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MoMA E GUGGENHEIM DEFENDEM DIREITO SOBRE PICASSOS

2007-12-11




Numa estratégia legal que se tem espalhado pelo mundo da arte, o Museum of Modern Art e a Solomon R. Guggenheim Foundation pediram conjuntamente a um tribunal federal para que os declarasse proprietários de duas pinturas de Picasso que um reivindicador afirma terem sido vendidas sob coacção na Alemanha nazi. As obras são Rapaz com cavalo (1906), doado ao MoMA em 1964 por William S. Paley e Le Moulin de la Galette (1900), oferecido ao Guggenheim em 1963 pelo revendedor de arte Justin K. Thannhauser. Os museus pediram ao tribunal para declarar que as pinturas nunca estiveram envolvidas numa venda forçada e são sua propriedade legítima. “Ambos os museus crêem que esta reivindicação não tem méritoâ€, afirmou Thomas Krens, director do Guggenheim. “Isto é um assunto sério e queremos tomar o caminho mais rápido para confirmá-loâ€.

Em Março, advogados de Julius H Schoeps, sobrinho-bisneto do proprietário original das pinturas, o banqueiro Paul von Mendelssohn-Bartholdy, disseram ao Guggenheim e ao MoMA que Mendelssohn-Bartholdy as tinha vendido a Thannhauser sob coacção. Schoeps requisitou acesso à informação sobre a proveniência das obras, que foi fornecida pelos oficiais dos museus. Em cartas datadas de 1 de Novembro, os advogados de Schoeps pediram aos museus para entregar as pinturas. Esse pedido, somado à história legal de Schoeps, incitou o Guggenheim e o MoMA a irem a tribunal.

Disponível em: www.artforum.com