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PARIS: POMPIDOU ADMITE ERRO HUMANO NA QUEDA DE OBRAS

2006-09-09




Está finalizada a investigação conduzida pelo Centre George Pompidou no sentido de apurar as causas que conduziram à destruição acidental de duas obras após terem caído das paredes em que estavam suspensas – durante a exposição: “Los Angeles 1955-85â€, em exibição este Verão. Relativamente a um dos trabalhos, uma barra vertical de resina da autoria de Peter Alexander (“Untitledâ€, 1971) foi detectado, durante o processo de montagem, que se havia perdido um pequeno anel de metal introduzido no furo de suspensão. Uma especialista em restauro (exterior à instituição) foi chamada para colar a peça e, após ter concluído o trabalho, advertiu oralmente um dos responsáveis pela montagem que deveria ser aguardado um dia antes de voltar a ser colocada na parede – o que não foi tido em consideração. As investigações concluíram ter-se tratado de um mal-entendido entre a restauradora e o pessoal do museu, alertando para a necessidade futura de todas as advertências terem que passar a ser formalizadas por escrito. O Pompidou reembolsou o valor do seguro da obra (28,000$) ao seu proprietário, o famoso negociante de arte nova-iorquino Franklin Parrasch.
Relativamente ao outro trabalho “Untitled Wall Relief†(1967) de Craig Kauffman – uma bolha convexa de Plexiglas (acrílico pintado) – não foi possível determinar qual a razão que conduziu à sua queda. Um responsável pelo Los Angeles Country Museum of Art - detentor da obra – dirigiu-se ao Pompidou precisamente para supervisionar o fabrico do molde de parede para suspensão da obra, bem como a sua instalação. O facto é que a peça acabou por cair sem que ninguém se tivesse aproximado dela. Pode ter sido responsabilidade de uma má concepção do molde, de uma incorrecta fixação à parede, ou ainda, de um pequeno toque de um visitante que destabilizou o seu equilíbrio; o museu norte-americano será reembolsado com 60,000$. Bruno Racine, presidente do Pompidou, garantiu que estão a ser tomadas providências no sentido de reforçar o controlo de qualidade de todos os processos que envolvem a recepção, montagem, desmontagem e devolução de obras. Recordou também que o índice de incidentes deste tipo tem sido praticamente nulo.

Disponível em:
www.theartnewspaper.com