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ENTREVISTA



João Pimenta Gomes


Numa conversa anterior a esta entrevista, o João disse-me categoricamente que o seu processo criativo não tinha nada de poético – Não fiquei convencida. Foram-me dados a ouvir e ver materiais poéticos; esses mesmos, os do quotidiano, pop, que de tão prosaicos e se perscrutados com atenção estilhaçam quaisquer tentativas de captura: Hashtags, brands, géneros musicais, statements curatoriais laudatórios…O João precisa de limites – de metas. E nós também, para poder experienciar o mundo como é, i.e., como somos, sem artifícios, na nossa (in)significância, a que nos entretece – poeticamente. Nesta entrevista em formato de conversa, focámo-nos no instrumento que criou, o Metavox, dado a ouvir mais recentemente no MAAT e na Plataforma Revólver.
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O ESTADO DA ARTE



CONSTANÇA BABO


ARTE DIGITAL E CIRCUITOS ONLINE
Criar, colecionar e divulgar arte no espaço online é cada vez mais comum e reflete a atual era tecnológica, na qual o digital se afirma enquanto principal meio de percepção e de interação com o mundo. A esfera da internet e das redes tem vindo a tornar-se numa forte alternativa aos tradicionais circuitos da arte, consistindo numa plataforma eficaz tanto na apresentação e na disseminação, quanto na validação das obras, algo que outrora se encontrava circunscrito às instituições culturais e ao mercado da arte.
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PERSPETIVA ATUAL

INÊS FERREIRA-NORMAN


O ARQUIVO: A EXPOSIÇÃO QUE QUER SER TÁTIL. LIVROS PARA QUE TE QUERO?
O arquivo é uma componente de bibliotecas (e outras instituições) que sempre me fascinou, mas infelizmente, não desde muito cedo. Não me foi explicado que bibliotecas são também museus e a primeira vez que ‘pus as mãos’ numa coleção de um arquivo foi em Dorking, Surrey (Reino Unido), onde vivi quase dois anos, e pude ver e tocar em todo o arquivo de pautas musicais de Vaughan Williams e outros mais compositores que ali se encontravam. O cheiro era inconfundível: papel antigo e higienizado colocado em alcatifas institucionais. Mas a experiência tátil, foi uma viagem sensorial no tempo, pois tocar nas mesmas folhas que o compositor tocou foi como tocar nos seus próprios dedos.
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OPINIÃO

JOSÉ DE NORDENFLYCHT CONCHA


CECILIA VICUÑA. SEIS NOTAS PARA UM BLOG
Depois da festa inaugural no Museu Guggenheim de Nova Iorque, vem a tarefa de nos pensarmos, para a qual Cecilia Vicuña nos convida. Cada um lê o que vê e vê o que lê. O meu primeiro apontamento sobre a sua exposição Spin Spin Triangulene é em relação ao modo radical como as alvas e limpas paredes do edifício espiralado de Wright são intervencionadas por uma grafia leve, que quase não se deixa fotografar. Tão leve quanto o som da sua voz. Mas que da mesma forma a que nos tem acostumados, o seu poderoso conteúdo não nos deixa desengajar facilmente.
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ARQUITETURA E DESIGN

FILIPA ALMEIDA


OH, AS CASAS, AS CASAS, AS CASAS...
Não penso nestas casas para nós, como o título poderia sugerir, ou para mim; penso nestas casas para ti. Alguém que eu não vejo quem é, que eu não posso conhecer; alguém que não sou eu, como quando gosto de observar e sentir algo recebido por outro, com a distância precisa de não ser para mim – esse espaço que eu observo de fora para dentro onde me descubro testemunha; deste presente – dom – ao qual sou convidada a assistir.
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ARTES PERFORMATIVAS

ANDRÉ FONTES


A IMPORTÂNCIA DE SER VELVET GOLDMINE
É fácil adivinhar as intenções de Todd Haynes: e se fizéssemos um filme sobre rock ‘n’ roll que fosse também sobre arte? Sim, um filme sobre arte, e não um filme artístico. Em 1998, Haynes mostrava-se optimista quanto à possibilidade de prestar ao rock o mais perfeito tributo cinematográfico. É injusto acusar-se Haynes de optimismo desmedido. Apesar de projectos semelhantes terem produzido generosos tributos como The Rocky Horror Picture Show e Phantom of the Paradise, estes não foram propriamente filmes sobre arte, mas filmes artísticos.
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PREVIEW

