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PEDRO PROENÇA

LIZ VAHIA


 

O discurso pontuado de riso (aqui nesta entrevista mantivémos os risos mais estridentes), é uma das características da sua personalidade, reconhecível a qualquer um que já tenha tido o prazer de falar com ele. Com exposição marcada para o próximo mês na Casa-Atelier Vieira da Silva, onde vai apresentar parte da sua família de personagens, Pedro Proença guia-nos ao longo do seu percurso pela banda desenhada, as experimentações tipográficas, as apropriações de montagens expositivas alheias e a possibilidade do “fake” no virar de cada tema. Um mundo de manifestos e manifestações visuais, de paródias sérias e deslizes libertadores.


Por Liz Vahia


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LV: A 24 de Maio vai inaugurar na Casa-Atelier Vieira da Silva a tua próxima exposição, intitulada “Antologia de Artistas”. Estes “artistas” são na realidade personagens criadas por ti, “uma espécie de heteronomia literária e visual” como se diz no texto de apresentação. Podemos começar a falar de ti a partir dessa multiplicidade de pessoas?

PP: É uma questão quase mimética e ao mesmo tempo tautológica! Acho que personagens é a melhor maneira de começar, embora elas sejam um bocadinho indefinidas. Há muitos anos, acho que no final de 1986, comecei a desenvolver uma hipótese de exposição com uns amigos meus e a certa altura fomos criando uma série de personagens. Claro que cada um tinha uma versão diferente das personagens, mas eu comecei a escrever e criei teorias diferentes para algumas das personagens. Acho que foi há cerca de 10 anos ou mais que comecei a passar isso para o visual e a publicar algumas coisas. Tinha a Sóniantónia e a Sandralexandra, que já tinham publicado umas coisas num sítio qualquer (em princípio este ano vai sair também um livro que são as cartas de amor da Sandralexandra). Tinha essas personagens e outras que começaram a surgir mais tarde (houve uma altura em que não surgiu nada), e quando comecei a contar tinha aí uns 20 blogs associados. Não eram todos de personagens, estas eram umas 7 ou 8, mas cada uma proporcionava uma maneira de escrever distinta, uma maneira de ver as coisas um bocadinho diferentes. E mais recentemente, neste verão, resolvi juntar as coisas que escrevia, os livros que fazia. Isto dos livros começou há 4 anos atrás. Tinha uma exposição marcada também com os mesmos amigos de há 30 anos, que não se chegou a fazer, mas que se ia chamar “KWZ”, em resposta ao “KWY”, e cuja ideia era criar um "fake" de qualquer coisa de finais dos anos 1950/60, em Coimbra, ligado mais à poesia experimental, poesia visual... Comecei então a fazer uma série de livros com 2 ou 3 personagens, sendo uma o Jorge Judas, outra a Bernardete Bettencourt – JJ, BB! (risos) E tinha já outras personagens. E há quase 1 ano, o Manuel João Vieira de repente diz-me "vamos fazer umas coisas tipo arte conceptual", assim a brincar. Eu cheguei a casa e comecei a fazer imensos livros e isso foi o que deu origem à exposição. Entretanto, vou desenvolvendo cada vez mais as várias personagens e, como hoje em dia não se publica e não se vende mesmo, é uma maneira de ter uma espécie de portefólio online. Tenho colocado coisas no issuu e de repente já tenho 85 livros!
No fundo, o que eu faço nesta primeira exposição é aparecer com uma personagem mais... líder, e fazer uma articulação com outra personagem. Elas confundem-se um bocadinho e isso tem a ver comigo, pois ao mesmo tempo são partes do meu nome. Fui percebendo que já tinha muitas coisas literárias, aforísticas, que podia trabalhar, inventar... Então fui criando biografias. Há uma das personagens, o Pierre Delalande, que se constrói a partir de outras pessoas, que vai falando de autores, dos seus antepassados (os Delalandes), criando assim uma espécie de biografia. A ideia é um pouco gerar falsas memórias, mas que são assumidamente falsas, e a partir disso autoconstruir – ou construir-se a partir das falsas memórias que se vai criando.
Esta “Antologia de Artistas” é assim uma espécie de introdução a este mundo que será depois concretizado de uma forma mais sistemática a 14 de Outubro na exposição na Fundação Eugénio de Almeida, onde vou ter 6, 7 ou 8 artistas, um por sala.


LV: Essas personagens vão continuando contigo? Vais trabalhando nelas?

