|
|
MADRID: MUXIMA DE ALFREDO JAAR2006-09-08Abre hoje ao público e fica patente até 14 de Outubro na galeria madrilena Oliva Arauna a exposição “Muxima†de Alfredo Jaar (Santiago do Chile, 1956). Composta por um vÃdeo, fotografias e caixas de luz foi concebida para prestar homenagem ao povo angolano, com o qual Jaar estabeleceu uma relação muito especial, iniciada em 2004 com uma visita ao paÃs. A palavra “muxima†que dá tÃtulo à exposição significa coração no dialecto kimbundumm e é também o tÃtulo de uma reconhecida canção popular angolana da qual existem diversas versões. O filme de 2005 que integra a exposição (e é o primeiro do artista) tem a mesma designação, sendo guiado ritmicamente e conceptualmente por dez cantos (breves poemas visuais) correspondentes a diferentes versões da referida canção - Alfredo Jaar é um entusiasta coleccionador da música africana de lÃngua portuguesa. O seu trabalho tem-se centrado em experiências de viagens a paÃses da Ãfrica, Ãsia e América caracterizados por carências extremas que se desenrolam a diversos nÃveis e derivam, igualmente, de distintos factores (conflitos bélicos, por exemplo). A primeira vez que Jaar chamou a atenção internacional para o seu trabalho ocorreu em 1986 na secção “Aperto†da Bienal de Veneza e, desde então, tem recebido reconhecidos créditos - a comprová-lo, por exemplo, o facto de ter sido escolhida uma obra sua (“Emergênciasâ€) para peça central da inauguração do Museo de Arte Contemporaneo de Castilla y León que ocorreu o ano passado. |














