem para fotografar e quando regressam trazem imagens para serem discutidas em grupo. Pauliana dispõe-nas sobre a mesa, numa ordem cuja lógica vai explicando a Joana Viana e a Cristina Maurício, duas alunas com backgrounds e projectos de trabalho distintos. Este é um workshop que junta pessoas com experiência em fotografar a outras que o fazem como hobby. Não há restrições à entrada e a ordem é para aprender e crescer.


Quando o workshop começa há uma visita de reconhecimento ao bairro do Intendente. Medem-se ruas, palmilham-se recantos e delimitam-se zonas a ser fotografadas, tudo enquanto se apresenta os novos alunos aos moradores e comerciantes de sempre. Para Patrícia Craveiro Lopes, esta interacção com o bairro está a começar a ser uma marca da Casa Independente: “as visitas têm sido muito boas, vamos essencialmente ao clássico, ao real daqui. O mais fascinante não é o que também há no Príncipe Real ou no Lumiar, mas a realidade do Intendente, e isso tem estado a resultar muito bem”, afirma.


Esta visita tem o propósito de guiar as pessoas que não estão familiarizadas com o Intendente mas não é de todo garantia de um trabalho facilitado. O workshop culmina com uma exposição de trabalhos desenvolvidos pelos alunos, cuja temática é completamente livre, mas para quem escolhe fotografar pessoas, há todo um caminho de interacção com os habitantes do bairro que tem de ser percorrido. E isso, claro, cabe aos alunos. O projecto de Joana Viana passa por captar os habitantes do bairro nas suas casas, tendo como eixo principal a Rua do Benformoso. O primeiro dia de trabalho não foi fácil: “passei quatro horas a ouvir “não” até que encontrei uma senhora que se deixou fotografar”. Depois disto, o trabalho começou a desenvolver-se positivamente, a primeira pessoa levou-a até outra, que a apresentou a uma nova e é assim que tem avançado pela rua, através de quem a vive.


A relação com as pessoas que vão ser fotografadas é um processo de interacção que leva o seu tempo e que joga com a necessária rapidez para se desenvolver um trabalho num workshop intensivo, uma aprendizagem que acaba por fazer parte da própria formação. Em poucos dias a relação dos alunos com as pessoas do Intendente muda. Há uma integração com o bairro que promete ficar muito para lá destes dias. Fotografam-se pessoas, conversa-se e criam-se relações. “Já vamos ao senhor do café cumprimentá-lo”, afirma Cristina Maurício, que procurou este workshop com o intuito de seguir uma linha documental, mas também para apurar a sua própria linguagem. “Até agora fotografava aleatoriamente, estou a aprender imenso”, diz. No seu projecto deseja captar o ambiente vivido entre os jovens que frequentam as actividades do Intendarte, um projecto comunitário que promove o desenvolvimento de competências ao nível pessoal, escolar e profissional das pessoas do bairro. “Tropecei no sítio”, confessa, enquanto olha para a selecção que Pauliana faz das suas imagens. As fotografias continuam espalhadas pela mesa mas começam a ganhar um sentido à medida que a fotógrafa as dispõe.


A Casa Independente funciona como um quartel general durante os dez dias do workshop. É aí que as aulas se desenrolam e é aí também que os alunos encontram Pauliana sempre que necessário. Mas isto não quer dizer que a fotógrafa fique sempre na Casa: “no fundo respondo às solicitações deles, tanto posso ficar como os posso acompanhar pelo bairro”. Ter alguém ao lado que conhece tão bem o Intendente pode ser uma porta aberta para descobrir coisas novas, mas continua a ser muito importante a atitude com que se entra no bairro. “Há muitos fotógrafos que vêm aqui fotografar, mas não sabem como fazê-lo, não têm sensibilidade com os locais. A ideia aqui é a de uma troca de parte a parte”, diz Pauliana. E a verdade é que as relações com os habitantes se constroem e os alunos oferecem sempre uma fotografia a quem se deixa captar pela câmara. “Tem havido sempre um grande respeito”, afirma.


