Links

Subscreva agora a ARTECAPITAL - NEWSLETTER quinzenal para saber as últimas exposições, entrevistas e notícias de arte contemporânea.



ARTECAPITAL RECOMENDA

Outras recomendações:

wanderings


Coletiva
Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa

Saga


Pedro Barateiro
Galeria Filomena Soares, Lisboa

Fifty-Fifty (50|50)


Noé Sendas Rui Calçada Bastos
Galeria Miguel Nabinho, Lisboa

O Gosto solitário de Gravar


Ana Galvão
Galeria Quadrum, Lisboa

História da Vida Privada


Pedro Valdez Cardoso
Galeria 111, Lisboa

A New perspective on Alexander M collection


Rui Macedo
Galeria Municipal Vieira da Silva, Loures

Sem destino a


Coletiva
FBAUL - Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Lisboa

Uma Fresta de Possibilidade. Duas Coleções em Diálogo


COLECTIVA
Fórum Eugénio de Almeida, Évora

Por que os peixes saltam por cima da superfície da água?


Oscar Holloway
Museu Geológico - LNEG , Lisboa

Secrets to Tell


Grada Kilomba
MAAT, Lisboa

ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 

share |

JORGE PINHEIRO

Jorge Pinheiro: D’après Fibonacci e as coisas lá fora




MUSEU DE SERRALVES - MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA
Rua D. João de Castro, 210
4150-417 PORTO

15 SET - 07 JAN 2018


INAUGURAÇÃO: 15 Setembro, 22h



Jorge Pinheiro: D´Apres Fibonacci e As Coisas Lá Fora

Um projeto de Cabrita Reis com Jorge Pinheiro


"D´après Fibonacci e as coisas lá fora” reúne pinturas, desenhos e esculturas do influente artista português Jorge Pinheiro (Coimbra, 1931). Baseada numa ideia de Cabrita Reis a convite de Suzanne Cotter, Diretora do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, a exposição será apresentada com desenho de instalação concebido pelo arquiteto Eduardo Souto Moura, Prémio Pritzker Prize 2011. A mostra dá sequência ao programa dedicado à obra de artistas relevantes do século XX desconhecida ainda de um público alargado fora de Portugal.

O diálogo estreito entre Jorge Pinheiro e Cabrita Reis conduziu à seleção de 80 obras datadas de períodos específicos do percurso de Pinheiro, desde os anos 1960 até ao presente, nos quais a pintura figurativa e as linguagens da arte concreta e da abstração concetual coincidem. A exposição inclui ainda uma nova escultura produzida especialmente para a exposição e o contexto da arquitetura do Museu, da autoria de Álvaro Siza. O catálogo que acompanha a exposição reproduz, além das obras expostas em Serralves, os cerca de 90 desenhos que integram uma exposição simultânea na Fundação Carmona e Costa, em Lisboa, contextualizadas por uma entrevista de Jorge Pinheiro conduzida por Cabrita Reis e um ensaio do poeta e crítico de arte João Miguel Fernandes Jorge.

As primeiras pinturas de Jorge Pinheiro - contemporâneas dos estudos em Pintura que concluiu em 1963, na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde estudavam também os arquitetos que viriam a integrar a chamada "Escola do Porto” - caracterizavam-se por uma figuração de pendor realista e um imaginário fértil em alusões ao panorama sociocultural de Portugal à época. Em composições fechadas e através de uma paleta restrita, as figuras e os espaços dessas obras iniciais refletem os silêncios e abandonos de um país subjugado pela ditadura.

Em 1966, e graças a uma bolsa da Fundação Gulbenkian, Jorge Pinheiro realiza uma viagem pela Europa que se viria a revelar fundamental para a inflexão do seu trabalho no sentido da abstração geométrica. Influenciado pelas pesquisas da Abstraccion-Création, pelas propostas da arte concreta, da shaped canvas e, particularmente, pelo pensamento estruturalista, Pinheiro expandiu o seu vocabulário formal e privilegiou, na pintura, no desenho e na escultura, a mecânica das chamadas "formas da expressão”, entendidas como os constituintes basilares da perceção visual.

No início da década de 1970, à presença de modulações geométricas e padrões de alto contraste cromático junta-se uma muito aturada exploração das noções de ritmo e de serialidade, cuja formalização evidencia o interesse do artista pelas áreas da música e do número, em particular pelo dodecafonismo de Schönberg e a série de Fibonacci.

Na viragem para os anos 1980, recuperando o espírito de comentário social, político e cultural das suas primeiras obras, desta feita complementado pelas mais diversas citações da história da pintura, Jorge Pinheiro volta a abraçar plenamente a figuração em telas cujo cunho pós-moderno antecipa e radicaliza alguns dos desenvolvimentos internacionais da década. A segunda década do presente século marca o regresso de Pinheiro à abstração da música e do número.