PP: Serializam-se. A última exposição que tive foi do John Rindpest, de quem já fiz vários livros e que ainda continuo a fazer. Neste caso, trata-se de criar espaços que são falsos, mas que se podem tornar verdadeiros. Aproprio-me de estruturas que já existem, de montagens de exposições, e depois estico as grades, as molduras, mudo um bocado o espaço ou então limpo tudo. Estes são espaços falsos, mas que se podem vir a tornar verdadeiros. Trabalhar com um espaço que já contém coisas provoca-me cliques que à partida não aconteceriam se eu tivesse um espaço em branco. Surgem-me coisas muito divertidas, espontâneas, com um ar mais ou menos rigoroso. É uma técnica que a certa altura posso aplicar a tudo: a jardins, a museus que já existem,... É tudo uma questão de fotografar ou arranjar imagens que já existem. Tem a ver com o "fake", com a teoria de um falso a partir do qual se constrói um verdadeiro. Ou de fraude! Fraude que se torna autenticidade.
Criei um manifesto a partir de um texto muito engraçado sobre tradução escrito em inglês do Fernando Pessoa, e que eu já citei várias vezes, em que ele diz duas coisas que são extraordinárias e que eu gosto de citar: uma, é que se uma interpolação de um texto sagrado for inspirada, é tão legítima como o texto sagrado; a segunda, é fazer paródias sérias de coisas. Bom, neste caso considerar a tradução como uma espécie de paródia. Pode ser uma paródia séria ou uma tradução da mesma língua, melhorando textos que já existem. Estas coisas que são um bocadinho jocosas podem ser utilizadas como uma ferramenta teórica para fazer trabalhos.


LV: O teu trabalho é uma espécie de materialização dessas paródias?

PP: Eu acho que sim! Este é o meu trabalho mais "conceptual", se bem que o outro não é muito diferente. Desde que faço instalações, ou até mesmo antes, há sempre uma preocupação de haver uma exploração do meu mundo literário, de pensamento ou teórico. Desde que comecei como artista que escrevo imenso. Por exemplo, nos anos 1980 escrevi centenas e centenas de páginas de teoria. Algumas surgiam em icebergs e depois acoplavam-se. Se por um lado, há a teoria, por outro lado há as ficções, e há a poesia que se articula também com estes géneros, sendo jogos de palavras um pouco dentro da tradição duchampiana. Tudo isto já aparecia às vezes como piadolas nos bonecos ou nos títulos, aqui neste últimos trabalhos aparece se calhar com um ar mais nu. 
Eu costumo dizer que sou a pessoa que mais manifestos escreveu. Quando digo isto refiro-me a 2 mil páginas de manifestos! (risos) Considero já o manifesto como um género literário, quase a par do romance. A certa altura não há uma grande diferença entre os dois. Obviamente, quando se fala da criação de manifestos pensamos logo nos mais emblemáticos: no do Marx, nos artísticos, no do movimento simbolista e sobretudo no dos futuristas. Depois o dadaísmo transformou os manifestos numa coisa já completamente autónoma, que já não se sabe muito bem se é poesia, se é uma coisa a descambar, se são frases provocadoras... 
Há coisas que têm um lado de urgência, que são uma espécie de memorandos para se irem fazendo. Mas são ao mesmo tempo uma espécie de estado de auto irrisão e de auto paródia que não serve muito para legitimar, serve antes para uma pessoa criar uma espécie de contexto, que me parece que vem não de uma tradição filosófica mas sofistica, sobretudo enunciada pelo Górgias, e que propõe: quando nos dão uma coisa séria, nós fazemos uma paródia, e se vêm com uma coisa a gozar, nós damos um lado muito sério. Isto cria sempre um certo deslize, uma certa instabilidade de sentido e uma certa perplexidade, mas faz parte de uma espécie de desconstrução libertadora da nossa experiência na vida. Acho eu!


LV: Esse teu lado literário vai a par com o teu lado mais gráfico?

PP: Quando digo que "há um lado literário" estou a implicar também uma componente performativa. Estas coisas surgem como há outras coisas que me interessam igualmente. Houve um lado meu também ligado à música, por exemplo. Na altura fiquei obcecado com fazer música, mas não acho que tenha sido um grande criador musical.


LV: Há muitas referências à cultura clássica nos teus desenhos.