O Intendente está em rápida mutação e a forma como se entra e se intervém no bairro é uma preocupação para a Casa Independente. É nesse sentido que se procura chegar às pessoas com cuidado e este workshop é disso exemplo: “aqui é importante a porta aberta e o intercâmbio entre pessoas, o respeito é muito importante, se se criassem de repente uma série de workshops andava tudo de máquina em punho e ia começar a tornar-se uma coisa agressiva”, diz Pauliana, que no ano passado realizou com Hélène Veiga Gomes “Entre Nós”, um filme sobre a vida urbana da Rua do Benformoso em paralelo com a Rue Myrha, em Paris. Este trabalho permitiu que viesse a conhecer muito bem o Intendente, acabando por aprender a chegar a estas pessoas da melhor forma: “não é fácil entrar em certas casas, é complicado, demora tempo, é preciso respeitar as pessoas, não pode ser chegar, fotografar e ir embora”.


A forma de chegar perto das pessoas é uma das coisas mais procuradas pelos alunos que frequentam este workshop e o cunho intimista do trabalho de Pauliana Valente Pimentel não parece ser estranho a este desejo. Trabalhos como “From Here to Eternity” e “Make Up” demonstram à vontade para lidar com pessoas geralmente vistas como estando à margem da sociedade, classificação que para a fotógrafa não faz qualquer sentido: “sou uma pessoa muito livre e sem preconceitos e incomoda-me muito a estigmatização de certos grupos”. Terminado e em fase de edição está um novo projecto. “Quel Pedra” parte de uma residência no Festival Internacional de Fotografia de Cabo Verde e debruça-se sobre a comunidade transexual do Mindelo. Mais uma vez um aspecto social.


O contacto com as pessoas é algo muito presente no trabalho de Pauliana Valente Pimentel e constitui a espinha dorsal da acção da Casa Independente no bairro. A proximidade com os habitantes e as mudanças que estão a acontecer no Intendente despertaram a ideia de criar um arquivo fotográfico sobre um bairro que está a sofrer mudanças que deixam marcas. Juntou-se o know-how adquirido por Pauliana na criação do projecto “DR - Um Diário da República”, do colectivo [kameraphoto], à necessidade local de haver um registo com qualidade.


Para Patrícia Craveiro Lopes, “o arquivo tanto faz parte do lado visual da casa como do trabalho contextual da zona”. A Casa Independente é, afinal, porta estandarte da mudança do Intendente e o crescimento na zona já começou a ser registado. Os workshops também ajudam à tarefa, mas sempre de um modo muito cauteloso: “estamos a fazer a coisa devagarinho, para perceber o que é que se vai construir”. A importância da criação de um registo como este é, para a Casa Independente, uma questão muito delicada quando se pensa nas mudanças repentinas que o bairro está a sofrer. Para Patrícia, manter a memória da zona é fundamental: “enquanto agente local tento ao máximo contribuir para que as coisas não se percam”.


Não é estranho que tanto os workshops como a criação do arquivo passem por Pauliana Valente Pimentel, que olha para a fotografia como um “congelar de um momento para poder recordar”. Começou a fotografar quando viajava, mostrando no regresso as suas experiências: “fazia uma história e mostrava-a aos meus amigos e familiares, todos os anos havia este ritual de mostrar as minhas imagens e falar nelas”. A ânsia do registo nunca mais a deixou, começando a fotografar cada vez mais e acabando por deixar a sua carreira como geóloga, paradoxalmente, também uma certa forma de registo.


Para ajudar à criação do arquivo, adivinham-se novos workshops com Pauliana Valente Pimentel. “Só tem sentido ser com a Pauliana, ela tem vindo a trabalhar nesta zona e conhece-a muito bem”, afirma Patrícia. O feedback dos alunos é unânime, este workshop oferece uma aprendizagem única e personalizada. “Houve um colega meu que me disse que ia aprender mais em dez dias do que num ano numa escola de fotografia”, diz Cristina Maurício. Pedro Almeida, aluno da primeira edição do curso, partilha da mesma opinião: “uma das grandes vantagens do workshop da Pauliana é a relação de proximidade que se cria, o grau de envolvência que se cria tanto com a fotografia como com a fotógrafa”.


Quando estamos quase a sair ainda conseguimos ouvir Pauliana desafiar Joana Viana: “escolhe as fotografias que são imprescindíveis para o teu trabalho”. Quando a aluna lhe responde que não consegue, a fotógrafa diz “consegues sim”, e depois de um compasso de espera as fotografias começam a dançar na mesa, já não com a lógica de Pauliana, mas com a lógica de quem está a criar o projecto. São dez dias em que se aprende intensivamente e os resultados estão à vista. Há uma relação aberta destes alunos com o bairro, uma relação de respeito com o sítio e com as pessoas. É algo que foi aprendido durante o workshop e que perdurará no tempo, tal como o arquivo que está a ser desenvolvido pela Casa Independente.