|
|
FCG: O ESTADO DO MUNDO – PLATAFORMA 22007-03-01A Fundação Calouste Gulbenkian apresentou, esta terça-feira em conferência de imprensa, a diversificada programação que compõe a “Plataforma 2” – segunda fase do fórum cultural “O Estado do Mundo” inserido nas comemorações do 50º aniversário da instituição. Iniciado em Outubro passado com a conferência “Ética e Estética do Globalismo” (pelo Prof. Homi K. Bhabha) acompanhada pelo lançamento da obra “O Estado do Mundo” (que inclui um portfolio da artista Rosângela Rennó), esta segunda fase que abrange os mêses de Maio a Julho aposta numa orientação critica e interventiva que coloca o enfoque na criatividade enquanto resposta eficaz face ao actual estado do mundo; criatividade que, segundo António Pinto Ribeiro (Programador Geral), deve potenciar o cosmopolitismo despertando e fidelizando um público que se pretende cada vez mais esclarecido e, consequentemente, exigente. Um público que olhe para o “Outro” com saudável curiosidade, a partir das suas especificidades, e não através de lentes côncavas e espelhadas que não só o tendem a diminuir como, muitas vezes, reflectem o pretenciosismo do observador. Relativamente às Artes Plásticas destacam-se as iniciativas “Transfert” e “Sitio das Artes”, para além de alguns momentos em que são invocadas de forma mais ou menos directa, como a conferência dedicada ao trabalho de Lygia Clark integrada no ciclo de grandes lições “A Urgência da Teoria”. A inauguração do projecto “Transfert”, a 18 de Maio, marca o arranque da programação geral da “Plataforma 2” e consiste em nove exposições concebidas por Leonor Nazaré a partir de obras seleccionadas da colecção do CAMJAP que, em itinerância, se deslocam a diferentes instituições do país espalhadas por Lisboa, Fundão, Castelo Branco e Tavira. Pretende-se colmatar o enorme e incompreensível fosso detectado entre a realidade académica e a vida artística, bem como combater a rejeição que teima em persistir face à arte contemporânea, consequência da estranheza que causa. O “Sitio das Artes” traduz-se numa residência artística tutorizada (Sérgio Mah é um dos responsáveis) que, funcionando no CAMJAP e contando com a participação de professores convidados, proporcionará a produção dos projectos de áreas distintas (artes visuais incluídas) apresentados em candidatura pelos vinte artistas seleccionados (provenientes de países distintos). A iniciativa tem a particularidade de proporcionar encontros com os artistas em horário pré-determinado, sendo possível acompanhar pontualmente a produção das obras e, posteriormente, visitar o open studio final. Uma análise da programação revela a preocupação que existiu em integrar alguns dos participantes das diferentes edições do “Programa de Criação e Criatividade Artística ” da Fundação. João Paulo Serafim - que integrou o Curso de Fotografia - contribuirá com a elaboração do espaço cénico do ensaio teatral “Rehearsal”. Finalmente, foi anunciado que a exposição internacional “Um Atlas de Acontecimentos” (comissariada por Debra Singer e Esra Sarigedik) inaugurará a 06 de Outubro e, integrando a “Plataforma 3”, marcará o encerramento - em jeito de conclusão – do fórum cultural. Disponível em: www.estadodomundo.gulbenkian.pt |