PP: Há, e não é por acaso. E tem a ver com a minha infância. Lembro-me – e isto não é nada de extraordinário – que uma das coisas de que eu mais gostava quando era miúdo era de ler mitologia. Acho que o primeiro livro que me deram foi de mitologia egípcia. Fiquei viciado em mitologia e por volta dos 8/9 anos já sabia a mitologia grega toda de cor. Não acho isto nada estranho, hoje poderia ser o Harry Potter. Na realidade, eram livros de historinhas, pois os gregos eram formados com historinhas e eram as amas que as contavam. Eram histórias que faziam parte da formação de cada um e a mim ficou-me um bocadinho disso.
Para além das culturas mais antigas, houve outras coisas que me interessaram. Toda a História, quase sem excepção, e de todas as culturas, não é só a do mundo ocidental, me interessaram de alguma maneira. Digeri-las às vezes é que é mais complicado, mas eu vou tentando. Interessam-me também as línguas, cheguei a aprender sânscrito a certa altura, na universidade; interessam-me os romances chineses... Depois com isto vou criando uma espécie de cultura paralela, falsos filósofos.
Este trabalho que eu faço para a arte faço também para outras coisas, por exemplo, vou criando antologias de poesia suméria! (risos) Depois estas coisas de alguma maneira transformam-se em livro. Tenho aí muito material!


LV: Começaste a fazer banda desenhada muito novo. Era já uma linguagem que combinava uma parte gráfica com uma parte literária, digamos assim.

PP: Comecei a fazer muita banda desenhada muito jovem e cheguei a ser convidado, ainda antes do 25 de Abril, para uma galeria de arte, a Quadrante. Ainda lá tive umas coisas expostas e iam entrevistar-me seriamente quando se deu o 25 de Abril. Comecei também a ilustrar coisas relativamente novo, devia ter 14 anos, para um jornal de extrema esquerda, que era o Gazeta da Semana, onde fiz duas a três coisas. Andava por lá, fazia bonecos, cortava coisas... Mas o engraçado da banda desenhada era o facto de ser já uma forma de literatura. Tinha, e ainda tem, um lado literário nalguns casos extraordinário. Eu acho que a minha geração viveu com um certo sentido de humor a construção do mundo. A minha própria relação com o período revolucionário tinha um lado de banda desenhada qualquer. Este é um aspecto que eu acho que nos ficou, uma espécie de entusiasmo, uma certa excitação associada a um lado de possibilidade. Contestávamos tudo como se fosse quase um jogo, uma experiência de retórica, a ver o que é que dava. Acho que esta atitude passou para um grande número de pessoas da minha geração. Depois, se calhar, não sei se deu grandes coisas em termos de resultados na vida, mas é quase incontornável falar disso.


LV: Parece também que tens uma relação permanente com as tipografias. Por exemplo, o teu nome no cartaz da “Antologia de Artistas”, está todo entremeado de sinais gráficos, pontuações...

PP: Eu sempre tive um ódio ao design gráfico! (risos) Hoje em dia não, mas antes, quando estava nas Belas Artes, odiava aquele trabalho muito meticuloso, muito acabadinho. Mas sempre gostei de letras. Houve uma altura que me apeteceu tentar fazer uma fonte, personalizar um bocadinho. As primeiras experiências foram um bocadinho frustrantes. Obviamente, trabalhei com métodos muito pouco ortodoxos (e outros mais certinhos) e a certa altura já não pensava noutra coisa. Andei dois ou três anos em que ia na rua e não conseguia ver senão letras. Fiz fontes que eram completamente adaptações de coisas que já existiam, nada de especial. Mas estava sempre cheio de ideias: amarroto, depois corto, depois faço colagem, depois crio umas que se esticam de uma maneira ou de outra... É todo um processo de metamorfose que é muito parecido com a experiência que eu tive com o fazer música. São famílias de coisas, têm uma certa construção. Além disso, era uma possibilidade que se me abria de fazer coisas a que outras pessoas não tinham acesso (risos). A certa altura considerei também que as imagens, ou as figuras ou determinadas formas, funcionavam como alfabetos e que podia usá-las para compor da mesma forma. Não só chego a uma ideia de combinatória muito alargada com as fontes, mas também com as imagens que existem e a maneira como se pode fazer corte e costura. A ideia de uma montagem generalizada tornou-se uma ferramenta muito prática para mim. 
A utilização do scanner foi outra coisa que eu trabalhei durante alguns anos. Além das deformações que faz, posso atirar tudo para o scanner. Sobretudo gosto de combinar coisas que não têm nada a ver umas com as outras, coisas que estão nas gavetas com coisas que estão no lixo... E às vezes podem ser fotografias ou mesmo o próprio corpo. Todas estas possibilidades que aparecem são caixinhas que se abrem e que se desligam, que se confundem e que se metamorfoseiam... e que me excitam imenso!


LV: Como é que seria o teu espaço de trabalho ideal?

