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<title>Críticas artecapital.net</title>
<description>A Revista da Arte Contemporânea</description>
<link>http://www.artecapital.net/</link>
<language>pt-pt</language>
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<title><![CDATA[COLECTIVA | Para o cego no quarto escuro à procura do gato preto que não está lá]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=286</link>
<description><![CDATA[A minha primeira visita à exposição (fui lá duas vezes) foi importunada por uma inesperada visita guiada; à entrada não me apercebi que aquele grupo me iria perseguir no meio da arte – por muito que apressasse o passo e a atenção, que descurasse salas atrás de salas para depois lá voltar, acabava sempre acompanhado, de perto, por uns fugitivos, de longe, pela voz da guia, que se interpunha na experiência, e que, digamos, como uma lanterna, ia iluminando a escuridão peça a peça. <br> <br>Acontecer uma visita guiada numa exposição com este carácter parece ser paradoxal, pois o pressuposto conceptual do comissário era o de querer proporcionar uma experiência que não fosse espartilhada pela informação. Quer dizer, Anthony Huberman, defende que a informação constrange a liberdade do espectador, e que, ao contrário, a confusão e o não-conhecimento estimulam a curiosidade e a mudança, como se pode ler no ensaio solteiro do catálogo da exposição (objecto muito elogiado, mas quanto a mim algo maneirista, com demasiados tiques inconsequentes); confusão e não-conhecimento estimulam, diria eu, a <i>potência</i> de cada peça. E a guia, como é suposto e bem, ia debitando informação sobre peças e artistas, e por proximidade e convivência, a escuridão ia-me sendo negada. <br>]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2010-07-29</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[Para o cego no quarto escuro à procura do gato preto que não está lá]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[Colectiva | This is my Condition]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=285</link>
<description><![CDATA[Numa altura em que já não cremos em meta narrativas (ou talvez sim) e já depois do choque inicial com aquilo que se pode denominar de modos culturais dominantes, a Galeria Filomena Soares apresenta uma exposição que vive e apresenta um tipo de pós existência que é o contexto em que questionamos valores absolutos mas em que sabemos não ser possível viver totalmente sem os mesmos.  <br> <br>A exposição intitula-se “This is my Condition” e é uma colectiva com os artistas Slater Bradley, Ryan McGinley, Ryan McNamara, Jack Pierson e Ryan Trecartin, com curadoria de Alexandre Melo. <br> <br>A mostra divide-se em dois momentos. Na primeira sala apresenta uma enorme <i>blackbox</i> com um vídeo de Slater Bradley que é antecedido por fotografias sobre as quais o artista interveio graficamente e na segunda sala expõem-se vários trabalhos de McGinley, McNamara, Pierson e Trecartin e também de Slater.]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2010-07-19</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[This is my Condition]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[Vasco Araújo e Javier Téllez | Mais que a Vida]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=284</link>
<description><![CDATA[Identidade. É de identidade que nos fala “Mais que a Vida”. A nossa identidade como espectadores/<i>voyeurs</i> <br>das obras expostas, a identidade das personagens retratadas por Vasco Araújo e Javier Téllez. É esse um dos pontos em comum nos dois artistas: as questões que levantam sobre a identidade, o género, a normalidade ou o nosso lugar na sociedade.  <br> <br>Em “Far de Donna” Vasco Araújo apresenta-nos o mito edipiano através de uma mãe muda e de um filho contratenor que emprestam corpo e história ao mito. Em “Mulheres de Apolo” o artista invade a sala dos Alunos de Apolo para construir uma história sobre os desejos das mulheres e o que pensam dos homens com quem se relacionam, explorando o estereótipo da mulher de meia-idade solteira ou divorciada de classe média que deseja acima de tudo voltar a casar. Se em “Far de Donna” Vasco Araújo questiona a identidade familiar e os seus laços, em “Mulheres de Apolo”, põe em causa a identidade de género e de classe social. Em ambos, apropria-se de uma linguagem semelhante à do documentário para, na realidade, construir uma ficção, baralhando o espectador e cruzando as fronteiras entre os dois géneros cinematográficos. ]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2010-07-01</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[Mais que a Vida]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[COLECTIVA | Les Promesses du passé, Une histoire discontinue de l’art dans l’ex-Europe de l’Est]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=283</link>
