Links

Subscreva agora a ARTECAPITAL - NEWSLETTER quinzenal para saber as últimas exposições, entrevistas e notícias de arte contemporânea.



ARTECAPITAL RECOMENDA


Outras recomendações:

JOÃO PAULO FELICIANO


Xabregas City
Ar.Co Lisboa, Lisboa

Podem os agentes artificiais criar arte?


Mark Coeckelbergh
TRIENAL DE ARQUITECTURA DE LISBOA, Lisboa

Tempo sem Espaço, Espaço sem Tempo


Rui Chafes
,

Outubro: a Revolução nas Artes Visuais


Visita orientada por Sofia Nunes
Museu Coleção Berardo, Lisboa

Um Céu de Folhas


Visita Guiada com os Artistas
Parque Dom Carlos I, Caldas da Rainha

Jonas Mekas


Cinema na Linha de Fogo
Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto

Almada e a matemática


Ciclo de conferências
FBAUL - Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Lisboa

Memórias, Resgates e Riscos


Conversa com Grada Kilomba
Hangar - Centro de Investigação Artistica, Lisboa

EMPIRE


Andy Warhol
Cinemateca, Lisboa

A IMPORTÂNCIA DE SER PAUL B. PRECIADO - ARQUIPÉLAGO


Miguel Bonneville
Negócio ZDB, Lisboa

ARQUIVO:

O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.

 

share |

JOÃO MIGUEL FERNANDES JORGE

Longe do Pintor da Linha Rubra




FUNDAÇÃO CARMONA E COSTA
Rua Soeiro Pereira Gomes, Lote 1- 6º A e D, Edifício de Espanha (Bairro do Rego)
1600-196 LISBOA

22 ABR - 22 ABR 2017


LANÇAMENTO DE LIVRO: 22 Abril, 18h



Lançamento "Longe do Pintor da Linha Rubra"
de João Miguel Fernandes Jorge


:::


João Miguel Fernandes Jorge

Poeta, prosador e crítico artístico, licenciado em Filosofia, desenvolveu também a atividade docente. Estreia-se na poesia com o volume Sob Sobre Voz , onde joga, de forma inquietante, com a não referencialidade de uma palavra que se situa na contiguidade com o indizível. Ou seja, nas palavras de Joaquim Manuel Magalhães, a perturbação gerada na leitura da sua poesia decorre da nossa formação ocidental, pela qual se torna "difícil de abdicar de um real para o qual as palavras não apontem" ("alguns descobriram que dizer barco não é arrastar à palavra um barco ou dizer aos outros que um barco está ali, mas revelar um local onde um barco não está, onde a memória dele se tornou uma música de fonemas em que desaparece o barco e o homem descobre a solidão que é dizer barco sem um barco ser. Este trabalho silencioso de captação da ausência percorre a obra de João Miguel Fernandes Jorge." (cf. MAGALHÃES, Joaquim Manuel - Os Dois Crepúsculos , Lisboa, A Regra do Jogo, 1981, pp. 224-225), ou, nas palavras do próprio autor: "O que me faz escrever este poema/não são as coisas: terra céu astros./A saber: estendo a mão: e/o mundo reconhece-a encontra a/memória onde repousa e se transforma./... Não sonho palavra sonho barco." ("Para outro texto", in Vinte e Nove Poemas , Lisboa, 1978). Confirmadas nos volumes que integram a sua Obra Poética , estas linhas de leitura remetem, segundo Fernando Guimarães, para um processo de "microrrealismo", pelo qual a "linguagem tende a testemunhar a evidência do conhecimento", ao mesmo tempo que as imagens ou metáforas se constituem como "núcleos de natureza conceptual": "João Miguel Fernandes Jorge parece fazer apelo à possibilidade de a linguagem se afastar de dois caminhos, o da metáfora e o da imagem, em que a poesia moderna tanto se fixou desde os finais do séc. XIX, privilegiando, antes, os caracteres apagadamente distintivos dos "sinais" ou, se se quiser, dos signos (...)", o poema fragmentando-se "através de múltiplas reminiscências, de uma linguagem desfocada, de uma disponibilidade subjetiva nem sempre previsível, de uma visão fluida da realidade e da natureza, de uma dispersão de significados às vezes percorridos por referências culturais ou de índole meramente circunstancial que, apesar de um descritivismo a que não raro se mantém fiel, se tornam dificilmente reconhecíveis. (...) A linguagem torna-se dispersiva, residual, e a consciência de que ela é inquestionável ou opaca a um possível significado" (GUIMARÃES, Fernando - A Poesia Portuguesa Contemporânea e o Fim da Modernidade, Lisboa, Caminho, 1989, pp. 113-114). A publicação de Crónica , em 1977, inaugura na sua bibliografia uma outra estratégia discursiva, que parte da colagem de textos e motivos históricos com acontecimentos reais e míticos e com conteúdos subjetivos.

João Miguel Fernandes Jorge in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-04-20 13:36:46]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/$joao-miguel-fernandes-jorge