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A INFORMALIDADE COMO ALTERNATIVA



JOSÉ ROSEIRA

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“A Sala” e “O Apêndice” são os dois mais recentes espaços informais dedicados à arte contemporânea a abrir na cidade do Porto. O primeiro é, literalmente, “a Sala” do apartamento de Susana Chiocca que partilha tanto a casa como a gestão do projecto com António Lago. O espaço abre as portas com uma regularidade mensal e aposta na apresentação de projectos de arte performativa. Com uma programação onde a performance tem também a dominância, “O Apêndice”, gerido por Carla Filipe e Isabel Ribeiro, ocupa uma pequena loja/montra na cave do Centro Comercial de Cedofeita, um edifício dos anos oitenta em desagregação estrutural e económica onde a maior parte das lojas estão vazias; montra ele próprio da decadência e falência de um dos (muitos) projectos urbanísticos pensados para a baixa portuense.


Estes dois novos projectos, muitas vezes cruzando nomes nas suas programações, inserem-se numa dinâmica que já tem gerado discussão e tem sido notada pela opinião crítica, (ver artigo de Aida E. de Castro, 2006-05-10, www.artecapital.net). Mesmo que esteja limitado ao universo da arte contemporânea e que, tanto entre os seus promotores como entre o seu público predomine a população de Belas Artes, a multiplicação de espaços e projectos de índole semelhante anima e agita o meio artístico e cultural do Porto. Ainda que comummente enquadrados no universo do alternativo, acreditamos que esta definição não pode ser aplicada sobre todas estas iniciativas. Se todas elas jogam no campo da informalidade, dadas as características óbvias dos espaços onde se implantam e de partilharem entre elas, não só os protagonistas mas também o público (restrito) que lhes tem acesso; o epíteto alternativo parece-nos despropositado já que uma maioria dos artistas que os dinamizam e através deles apresentam trabalho têm já uma relação com o mercado e as suas criações jogam com as linguagens aceites por este.


Confiamos não errar se dissermos que estes projectos começaram a nascer na cidade do Porto com a promessa de Serralves e a abertura das galerias na Rua Miguel Bombarda, impulsionados sempre por alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Inicialmente, como agora, estas iniciativas visaram preencher o espaço vazio do percurso artístico entre a universidade e a galeria, servindo como montra de publicitação de novos nomes e trabalho. Nascidos da ausência de mecanismos de integração institucional, espaços como a Caldeira 213, o Olímpico e o PÊSSEGOpráSEMANA, dada a sua informalidade e descomprometimento institucional, acabaram por servir como laboratório e ponto de encontro e discussão para uma geração de artistas que agora emerge no mercado.


É lugar-comum atribuir a emergência destes projectos ao vazio institucional e à depressão que efectiva e progressivamente degrada a cidade no seu todo, mas a verdade é que eles surgem com o Museu de Arte Contemporânea e para serem vistos por “ele” (contestando-o por vezes, mas sempre com deferência). Este dinamismo acaba por ser bem pago, porque o museu olhou e continua a olhar. Como corolário desta relação de sedução, já no próximo Setembro, Serralves co-produz (em Coimbra e em Guimarães) uma “retrospectiva” do Olímpico, um projecto que terminou em Outubro de 2005, e onde estavam presentes alguns dos nomes que hoje animam tanto “a Sala” como “O Apêndice”.


Ainda que algumas destas iniciativas (mas não todas) assuma o epíteto alternativo (sendo o Olímpico uma delas), nunca as vimos operar numa lógica completamente exterior à da instituição, fomos, pelo contrário, sempre testemunhas de um subtil cortejo de parte a parte. A instituição foi sage na sua acção e soube modelar uma geração (muitos destes artistas são hoje empregues em funções diversas no museu), e excitar pelo prémio a energia que continua a animar um espaço vital de informalidade no panorama da criação artística nacional.



ESCLARECIMENTO –
JOSÉ ROSEIRA

16 de Junho de 2006

Este esclarecimento surge em resposta ao texto colectivo “Nem tudo são roseiras”, publicado na OPINIÃO a 14 de Junho. ARTECAPITAL

Assumindo a total responsabilidade sobre o meu último artigo, “A Informalidade como Alternativa”, sou obrigado, quando confrontado com as reacções por ele provocadas, a este pequeno esclarecimento.

No artigo em causa, a propósito da abertura de dois novos espaços informais dedicados à arte contemporânea, discorro superficialmente sobre uma dinâmica com oito anos na qual me insiro, sou actor e participante. Ainda que a minha actividade produtora seja escassa sou, desde 1999, um observador atento, próximo e cúmplice do fenómeno dos espaços informais/alternativos na cidade do Porto. No texto que produzi, onde obviamente generalizo, escolhendo referir apenas os projectos que tiveram mais impacto; foco o ponto particular da importância que o Museu de Serralves tem vindo a ter junto da jovem comunidade artística da cidade. Não pretendia, com o enfoque desta relação, partir para qualquer julgamento moralista ou produzir ataque sobre as pessoas envolvidas nos projectos. Responsabilizando-me desde já pela produção de um texto que permitiu esta leitura, clarifico as minhas intenções. Julgo estas correspondências com naturalidade e, se a relação entre estes espaços, a instituição e o mercado é fácil de verificar, não entendo que este seja o fórum indicado para o fazer, nem vejo interesse imediato na tarefa.

Assumo sem pudor que com “A Informalidade como Alternativa” pretendia provocar e lançar o debate nos pontos onde entendo que o texto está aberto. Esses pontos são a tentativa de distinção entre informal e alternativo e a análise comparativa, a nível de forma e linguagem, entre os trabalhos que os artistas em causa apresentam na galeria de arte e os que apresentam nos espaços informais. Admito que aqui é necessário ir mais longe, prolongar o estudo e o debate mas, no que diz respeito ao resto do texto que produzi, lamento a imaginação de conjuras onde existe cumplicidade e reconhecimento de valor. A abertura de um espaço de discussão crítica (e autocrítica) é uma obrigação de todos os grupos e iniciativas e só pode estar limitada pelo rigor, nunca por contratos de amizade.

No que diz respeito, especificamente, ao texto “Nem tudo são roseiras” permito-me ironizar e, agradecendo a generosidade da oferta do guião para a construção de uma monografia sobre os espaços alternativos no Porto e a geração em causa, sinto-me forçado a declinar o repto, deixando a tarefa para outra pessoa, que estou seguro que não tardará a surgir. Pretendo continuar a abordar os temas em causa e explorar a dinâmica e a consequência das relações expostas pelo meu artigo mas, para a efectivação de um debate sobre o tema, espero vir a encontrar interlocutores sóbrios e capazes de argumento.







Programa:
a Sala
Rua do Bonjardim, 253, 2º andar, Porto


Próximos eventos:
“Totó” de Dandy (9 e 10 de Junho, 19h).

Em Julho - Nuno Ramalho;
Setembro - Gustavo Sumpta;
Outubro - Arminda S. Reis;
Novembro - Alexandre Osório.



Projecto Apêndice
Centro Comercial da Cedofeita, Loja n.º 100
Rua de Cedofeita, Porto

Próximos eventos:
“A chave para a magia”, de Carla Filipe (inaugura a 09 de Junho, sexta-feira pelas 17h30. Até 21 de Junho.

A 24 de Junho - Marco Mendes;
07 de Julho - Miguel Carneiro;
20 de Julho - Isabel Carvalho.