<description><![CDATA[Após a queda do Muro em Berlim, que levaria à dissolução da União Soviética e, por consequência do Bloco de Leste, à desintegração da Jugoslávia e às guerras devastadoras, surgiram várias exposições que trataram os assuntos relacionados com as novas relações geopolíticas e tentaram captar o espírito da mudança. Entre elas, a ambiciosa “After the Wall: Art and Culture in post-Communist Europe”, comissariada por Bojana Pejic na Moderna Museet em Estocolmo ou a mais apreciada em termos críticos, “Blood and Honey: The Future’s in the Balkans” de Harald Szeeman (The Essl Collection, Viena). Se a primeira explorava as problemáticas e supostamente obsoletas dicotomias políticas (a divisão da Europa na região de Leste e Oeste) , a segunda apresentava-se como uma das maiores e mais abrangentes exposições a incluir as Balcãs nas suas margens mais imperceptíveis, sugerindo a forte relação entre a arte e o contexto sociopolítico e cultural da região. Aliás, como o artista turco Huseyin Alptekin disse uma vez: “Balkan is a bloody honey, good for Western hungover after a completion party of over-cooked cartographic folklore crime symposium, recommended with yogurt.” <br>Creio que a frase não necessita de tradução.]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2010-06-20</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[Les Promesses du passé, Une histoire discontinue de l’art dans l’ex-Europe de l’Est]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[JOÃO PENALVA | Pavlina e o Dr. Erlenmeyer]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=282</link>
<description><![CDATA[João Penalva tem trabalhado ao longo da sua carreira muitas vezes sobre os ambientes e sobre a memória de uma forma que poderíamos considerar quase antropológica ou arqueológica nas sua pulsão primeira. Mas há muito pouco de pulsão e muito de trabalho árduo, pensamento aprofundado e investigação na sua obra. Em “Pavlina e o Dr. Erlenmeyer”, apresentada na Chiado 8, Penalva fá-lo novamente conseguindo um ambiente sensorial extraordinariamente envolvente e perturbador. <br> <br>Nesta exposição, Penalva consegue uma coerência formal e de significado brilhante, através de uma associação de ideias entre todos os objectos expostos e o filme apresentado, partindo da personagem do Dr. Erlenmeyer. É quase um jogo. O Dr. Erlenmeyer foi um químico nascido em 1825 que entre outras coisas, estudou o conceito de valência que é a base do naftaleno. O naftaleno ou naftalina, é a base daquelas bolas que podemos encontrar nos armários dos nossos pais cujo cheiro afasta as traças. Traças de que fala o filme “Pavlina” e que come os tecidos. A partir daí todos os objectos existentes no espaço expositivo se relacionam entre si sob este tema. ]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2010-06-12</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[Pavlina e o Dr. Erlenmeyer]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[ALEXANDRE ESTRELA | Viagem ao Meio]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=281</link>
<description><![CDATA[“Viagem ao Meio” é o título da nova exposição individual de Alexandre Estrela e o resultado de uma série de residências concretizadas em diferentes pontos geográficos, ao longo de dois anos, com a produção da Galeria Zé dos Bois. Locais tão distintos como Timor, Bretanha ou Açores fizeram então parte do itinerário desta longa viagem, partilhada com o curador Natxo Checa, servindo também de “paisagens” para a realização de cinco instalações que constituem a presente mostra. <br> <br>Quem visitar a exposição há-de encontrar, logo à entrada da ZDB, colado na parede junto à bilheteira, um poster de médio formato que apresenta um desenho sob fundo branco. Cinco circunferências concêntricas, cada uma desenhada dentro da outra, formam uma moldura, que enquadra um espaço preenchido até à exaustão por uma série de outras circunferências não concêntricas, sobrepostas e a escassa distância entre si. ]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2010-05-27</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[Viagem ao Meio]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[ANDRÉ CEPEDA | André Cepeda]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=280</link>
<description><![CDATA[Os últimos trabalhos de André Cepeda convergem para um desvio formal e processual do corpo de imagens que tem vindo a apresentar nas exposições que vem realizando nos últimos dez anos: o preto e branco, até aqui inédito, para começar; o instantâneo da Polaroid, como base. <br> <br>No decorrer do seu projecto anterior, recentemente apresentado em livro (<i>Ontem</i>), Cepeda embrenhou-se num nível habitualmente oculto de um tecido urbano que lhe é familiar – a cidade que habita, o Porto – na procura de um aprofundamento de relações de reconhecimento e identificação daquele meio, quer pela cartografia visual do território, quer pela sua contextualização social. Fotografou lugares e pessoas que, tendo estado sempre tangenciais ao seu próprio quotidiano, lhe escapavam, resistentes a um olhar mais atento, exploratório, sem que por isso se pretendesse invasivo. <br> <br>As imagens que registou e apresenta em livro preservam a cada momento a dignidade de quem consentiu partilhar a intimidade com o fotógrafo. A sensibilidade do registo superando a crueza do contexto e a dureza das vidas, anulando-se, assim, um potencial voyeurista que uma abordagem deste tipo facilmente exploraria. Este projecto implicou por parte do artista uma deambulação concentrada e sistemática por áreas menos expostas e tradicionalmente menos favorecidas da cidade do Porto. O processo seria, como lhe é habitual, o de um tempo distendido que lhe permitisse aproximar-se e, ao mesmo tempo, olhar sóbria e distanciadamente o seu objecto de estudo.]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2010-05-19</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[André Cepeda]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[THEO VAN DOESBURG | Van Doesburg and the International Avant-Garde: Constructing a New World]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=279</link>
