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PEQUIM: COLECCIONADORES BELGAS ABREM MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA

2007-07-09




Os coleccionadores de arte belgas Guy e Myriam Ullens vão abrir em Novembro próximo, na cidade de Pequim, um museu sem fins lucrativos dedicado à exibição de arte contemporânea chinesa. Ullens, actualmente com 72 anos, barão e industrial reformado, não revelou a quantidade investida no projecto. Vendeu recentemente na Sotheby’s 14 aguarelas de Turner avaliadas entre $20 e $30 milhões com o intuito de providenciar “flexibilidade financeira” para os seus objectivos filantrópicos. Localizado numa área anteriormente ocupada por um complexo electrónico militar, o edifício será reabilitado e reconvertido utilizando uma área de 6.500 metros quadrados com projecto dos arquitectos Jean-Michel Wilmotte (França) e Ma Qingyun (China). Jan Debbaut, que integra a direcção da Tate, será consultor artístico do projecto que exclui quase por completo qualquer estratégia comercial (as vendas irão restringir-se à loja do museu).
Ullens viajou sempre com alguma frequência para a China com o intuito de assegurar negócios familiares. Em meados dos anos 80 realizava 7 ou 8 visitas por ano e começou a adquirir obras de artistas que se mantinham à margem da obrigação de produzir com fins propagandísticos. Após se retirar da vida activa exibiu a sua colecção de arte chinesa na Bélgica, na França e em Pequim. Actualmente a colecção do casal detém 1300 peças de arte chinesa contemporânea. Três exibições já estão programadas. A primeira, “85 New Wave: The Birth of Chinese Contemporary Art” evoca o período em que os artistas se afastaram do socialismo. Seguir-se-á uma retrospectiva dedicada a Huang Yong Ping. A terceira, coincidirá com os Jogos Olímpicos de Pequim de 2008 e será centrada na colecção de Ullens abordada por diferentes comissários.

Disponível em:
www.bloomberg.com