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PIET HEIN EEK E O DESIGN DO DESPERDÍCIO2007-12-12“Antes de mais, não suporto deitar coisas fora. Por isso pensei em trabalhar com algo disponível e barato, e comecei a utilizar sobras de madeira”. Assim conta a génese da sua história o holandês Piet Hein Eek, um dos novos gurus do design internacional, que fundou a sua filosofia e um pequeno império sobre os restos de madeira resultantes dos processos industriais. “Dar-me conta de que a madeira velha e imperfeita resulta mais atractiva do que a nova foi como uma revelação”, recorda Eek. Tudo começou em 1990, quando, como trabalho de fim de curso na prestigiosa Design Academy de Eindhoven, Eek apresentou um armário integralmente feito com restos de madeira, cuidadosamente seleccionados e moldados para criar uma peça bela e quente. Ecológico, sustentável e fácil de comercializar, o armário converteu-se no protótipo do estilo Piet Hein Eek e, 17 anos depois, continua a ser uma das suas peças mais vendidas. Porque – e esta é outra das suas peculiaridades – Eek é um designer que não aspira ao estatuto de artista. “Não gosto das peças únicas: interessa-me o reproduzível. Quero fazer mobiliário, não obras de arte”, afirma, apesar das suas criações já terem sido expostas em museus como o MoMA de Nova Iorque e o Stedelijk de Amesterdão. Depois de anos de triunfo minimalista e de domínio das linhas funcionais, os móveis de Eek são uma verdadeira homenagem à imperfeição: as formas são limpas e isentas de elementos desnecessários, mas prima a diversidade e unicidade do objecto feito à mão, segundo os princípios artesanais. Atrás do seu aspecto simples, que luta por combinar tradição e inovação, não se escondem sofisticados recursos tecnológicos nem novos materiais: tudo está à vista, mesmo os próprios mecanismos dos móveis – dobradiças, parafusos e dispositivos de encaixe – que Eek não se preocupa em ocultar. Disponível em: www.elpais.com |














