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SEVILHA: FLUXUS

2007-04-13




O Centro Andaluz de Arte Contemporânea, localizado no Monaterio de la Cartuja (Sevilha), tem patente a exposição “Fluxus, uma larga história com muitos nós. Alemanha 1962-1994â€. Organizada pelo Instituto de Relações Culturais com o Exterior de Estugarda (Alemanha), a mostra já leva uma década em itinerância pelo mundo e em Espanha só poderá ser vista na capital da Andaluzia, seguindo depois para várias cidades da Ãndia. Encontram-se em exposição, desde quarta-feira e até 01 de Julho, mais de 200 obras de 28 artistas (Joseph Beuys, John Cage, Robert Filliou, Nam June Paik, Geoffrey Hendricks e Wolf Vostell, entre outros) provenientes de museus e colecções alemãs e seleccionadas pelos comissários René Block e Gabriele Knapstein - a ironia e o humor são denominadores comuns. Ilustrando-o a obra do alemão Dieter Roth “Lebre com excremento de coelho†que é, efectivamente, o que o seu título descreve: uma escultura de um coelho de Páscoa realizada com fezes do animal. Ou “O Museu de Benâ€, uma mala em que Ben Vautier cria um museu portátil e, para além dos objectos, inclui a descrição em francês: “Uma bola de pingue-pongue que contém Deus que está por toda a parte / Um espelho ou o seu retrato perfeito / A minha urina...â€. Uma das peças mais curiosas da mostra é do artista coreano Nam June Paik, precursor da vídeoarte (uma mostra antológica continua na Fundación Telefónica, Madrid), que assina “Cartel Fluxus island para a revista ´Décollage 4´â€, obra de 1963 que representa um mapa de uma suposta ilha para onde iriam viver os artistas e na qual se localizariam sítios como: “O templo das religiões unidas, o rio sem retorno, o centro dos homossexuais que lutam pela igualdade ou o sítio dos prostitutos para senhoresâ€. Com a exposição pretende-se colmatar o desconhecimento que rodeia o movimento criado por George Maciunas em 1962 que agregou mais de meia centena de artistas plásticos, músicos, poetas e performers que, sob pressupostos alternativos e radicais (próximas do dadaísmo), se reuniam para a realização de projectos nos EUA, Alemanha, Japão, França, Holanda, Suécia ou Dinamarca. “Contra o mundo da loucura burguesa, da cultura intelectual, profissional e comercializada. Contra o mundo da arte morta, de imitação, da arte artificial...â€, escreveu Maciunas para explicar o objetivo Fluxus, que em principio idealizou como uma revista de arte e que nasceu na cidade alemã Wiesbaden com o festival “Festum Fluxorumâ€.

Disponível em:
www.elpais.com