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LEILÕES DE OUTONO EM NOVA IORQUE AFASTAM RECESSÃO

2007-11-23




Os leilões de arte contemporânea em Nova Iorque afastaram definitivamente o fantasma da recessão. Sotheby’s facturou a semana passada 216 milhões de Euros, superando as suas expectativas mais optimistas, e Christie’s fez ainda melhor: 222 milhões, no que é já o seu segundo melhor resultado da história. Encontraram comprador 91% dos lotes e 55% vendeu-se acima das estimativas.

Estes leilões de Outono não só desmentem aqueles que vaticinavam o fim de uma bolha no mercado da Arte. Confirmou-
-se, além disso, uma tendência inexorável: os mestres modernos e os impressionistas tocaram o tecto e os investidores não estão dispostos a correr atrás dos seus preços. A arte contemporânea é já rainha e a cotação de Bacon supera largamente a de Gauguin.

Christie´s colocou na quarta-feira dez obras acima de seis milhões de Euros. Freud, Richter e Koons pulverizaram os seus respectivos records. A obra mais cara foi Untitled (Red Blue Orange), um quadro de Rothko que subiu até aos 23,18 milhões de Euros, muito acima do estimado. Em Sotheby’s, dois quadros de Bacon foram as peças mais cotadas: Study for Bullfight No.1, 2nd Version (30,68 milhões de Euros) e Self-Portrait (22,5 milhões de Euros). As duas foram vendidas a um tubarão do mercado: Philippe Ségalot, um francês que vive em Nova Iorque e é conselheiro do multimilionário François Pinault, proprietário da Christie’s. Foi também ele o comprador de Shadow, de Andy Warhol (4,77 milhões de Euros), e de outra peça de Robert Ryman, que ficou por 2,73 milhões de Euros.

Também superou todas as expectativas uma peça de Freud intitulada Ib and Her Husband, que foi a leilão sem cotação mínima. O primeiro licitador situou-a de imediato em 10 milhões de Dólares (6,82 milhões de Euros), tendo sido vendida por 19,3 milhões de Dólares. Claramente não é necessário inflacionar as estimativas para garantir um bom preço final.

Em Sotheby’s superaram os seus respectivos records Richard Serra, Kelly Kapoor, LeWitt, Albers e Barney. Jeff Koons converteu- -se no artista vivo mais cotado do mundo, depois de colocar o seu Hanging Heart em 15,68 milhões de Euros, destronando assim Damien Hirst, outro enfant terrible da arte contemporânea. Também Christie’s vendeu uma gigantesca escultura de Koons por mais de sete milhões de Euros. Trata-se de Blue Diamond, adquirida por Larry Gagosian, um dos mais influentes donos de galerias de arte de Nova Iorque. Supõe-se que o terá feito em representação de algum dos seus clientes mais necessitados de discrição.

Disponível em: www.arteinformado.com