PP: Eu gostaria que o meu espaço de trabalho fosse um enorme atelier! Com imensa gente a fazer coisas. Se bem que eu ache que o trabalho de artista é uma coisa de intimidade, quase de meditação ou de bater com a cabeça nas paredes. Mas na situação actual esse espaço é impossível. Acho que nós, os artistas portugueses (ou pelo menos a grande maioria, deve haver 3 ou 4 que se tenham safado) sofreu com o desastre que foi esta crise toda. Tudo contribuiu para a queda do mercado: as leiloeiras, os clientes com ânsia de vender... Temos agora que começar a recuperar uma confiança, porque o que aconteceu foi completamente absurdo e afectou sobretudo as gerações mais novas. Na minha geração, as pessoas que estavam a trabalhar continuaram a trabalhar, continuaram a mostrar da melhor maneira possível o seu trabalho. Mas houve aqui duas catástrofes: uma catástrofe económica, que tem a ver com o paradigma do mercado em que as pessoas de classe média deixaram de poder comprar – hoje em dia compram pessoas que são sobretudo investidores e pensam em termos monetários, "vou comprar para depois vender", em vez de haver uma classe instruída de compradores; e depois há um drama em questões de formação, legitimação e divulgação, que é a não existência de um espaço onde se escreve e onde se fala sobre arte. De repente este espaço ou é inexistente ou está oculto (porque ainda há coisas que se fazem, algumas delas académicas). Existe a figura do curador, que tem a sua utilidade - discutível, mas tem a sua utilidade -, mas a actividade de crítica de arte queixa-se que não tem espaço nos jornais, e quando têm é muito pouco, há semanas que não sai nada, saem assim umas coisinhas. A certa altura quem trabalha não se sente motivado. É verdade que há muito mais artistas - e isso é bom - e não podemos dizer que o mercado desapareceu, mas este está muito incipiente, há que trabalhá-lo e sobretudo há que trabalhá-lo de forma mediática.


LV: Há então um trabalho necessário da parte da crítica de arte, para a situação actual?

PP: Revistas de arte não há, e isso era o mínimo. Ou seja, haver uma revista de arte em Portugal (há outras fora do país) que dê conta do que se passa, senão os artistas estão a fazer um trabalho invisível e que fica descontextualizado. Nós tivémos a sorte, quando apareceu o CCB e Serralves, de percebermos que houve trabalho que pessoas andaram a fazer e que ninguém sabia e que ficou agora registado em catálogos. Percebemos que de facto havia coisas muito mais interessantes do que aquilo que se conhecia, mas hoje em dia continuamos a perpetuar um lado oculto. Isto para os artistas, como para outras pessoas, é afectivamente muito duro! (risos) Estarem a trabalhar num projecto, fazerem uma inauguração, verem-se uns aos outros na inauguração e depois nos outros dias não ir ninguém (ou não ir quase ninguém). O trabalho depois tem uma existência ridícula! (risos)


LV: Essa não existência de uma crítica de arte em jornais diários é responsável pelo facto de não existir uma classe média interessada em arte?

PP: Os media não são todos a mesma coisa, mas eu acho que era importante que houvesse alguém que falasse sobre arte para as pessoas, seja de que maneira for, pode ser através do cinema. Hoje em dia há os filmes documentais, que até estão na moda e que não são muito difíceis de fazer, e que funcionam como uma espécie de catálogo mais vivo.
Tudo melhora e piora. Por exemplo, quando eu comecei qualquer exposição que houvesse se escrevia sobre ela. Obviamente, não havia tantas exposições como há hoje. Hoje a situação é muito melhor, existem não sei quantas instituições, há muito mais disponibilidade. E como há tantas coisas, os poucos que escrevem sobre arte, que são meia dúzia se tanto, não chegam para dar conta do recado. Se há 50 ou 60 exposições à vista, não dá! Isto é quase lamentável e é muito desmotivante. A coisa mais importante, em qualquer actividade, não só a artística, é de facto o entusiasmo, isto é, haver uma motivação. Eu arranjo estas maneiras de me entreter, que é ir fazendo livros, ir espalhando, ir publicando, fazendo ilustração também, etc., etc. Eu no meio disto não desanimo tanto! (risos)


LV: Para ti fazer livros é darem-te um espaço para expores?

PP: São espaços sim e as memórias que ficam dos livros é como se fossem memórias de exposições. É uma experiência extraordinária, porque estão sempre a surgirem-me coisas novas! (risos) E não é muito difícil para mim, com esta ideia da apropriação. Alguém que faça uma instalação num sítio qualquer, permite logo que me aproprie desse sítio e que faça também uma instalação minha ou o que me apetecer, uma exposição mais convencional, por exemplo.
Esta ideia de fazer coisas que não são bem reais é um pouco uma forma de criar uma memória de possibilidades dessas coisas se tornarem reais.