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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 

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JOSEF ALBERS NA AMÉRICA. PINTURA SOBRE PAPEL

Josef Albers




CAM - CENTRO DE ARTE MODERNA
Rua Dr. Nicolau de Bettencourt
1050-078 LISBOA

18 MAI - 01 JUL 2012


PRESS RELEASE

Primeira exposição da obra de Josef Albers (1888-1976) em Portugal. Albers marca o século XX na Europa e nos Estados Unidos, tendo ficado sobretudo conhecido pelas suas Homenagens ao Quadrado (Homages to the Square), que pintou entre 1950 e 1976, pelos seus cargos de professor (na Bauhaus, logo em 1925, no Black Mountain College, Carolina do Norte, a partir de 1933, como presidente do Departamento de Design na Yale University, entre 1950 e 1958), e pela publicação, em 1963, de um estudo inovador sobre a cor, The Interaction of Color.

São apresentados oitenta estudos a óleo sobre papel, alguns deles inéditos ou raramente vistos, que nos revelam um pintor sob o intenso fascínio da cor e das suas múltiplas associações: “Posso animar o cinzento mais sombrio,… gosto de fazer rica uma cor muito pobre, obrigar as cores vizinhas a tornarem-na bonita.” (Josef Albers)

Albers é um nome mítico da Bauhaus, escola a que esteve ligado como aluno e como professor, de 1920 até 1933, data do seu encerramento pelos nazis. Após o fecho da escola, Albers e a sua mulher Anni, também artista e professora na Bauhaus, vão para os EUA em resposta a um convite para formarem o departamento de arte no Black Mountain College.

A viagem para os EUA liberta o artista, “permitindo-lhe tornar-se um verdadeiro pintor”, como refere o curador da exposição Michael Semff. Albers deixou-se inspirar pela natureza intacta da América do Norte e pela arquitetura, escultura e arte têxtil pré-colombiana do México, que visitou pela primeira vez em 1935, que o conduziram a uma utilização de jogos de cores radiantes e voluntariosas, como nunca antes haviam sido vistos na pintura moderna europeia.

As pinturas sobre papel expostas organizam-se segundo três séries distintas: Kinetics (Cinética, onze trabalhos executados entre 1938 e 1946), Adobes (13 pinturas de 1948 e 1949), e Homages to the Square (Homenagens ao Quadrado), a mais famosa série de Albers, trabalhada entre 1950 e 1976, na qual intensifica ao máximo o efeito espacial da cor (de que se apresentam 55 trabalhos).

A exposição possibilita um encontro com o processo criativo de Albers, desde exemplos de aplicações de cores puras a estudos de variações cromáticas, com inúmeras anotações das cores experimentadas e dos seus fabricantes, até pinturas terminadas, prontas a serem executadas sobre platex, o suporte favorito do artista. A partir de 1940, Albers começou a aplicar a cor de um modo que se tornará característico do seu trabalho, preferindo aos tradicionais pincéis o uso de uma espátula com que espalha a tinta sobre o papel, criando com as espessas camadas “campos de cor de uma vitalidade quase táctil” (Michael Semff).

Aluno e professor na Bauhaus, Albers distanciava-se da arte expressionista alemã sua contemporânea, preferindo uma abordagem mais impessoal e abstrata da arte, sem por isso deixar de ser emotiva. Estudou a cor de uma forma simultaneamente apaixonada e metódica, tendo publicado The Interaction of Color (Yale University Press, 1963) que se mantém como texto de referência para os estudantes de arte.

A exposição foi organizada pelo Staatlich Graphische Sammlung de Munique e pelo Josef Albers Museum Quadrat, em Bottrop, terra natal de Albers, em estreita colaboração com a The Josef and Anni Albers Foundation, nos Estados Unidos. Anteriormente à sua apresentação no CAM – Fundação Gulbenkian, em Lisboa, e a seguir a Munique, onde inaugurou em Dezembro de 2010, a exposição viajou para o Josef Albers Museum Quadrat, para o Louisiana Museum, em Copenhaga, o Kunstmuseum Basel, e o Centre Pompidou, Paris (onde foi considerada entre as mais significativas exposições de 2012 em França pela revista Beaux Arts). Seguidamente a Lisboa, o ciclo de itinerância da exposição terminará, em Outubro de 2012, na Morgan Library & Museum, em Nova Iorque.

Curadoria: Heinz Liesbrock (Josef Albers Museum Quadrat Bottrop) e Michael Semff (Staatliche Graphische Sammlung München)