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O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.

 


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

Sirvo para que as coisas se vejam




CINEMATECA
Rua Barata Salgueiro, 39 LISBOA
1269-059 LISBOA

16 SET - 16 SET 2019


Ciclo Sophia de Mello Breyner Andresen: Sirvo para que as coisas se vejam
em colaboração com a Comissão das Comemorações do Centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen


Sessão inaugural | segunda-feira, 16 de setembro

18h
CORRESPONDÊNCIAS
de Rita Azevedo Gomes

com a presença de Rita Azevedo Gomes

21h30
SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
de João César Monteiro

O CONSTRUTOR DE ANJOS
de Luís Noronha da Costa

com a presença de Maria Andresen, Fernando Cabral Martins
e José Manuel Costa


:::


“Num dos teus ombros pousará a mão da sombra, no outro a mão do Sol”

Caminho da Manhã, in Livro Sexto de Sophia de Mello Breyner Andresen

Escritos sobre cinema por Sophia praticamente não existem, ou se existem, como alguém referiu, estarão perdidos num papel amarrotado que ainda não se encontrou. Porém, a ligação do cinema português à sua poesia é constante. E não é só nos filmes, é também em textos sobre cinema – João Bénard da Costa cita-a profundamente.
Por outro lado, a poesia de Sophia está carregada de luz. De luz e de sombra, que numa fúria ela transpõe para o “caminho puro e absoluto”. Não é difícil estabelecer a aproximação entre a imagem poética dos seus versos e a imagem cinematográfica. Poemas, textos e contos, oferecem, sem hesitação, uma forte imagem “cinematográfica”. É abrir um livro ao acaso e “ver” cada verso: Quando à noite desfolho e trinco as rosas…; ou quando sobre Alexandre da Macedónia diz: A luz bailava em roda de teus passos…; ou a que “aparece” ao ritmo de Onde – ondas – mais belos cavalos.
Sob este universo de sombra e de luz da obra de Sophia, e baseando-nos nas suas preferências cinematográficas, chegámos aos filmes do Ciclo. A escolha é diversa: filmes de Michael Powell e Emeric Pressburger, de Dreyer, ou de Noronha da Costa, ou de Bergman, de quem Sophia tanto gostava. Juntámos outros filmes que associamos ao universo de Sophia: O APICULTOR de Angelopoulos, LA MÉDITERRANÉE de Jean-Daniel Pollet, ou SICÍLIA! de Straub/Huillet. A única evidência nesta escolha foi ATLÂNTIDA, o filme de Pabst que a própria Sophia escolhera, quando, em julho de 1995, aceitou vir apresentar uma sessão das “Terças-feiras Clássicas” da Cinemateca.
Teremos ainda a oportunidade de revisitar o filme que João César Monteiro lhe dedicou, e filmes portugueses que, mais diretamente ou menos diretamente, com a sua obra se relacionam: o recentíssimo MAR de Margarida Gil e A VIAGEM de Jorge Queiroga.



Programa: http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?ciclo=1188&page=4