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ENTREVISTA



RAÚL MIRANDA


Nascido na capital do Chile, Santiago, Raúl Miranda é um artista multifacetado, com obras que vão desde o teatro, o cinema, as artes visuais ou a performance. Académico e investigador também, estudou design teatral e artes visuais, com especialidade em gravura, e como o próprio afirma na sua biografia, a sua obra é “uma permanente deslocação e fusão de códigos das artes visuais contemporâneas”. Dentro das muitas exposições apresentadas em diversas instituições do Chile, dos Estados Unidos da América ou França, por exemplo, contou-se também uma mostra em Lisboa em 2016, na Casa da América Latina, da sua série de curtas-metragens “(A) Propósito”. A sua ligação a Portugal estreitou-se com o projecto Incognitum: Circum-Navegações Contemporâneas, do qual é criador e co-curador juntamente com Isabel Carlos.
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O ESTADO DA ARTE



ADRIANO MIXINGE E TILA LIKUNZI


FUCKIN’ GLOBO 2020 NAS ZONAS DE DESCONFORTO
Com fortes medidas de precaução, obedecendo às medidas decretadas pelo governo angolano para evitar multidões em espaços fechados, a 6ª Edição do Fuckin’ Globo começou quinta-feira última, dia 19 de Março, no Hotel Globo, em Luanda, três dias antes de serem detectados os primeiros dois casos de Covid-19. O Fuckin’ Globo é conhecido por desafiar expectativas de ordem e conforto, e o momento vulnerável que vivemos lembra que a vulnerabilidade nos desarma e nos deixa mais atentos e sensíveis ao que se passa em nosso redor, exigindo que nos adaptemos às situações e não sejamos passivos ou fatalistas perante o desconhecido e o inesperado.
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PERSPETIVA ATUAL

SUSANA GRAÇA E CARLOS PIMENTA


O MEU ECRÃ É O VOSSO PALCO
A quarentena forçada a que estamos sujeitos, está a determinar a emergência de uma fruição cultural online que tem sido até agora, nalgumas áreas, relativamente secundarizada. Não imaginaria Paul Valéry, quando escreveu em A conquista da Ubiquidade (1928) que as tecnologias de comunicação proporcionavam a "distribuição de realidade sensível ao domicílio", que o papel destas seria tão determinante nestes tempos de quarentena, tanto a nível artístico como económico. Também nós não imaginávamos que, no decurso do trabalho de investigação que temos desenvolvido no que respeita à relação da cultura e arte com as novas tecnologias (fundamentalmente no contexto da internet), as temáticas que temos enunciado ganhariam visibilidade de uma forma tão inopinada e radical.
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OPINIÃO

PEDRO PORTUGAL


SEXO, MENTIRAS E HISTÓRIA
É a história da arte uma elaborada mentira para escamotear a história da representação do sexo? Porque mentem os historiadores sobre o sexo, o passado e o presente? E porque é que transformaram os Museus no medo da História? Na realidade os historiadores têm uma tarefa muito difícil porque são confrontados com o incompreensível do presente — Platão preferia a arte Persa (300 anos antes) à dos seus contemporâneos Praxíteles e Lísipo (a preferência pelo primitivo assinalada por Gombrich). A ignorância é hoje cada vez mais especializada, a veracidade dos registos é sucessivamente posta em causa pela investigação e os métodos são invadidos continuamente pela tecnologia, o que faz com que o que é importante numa época passe a variável no presente e tempo a que se refere.
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ARQUITETURA E DESIGN

PAULA PINTO E JOAQUIM MORENO


R2/FABRICO SUSPENSO: ITINERÁRIOS DE TRABALHO
A exposição “R2/Fabrico Suspenso: Itinerários de Trabalho”, patente até 19 de Abril no Centro de Arte Oliva, é a primeira exposição nacional dedicada à produção independente dos R2 (Lizá Defossez Ramalho e Artur Rebelo) e apresenta vinte anos de obra gráfica de um dos mais internacionais e reconhecidos colectivos do design português. Com curadoria de Paula Pinto e Joaquim Moreno, a exposição apresenta o trabalho gráfico e seus processos de experimentação, reveladores de uma obra que cruza outros campos artísticos, como a escultura, a instalação e a arquitectura. A exposição está estruturada em cinco "laboratórios": Arquivo, Paisagem, Transmissão, Matéria e Produção.
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MÚSICA

MIGUEL PINTO


R.I.P HAYMAN: DREAMS OF INDIA AND CHINA
Na tentativa de desenhar uma separação entre o autor e a sua obra, Dreams of India and China apresenta-se de imediato como um problema: não só foi composto pela desmontagem de arquivos que R.I.P Hayman produziu entre 1973 e 1986, como parece trabalhar com a iconografia do seu autor, construindo-lhe um percurso possível. No entanto este afastamento nunca faria sentido: a mistura da vida com a arte é inerente ao legado de Hayman, um homem que se interessou tanto pela marinha e jardinagem como pela performance artística, parecendo tratá-los no caráter beuysiano da vida enquanto pedaço da arte (e não o contrário).
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PREVIEW

Google Arts & Culture: Pausa num estado de potencial e eterno PLAY!


