Links

ENTREVISTA



JOÃO GABRIEL


João Gabriel (1992) estudou Artes Plásticas na Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha. Em 2017 foi um dos nomeados para o Prémio Novos Artistas da Fundação EDP, com exposição no MAAT, em Lisboa. O uso da fotografia como referente e o interesse pela representação de espaços vazios, esquemáticos, característicos do início do seu percurso, veio dar lugar à descoberta da imagem em movimento e do imaginário pornográfico. Na sua pintura actual é distintiva a presença do corpo humano masculino, em imagens cuja proveniência vem dos interstícios narrativos dos filmes pornográficos gay dos anos 1970/80. “Os filmes são sempre um ponto de partida, uma forma de chegar ao que quero fazer, e dar-me-ia imensa satisfação saber que as pinturas são autossuficientes”, afirma aqui nesta conversa com Sérgio Parreira, onde se falará também do processo de trabalho, dos referentes iconográficos, dos artistas influentes e dos projectos mais recentes.
LER MAIS

O ESTADO DA ARTE



VICTOR PINTO DA FONSECA


MICHAEL BIBERSTEIN: A ARTE E A ETERNIDADE!
Na apresentação de um novo livro sobre Michael Biberstein (1948-2013), na Fundação Carmona e Costa, Fernando Belo revelou num aparte que Biberstein em determinada altura teria visitado o maior acelerador de partículas do mundo LHC, na periferia da cidade de Genebra, revelador do interesse do artista no desenvolvimento inicial do universo. O Big Bang, a grande expansão, tem tudo a ver com investigação científica; mas também com a obra de Biberstein, conjecturei eu - à escuridão do nada das origens irá opor-se a luz na pintura de Biberstein!
LER MAIS

PERSPETIVA ATUAL

DONNY CORREIA


ANTÓNIO OLAIO: O FINITO ENTRE FRONTEIRAS DA ARTE
Com este breve ensaio pretendo partir da série “Pictures are not movies”, que António Olaio produziu em 2005, composta por 12 pinturas, um poema e uma música, cuja melodia é de autoria de João Taborda, parceiro musical de Olaio há vários anos. De princípio, o que depreendemos dessa série, bem como de outras produzidas pelo autor, é uma preocupação em não estabelecer hierarquizações categorizantes quanto ao meio pelo qual se expressa uma arte. Ao nos aprofundarmos em “Pictures are not movies”, observamos uma constante preocupação em estabelecer elos sólidos entre aquilo que se vê, aquilo que se lê e aquilo que se ouve.
LER MAIS


OPINIÃO

LAURA CASTRO


FORA DA CIDADE. ARTE E ARQUITECTURA E LUGAR
Com um título herdado da primeira edição, ocorrida em 2017, mas num formato completamente diferente, foi recentemente apresentado o projecto Desencaminharte’18 – Arte Aplicada ao Lugar, na Casa das Artes de Arcos de Valdevez, um dos municípios que integram a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho. A partir de Abril, ficaram disponíveis as dez intervenções na paisagem, cuja instalação decorreu entre Novembro de 2018 e 30 de Março de 2019. O projecto é definido como assente numa combinação entre novas referências culturais de arte pública em territórios de baixa densidade e a valorização e reinterpretação, nesse contexto, das marcas identitárias do património cultural e natural do Alto Minho. Representa, por isso, um desvio no sentido de uma descentralização da criação artística nacional, mas também de uma valorização cultural e turística das periferias naturais e rurais.
LER MAIS

ARQUITETURA E DESIGN

CARLA CARBONE


VICARA: A ESTÉTICA DA NATUREZA
A estética da natureza pode ser benéfica para a sociedade e para o ambiente? Pode. A natureza humana versus a “natureza artificial dos mecanismos”, parece ser uma eterna disputa. Branzi (1985) salienta o conceito de “neoprimitivismo”, um conceito que não pertence ao design moderno, no sentido da moda, e que não deseja ser o último “grito” de “avan-garde”, mas um conceito que representa “precisamente uma condição em que várias linguagens e atitudes depressa se fundem”, convergem e interagem. Aliás, é nesta atitude, que neste preciso momento, volta a ser permitido um elogio ao “decorativismo" naturalista e que, no decorrer do tempo, desde esse escrito de Branzi, até hoje, se tem vindo, a introduzir, a pouco e pouco, uma linguagem naturalista na cultura do design.
LER MAIS

