Links

EXPOSIÇÕES ATUAIS


B. Wurtz, Untitled, 2007.


B. Wurtz, Untitled, 1993.


Esther Kläs, 3 Solitäre (pormenor), 2011.


Jochen Lempert, Stadtstrukturen, 2004.


Antic Measures. Vista da exposição. Galerija Gregor Podnar, Berlim. 2011.

Outras exposições actuais:

BIENAL DE ARTE DE VENEZA DE 2026

IN MINOR KEYS


Vários locais / Veneza, Veneza
LEONOR VEIGA

TIAGO BAPTISTA

UMA VOZ NA PEDRA


Clube de Desenho, Porto
LEONOR GUERREIRO QUEIROZ

ROSA BARBA

DESENHAR VOCABULÃRIOS


CAM - Centro de Arte Moderna, Lisboa
MARIANA VARELA

CATHERINE OPIE

TO BE SEEN


National Portrait Gallery, Londres
CONSTANÇA BABO

COLECTIVA

UM SILABÃRIO POR RECONSTRUIR IV


Culturgest (Porto), Porto
MAFALDA TEIXEIRA

CRISTINA ROBALO

ANTES DE SUBIR À TONA


Fundação Carmona e Costa, Lisboa
LIZ VAHIA

COLECTIVA

SOUND FIELD


3 + 1 Arte Contemporânea, Lisboa
CARLA CARBONE

SILVESTRE PESTANA

COLAPSO


Galeria Municipal do Porto, Porto
ANA CAROLINA ESTEVES

TARRAH KRAJNAK

REPOSE EXPOSE COUNTERPOSE


Fondation A Stichting, Bruxelas
ISABEL STEIN

COLECTIVA

O PODER DE MINHAS MÃOS


Sesc Pompeia, São Paulo
CATARINA REAL

ARQUIVO:


COLETIVA

Antic Measures




GALERIJA GREGOR PODNAR BERLIN
Lindenstrasse 35
D-10969 Berlin

19 NOV - 21 JAN 2012


Depois de uma noite vibrante de Ghana Hiplife, uma amálgama ultradinâmica de rap, hip hop, reggae e estilos musicais do Gana, inserido no festival Worldtronics11, e enquanto se está à espera de Bogotá Boom, no contexto do mesmo festival de música eletrónica urbana na HKW, onde Papaya Republik vão misturar as tradições musicais da Colômbia com batidas funk e grooves de baixo, façamos um intermezzo:


O galerista esloveno Gregor Podnar tem-se afirmado a nível internacional nos últimos anos, representando um elenco de artistas concetuais já estabelecidos da Europa de Leste – como Dan Perjovschi ou Vadim Fiskin, que previamente não eram representados pelas galerias devido ao mercado, que se encontrava subdesenvolvido –, e alguns artistas emergentes como Tobias Putrih, por exemplo, sediado em Nova Iorque. Desde 2004, Gregor Podnar tem uma galeria em Berlim- Kreuzberg, contudo, mantém um espaço mais experimental em Liubliana, reservado para a produção artística local, que se confirma muito inovadora.


A exposição Antic Measures, comissariada por Chris Sharp, é uma exposição coletiva que junta obras que partilham o interesse por materiais pouco comuns, mudanças de escala divertidas, pelo espaço urbano e que de alguma forma se apropriam do cubo branco. Entretanto, são estabelecidas relações inesperadas entre elas. Na primeira sala encontramos uma pequena escultura, Untitled (1993) de B. Wurtz, feita de uma meia branca que está virada para cima, ou suspensa na vertical, em cima do suporte de alumínio e madeira. Em frente a ela está uma proposta simultaneamente monumental e minimalista, Endnote pink (inflatable) (2010), que vai do chão ao teto. Trata-se de uma estrutura de polieteno insuflada e transparente que parece demasiado grande para o espaço da galeria. Ao lado dela, na parede, aparece Stadtstrukuren (2004), dez fotos a preto e branco, com forte contraste, granuladas, que parecem antigas, mas de facto não o são, mostrando “casais†de pombas no espaço urbano vazio.


A segunda sala apresenta uma escultura feita de caixas modulares, Aufbau (2010), do artista berlinense Manfred Pernice, remetendo ao mesmo tempo para estruturas urbanas e para utensílios de armazenamento doméstico. A seguir temos um tríptico desenhado em grande escala, 3 Solitäre (2011), ou seja, um mash up de extravagâncias solitárias de Esther Kläs. No chão está espalhada a pequena escultura do nova-iorquino B. Wurtz, The Secret of the Pyramids (1987), composta por materiais baratos, como caixas de papel desfeitas. O trabalho dele liga todas as três salas e, na última, já o reconhecemos quando vemos sacos plásticos suspensos no ar, pendurados em suportes leves e fininhos, em frente a um vídeo de Lou Hubbard, Hack (2006), onde a artista está a brincar com uma antiguidade (um cavalinho) e uma garrafa vazia.


Antic Measures é uma exposição que não é pretensiosa. Devolve ao espetador um momento breve, um flash, de emancipação. E é por isso que sempre se regressa à galeria Gregor Podnar, seja em Berlim ou em Liubliana, na expectativa de encontrar algo modesto e de grande qualidade, como foi o caso.


Rosana Sancin