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CONFERÊNCIAS NA CULTURGEST: O EXERCÍCIO CRÍTICO DA LIBERDADE2007-01-30A Culturgest (Lisboa) promove um conjunto de quatro sessões subordinadas ao tema “O Exercício crítico da liberdade” - dirigidas por Delfim Sardo - que procura reflectir sobre os géneros artísticos, as suas transformações e interrogar-se sobre o destino da ideia de medium, a sua anulação numa ideia de arte em sentido lato, ou a sua sobrevivência. Assim, desde a própria noção de arte em sentido amplo até às evoluções no campo da fotografia, da escultura e da pintura, é a natureza complexa e compósita da arte que se pretende debater, com particular atenção ao debate crítico que tem vindo a enquadrar estas temáticas. As sessões realizam-se às 18h30 na Sala 2 e têm Entrada Gratuita (levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início da sessão, no limite dos lugares disponíveis). PROGRAMA: 30 de Janeiro (Terça) Utopia, espaço e arte em sentido lato O século XX é atravessado por uma vaga de generalização das práticas artísticas que alimenta uma utopia da arte como um lugar absolutamente disponível. Qual a relação entre a arte contemporânea e os seus diferentes suportes? Que sentido existe para a noção de género artístico? 13 de Fevereiro (Terça) A pintura como exercício antropofágico A pintura, durante o século XX, definiu-se como uma prática em permanente crise, com a morte repetidamente anunciada e um renascimento sempre esperançosamente vivido. Qual a relação entre pintura e imagem? Qual o relevo da pintura no actual contexto da produção artística? 22 de Fevereiro (Quinta) Sucumbir à gravidade A escultura é uma prática artística que, pela enorme abertura e disponibilidade de processos e métodos, quase perdeu a possibilidade de reconhecimento. Dos Bourgeois de Calais de Rodin a Gregor Schneider: ainda se pode falar de escultura? 27 de Fevereiro (Terça) Um fotograma é uma fotografia? A fotografia e a imagem projectada ocupam um sector muito importante da produção artística contemporânea, mas são também responsáveis por um retorno da vinculação ao real. Entre o documento e o monumento, quais os caminhos da imagem? Delfim Sardo é curador, docente universitário e ensaísta. Desde 1990 que se dedica à curadoria de arte contemporânea, bem como à ensaística sobre arte. Entre 2003 e 2005 foi Director do Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Foi fundador e director da revista Pangloss. Entre 1997 e 2003 foi consultor da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1999 foi o Comissário da Representação Portuguesa à 48ª Bienal de Veneza. Lecciona Estética na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, onde lecciona também nos Mestrados em Curadoria e Pintura. É também docente em programas de pós-graduação na Universidade Lusófona e na Universidade Católica do Porto. Colabora regularmente como ensaísta para publicações sobre arte e arquitectura, em Portugal e no estrangeiro. Disponível em: www.culturgest.pt |