Google Arts & Culture é o exemplo talvez mais extraordinário atualmente daquilo que pode ser o universo virtual de visitas a locais emblemáticos de exposição de objetos de arte, assim como de documentação e informação universal sobre arte.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

BÁRBARA WAGNER & BENJAMIN DE BURCA 

ESTÁS VENDO COISAS


Galeria Boavista, Lisboa

Num momento de conturbada polarização política no Brasil, crítica a nível educativo e artístico, Bárbara Wagner & Benjamin de Burca procuram desmistificar e desvendar a renovada cultura popular, exaltando-a como impulsão à hegemonia económica, ao mesmo tempo que procuram descodificar, transtornar e refundar clichés, como extinguir e romper com noções tidas como dispares e incompatíveis - bom e mau gosto, alta e baixa cultura, cultura popular e erudita.
LER MAIS FRANCISCA CORREIA

ANDREAS H. BITESNICH

DEEPER SHADES: LISBOA E OUTRAS CIDADES


Museu Coleção Berardo, Lisboa
Quando foi convidado pelo curador João Miguel Barros para fazer uma série de fotografias sobre Lisboa, Andreas H. Bitesnich já havia feito séries de cidades como Nova York, Tóquio, Paris, Viena e Berlim, mas agora o desafio seria outro. Ele teria que apresentar as fotografias pela primeira vez numa das maiores instituições de Lisboa, o Museu Coleção Berardo, e ter como espectadores pessoas que provavelmente conheceriam a cidade muito melhor do que ele.
LER MAIS JULIA FLAMINGO

MANON DE BOER

DOWNTIME / TEMPO DE RESPIRAÇÃO


Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
Oumi não é bailarina, mas tem a graça e a leveza; Oumi não é música, mas brinca com os objetos para obter sons sincopados, ruídos rítmicos; Oumi monta objetos, brinca e faz malabarismos com eles. Oumi improvisa, mas, contrariamente aos três músicos e aos quatro bailarinos, ela é a dona do tempo.
LER MAIS MARC LENOT

CLAUDIA ANDUJAR

LA LUTTE YANOMAMI


Fondation Cartier pour l’art contemporain, Paris
Claudia Andujar é uma mulher notável que dedicou 50 anos da sua vida (tem 89 anos) aos Yanomami. O leitor poderá encontrar toda a informação necessária sobre os índios Yanomami em todo o lado, principalmente tudo o que ameaça a sua cultura e a sua sobrevivência, e sobre o combate para os proteger, agora mais necessário no Brasil de Bolsonaro.
LER MAIS MARC LENOT

ORLANDO FRANCO

THE EYES ARE NOT HERE


Galeria TREM, Faro
Da mesma forma que o poeta nos questiona sobre o que fica depois, quando deixarmos de ver, ou seja, quando morrermos, Orlando Franco põe em causa a nossa capacidade de ver para além do visível, de enxergar com nossos olhos que possuem uma fisiologia própria, que veem para dentro – pois não são os olhos que veem, é o cérebro, mas sem eles não alcançamos o que está diante de nós.
LER MAIS MIRIAN TAVARES

COLECTIVA

A LINHA EM CHAMAS


Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea, Almada
Como se pode observar o recurso à linha como meio expressivo é a principal ferramenta artística e o mote desta exposição, constituindo o verdadeiro elo entre as várias artistas escolhidas. A curadora ocupou os espaços com diversas obras, desde o desenho, à instalação, até à fotografia.
LER MAIS CARLA CARBONE

ISABEL MADUREIRA ANDRADE E PAULO BRIGHENTI

OUTRAS VOZES


O Armário, Lisboa
Partindo da pintura (caso que não representa nenhuma surpresa face ao corpo de trabalho dos dois artistas, apesar da distância entre eles facilmente reconhecível), a exposição que nos é apresentada manifesta a inesperada tomada de um dispositivo cénico ao desenvolver-se em torno da instalação. Ao jeito de site specific tecidos suspensos seccionam o espaço — como véus semi-translúcidos e cambaleantes, estabelecendo o jogo entre a visibilidade e a invisibilidade — convidando à intromissão do espectador para o simples acesso do conjunto…
LER MAIS ANDREIA CÉSAR