MÚSICA

RICARDO ESCARDUÇA


COSEY FANNI TUTTI – “TUTTI”
A britânica Christine Carol Newby, ou aliás, Cosey Fanni Tutti, icónica e multifacetada personalidade que, atravessando décadas desde os anos ‘60, tão controversa quão incontornavelmente critica do materialismo e do consumismo em criações e práticas avant-garde da performance, happening, dança, improvisação, literatura, artes plásticas e música, entre outras, e onde cabe ainda a sua participação na indústria do sexo enquanto intervenção artística onde questões de poder e género emergem evidentes, disponibilizou a 9 de Fevereiro, "Tutti", o seu segundo álbum a solo.
LER MAIS






PREVIEW

DDD – Festival Dias da Dança 2019 | 24 Abr - 12 Mai, Porto, Matosinhos, Gaia


A edição de 2019 do DDD – Festival Dias da Dança coloca em destaque a dança contemporânea brasileira e os seus coreógrafos, que se têm vindo a constituir como um forte veículo crítico da sociedade.
LER MAIS

EXPOSIÇÕES ATUAIS

FRANCISCO TROPA

O PIRGO DE CHAVES


Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

Na sala escura no térreo da Fundação Calouste Gulbenkian, a exposição “O Pirgo de Chaves” está iluminada apenas por pontos de luz que chamam a atenção para os tablados de madeira espalhados pelo espaço. Uma breve vista de olhos pelo conjunto de objetos dispostos em cima da cada mesa logo leva a perceber que as garrafas, conchas, frutas e ossos fazem às vezes de peças de jogos.
LER MAIS JULIA FLAMINGO

CAROLINE MESQUITA

ASTRAY


Galeria Municipal do Porto, Porto
A artista cria uma grande diversidade de peças, umas mais provocadoras e outras mais experimentais, algumas geométricas e inúmeras orgânicas. Nos últimos anos, tem concebido uma espécie de quasi-objetos ou quasi-sujeitos, gestuais e ativos que se manifestam como seres vivos.
LER MAIS CONSTANÇA BABO

ERIKA VERZUTTI

ERIKA VERZUTTI


Centre Pompidou, Paris
O seu trabalho não pode ser reduzido ao tropicalismo: as suas colunas, as suas "tartarugas", as suas estelas inscrevem-se numa história de arte barroca ou surrealista, entre natureza e cultura, entre arte primitiva, mesmo arcaica, e a civilização do ecrã.
LER MAIS MARC LENOT

HORÁCIO FRUTUOSO

CLUBE DE POESIA


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
A exposição “Clube de Poesia”, de Horácio Frutuoso, está patente no Museu de Serralves até dia 05 de Maio de 2019, na sala reservada aos Projectos Contemporâneos. É uma exposição comissariada por Ricardo Nicolau que reúne trabalhos realizados pelo artista entre 2018 e 2019. E a partir daqui começa a questão: qual urgência?
LER MAIS CATARINA REAL

CARLOS BUNGA

THE ARCHITECTURE OF LIFE. ENVIRONMENTS, SCULPTURES, PAINTINGS AND FILMS


MAAT, Lisboa
É no cruzamento estético de disciplinas que reside o conceptualismo do trabalho de Bunga: compõe-se a sugestão arquitectónica pelo imaginário das peças e a condição artística pelo que representam. Nas palavras do artista, manifestam uma ideia mental de arquitectura, conceito que se ramificará em diversas interrogações ao longo da mostra.
LER MAIS MIGUEL PINTO

JORGE MOLDER

JEU DE 54 CARTES


Carpintaria de São Lázaro, Lisboa
52 cartas em quatro naipes (ou 54 com os jokers). Um dispositif, um apparatus (Foucault, Flusser), uma estrutura bem definida. Um jogo pode ser uma competição, um desejo furioso de vencer, ou pode ser um jogo solitário, uma paciência, um jogo contra si mesmo; pode-se jogar por prazer ou pela glória, ou por dinheiro, ou por todos os três.
LER MAIS MARC LENOT

Colectiva

WAIT


Museu Coleção Berardo, Lisboa
O artista Orlando Franco criou uma obra, em forma de exposição, à volta de um conceito muito caro à arte europeia pós-II Guerra Mundial: o conceito de espera. Wait, nome que deu à sua exposição, que como disse é um trabalho de curadoria, é, também, uma obra concebida num espaço - o Museu da Coleção Berardo, e que conjuga e confronta uma série de artistas, tendo como eixo central uma peça do dramaturgo irlandês Samuel Beckett.
LER MAIS MIRIAN TAVARES