Um Corpo que Dança - Ballet Gulbenkian 1965 - 2005, de Marco Martins | Nos cinemas a partir de 16 de junho


Documentário mostra o percurso do Ballet Gulbenkian em diálogo com a história política, económica e sociocultural do país.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

COLECTIVA

FENÓMENO


Galeria do Sol / Rua do Sol, Porto

A falta de oportunidades para artistas emergentes é uma realidade que importa discutir e que fecundou precisamente a criação de um projecto como o Paralaxe. A PREMISSA E PRINCIPAL PERGUNTA DE INVESTIGAÇÃO INICIAL DO COLECTIVO É: como é que é a prática artística que se desenvolve em relação com um espaço científico? E a sua metodologia é em formato de residências artísticas, num ambiente de total liberdade e experimentação.
LER MAIS FILIPA ALMEIDA

MAURO RESTIFFE

AMANHÃ DE MANHÃ


ZDB - Galeria Zé dos Bois, Lisboa
As fotografias estão a preto e branco, são texturalmente ruidosas, quase punk, ideia sublinhada pelas suas disposições museográficas: nada se encontra assente em molduras, as imagens são impressas numa placa e assentes numa base de ferro, como os bordos da ardósia onde se colocava o giz na sala de aula, uma maquete de estúdio, um projeto em construção.
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JOSÉ PEDRO CROFT

CAMINHOS CRUZADOS


Museu de Arte Contemporânea de Elvas , Elvas
Uma exposição das 60 obras de José Pedro Croft pertencentes à coleção António Cachola. Ali cruzam-se imagens de colour fields, linhas bem vincadas, contrastes de branco e negro em fundos de texturas ásperas, símbolos ainda não reconhecidos pelo coletivo e principalmente, uma série de planos que abrem espaços, que se refletem sobre outros, que se curvam e que se cortam para desvendar outros mais além.
LER MAIS NUNO LOURENÇO

DOMINIK LEJMAN

LUNATICS


Madnicity Pavilion, Veneza
San Servolo albergou, por cerca de oitocentos anos, um mosteiro beneditino para monges e freiras. No século XVII, foi o território para onde se enviavam os doentes de peste. Durante a ocupação napoleónica foi um hospital para soldados franceses. E depois, por mais de dois séculos, até à reforma italiana da psiquiatria em 1978, foi um hospital e um asilo psiquiátrico. Até aos anos 70, um local de passeios domingueiros de venezianos curiosos que “iam ver os loucos”.
LER MAIS LEVINA VALENTIM

ARTUR LOUREIRO, ANDRÉ GOMES E PEDRO CALAPEZ

SEJA DIA OU SEJA NOITE POUCO IMPORTA


Museu Nacional Soares dos Reis, Porto
A exposição mergulha-nos num diálogo singular entre os dois artistas contemporâneos, cruzando perspetivas de fotografia e pintura num encontro de diferenças e afinidades, aos quais se acresce o naturalismo de Artur Loureiro, pintor do século XIX representado na coleção do museu.
LER MAIS MAFALDA TEIXEIRA

COLECTIVA

THIS IS A BAR… OU PRAIA DE BANHOS – JOAQUIM BRAVO, TURISMO E O ALGARVE


Galerias Municipais - Pavilhão Branco, Lisboa
Como o nome indica, a exposição trabalha, fundamentalmente, sobre as obras e o legado artístico de Joaquim Bravo, principalmente sobre o período em que residiu em Lagos, a partir de 1966. Quente e frio é provavelmente a melhor forma de a descrever.
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INEZ TEIXEIRA

DEGELO


Fundação Carmona e Costa, Lisboa
Em Degelo, de Inez Teixeira, contemplamos a experiência pela experiência através das forças indizíveis de um universo orgânico, dos quais vislumbramos fenómenos, energias e transitoriedade. A artista apresenta no espaço o tempo como processo perceptual, cujo ser-corpo de acção passa a ser um não-corpo, uma pura paisagem do efémero, uma memória ‘antes do Degelo’.
LER MAIS JOANA CONSIGLIERI