<description><![CDATA[Nesta exposição patente na Tate Modern, que tem por base o trabalho de Theo Van Doesburg, podemos ver não apenas obras suas, como de vários artistas com quem trabalhou ou partilhou afinidades artísticas e culturais, nomeadamente os membros do grupo De Stijl que começou em 1917 com uma revista. <br> <br>Este movimento artístico aproxima-se do abstraccionismo geométrico e abarca a pintura, escultura, arquitectura, design e decoração e incluiu artistas como Piet Mondrian, Gerrit Rietveld, Hans Richter, Vilmos Huszár, entre outros. Embora tenha sido um movimento que abrangeu tantas áreas e com artistas tão profícuos, não é um movimento que tenha grandes repercussões nos nossos dias. Mesmo Piet Mondrian que é talvez o artista mais conhecido e apreciado, é sempre referenciado como um pintor abstraccionista e ele próprio nomeou o seu estilo de Neoplasticismo. No entanto, podemos ver que Mondrian e Van Doesburg partilhavam a mesma matriz artística. <br> <br>Theo Van Doesburg, nasceu Christian Emil Marie Küpper em Utrech na Holanda em 1883 e morreu em 1931. Adoptou para a sua carreira o apelido do seu padrasto. Foi um artista versátil, professor na Bauhaus, mas ficou mais conhecido como pintor e fundador do movimento De Stijl. <br>]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2010-05-13</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[Van Doesburg and the International Avant-Garde: Constructing a New World]]></dc:subject>
</item>
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<title><![CDATA[MICHAEL RAKOWITZ | The worst condition is to pass under a sword which is not one’s own]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=278</link>
<description><![CDATA[Michael Rakowitz nasceu em 1973, em Great Neck Nova Iorque, mas conta já com inúmeras exposições, prémios e livros publicados. É um artista que demonstra sempre nos seus trabalhos um grande <i>engagement</i> político e social e as obras expostas na Level 2 Gallery da Tate Modern em Londres confirmam-no mais uma vez. <br> <br>A Level 2 Gallery, é uma galeria mais pequena, situada no exterior norte do edifício da Tate Modern que é comissariada pelos assistentes do comissário do museu e alberga normalmente exposições de jovens artistas internacionais menos conhecidos e mais experimentais ou ousados. <br> <br>O projecto que Rakowitz apresenta nesta galeria cumpre estas premissas. Centra-se no monumento <i>Swords of Q&#257;disiyyah</i> em Bagdad, um arco triunfal construído em 1989 e também conhecido como <i>Hands of Victory</i>. Este monumento consiste em duas mãos, uma de cada lado de uma estrada, que seguram espadas que se cruzam em cima, formando um arco triunfal. ]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2010-04-30</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[The worst condition is to pass under a sword which is not one’s own]]></dc:subject>
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<title><![CDATA[ROBERT LONGO | Robert Longo, Uma Retrospectiva]]></title>
<link>http://artecapital.net/criticas.php?critica=277</link>
<description><![CDATA[Robert Longo nasceu em 1953, em Brooklyn, Estados Unidos e realiza exposições individuais e de grupo desde 1976. Em 1990 aventura-se por territórios cinematográficos com o filme “Johnny Mnemonic” e dificilmente faria o tipo de arte que faz se tivesse nascido noutro país. Robert Longo é provocador e irónico de uma forma directa como só os artistas americanos conseguem ser.  <br> <br>Ao entrarmos na zona da exposição patente no Museu Berardo, somos imediatamente presenteados com o que são provavelmente, as suas melhores obras aqui expostas: um tríptico da série “Men in the Cities”, “Sem título (3 Erics)”, 1980/2000, o tubarão “Sem título (Shark 14)”, 2008 e “Sem título (Cathedral of Light)”, 2009. Ficamos logo extasiados perante o poder impactante e até intimidante de tais trabalhos. Mas a retrospectiva é anunciada logo à entrada do Museu Berardo com a obra “Death Star”, 1993, uma bola dourada construída a partir de balas, suspensa de uma cruz de traves, que anuncia e promete o impacte da retrospectiva.  <br> <br>Longo é um artista muito gráfico que facilmente imaginamos como ilustrador de comics da Marvel. Tem aliás uma série chamada “Superheroes”, 1998, que versa precisamente esse assunto. Podemos ver também esta vertente gráfica em “Men in the Cities”, que é a sua série de obras mais conhecida e também uma das mais brilhantes. Homens e mulheres em posições que nos parecem absurdas como se estivessem a sofrer espasmos. Para os desenhar, Longo recrutava amigos e atirava-lhes bolas de ténis, e no preciso momento em que eles se desviavam, tirava uma foto que servia de base ao seu desenho. O resultado é uma lição de movimento e dinâmica.  <br>]]></description>
<dc:creator>artecapital.net</dc:creator>
<dc:date>2010-04-21</dc:date>
<dc:subject><![CDATA[Robert Longo, Uma Retrospectiva]]></dc:subject>
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