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PRESENÇA CENTRAL DO BRASIL NA ARCO DE MADRID

2008-02-14




A ARCO abriu as suas portas. Para já, para a Imprensa e profissionais do sector; o público em geral terá de esperar até amanhã para poder passear-se pelos pavilhões 12 e 14 do recinto da feira madrilena até segunda-feira à tarde.

É hoje a inauguração oficial, e os representantes da IFEMA (Feria de Madrid) e da ARCO 08 realçaram o carácter internacional e as aspirações da Feira a situar-se entre as “duas ou três mais importantes” a nível mundial, como sublinhou o presidente do IFEMA, Luis Eduardo Cortés.
Este ano serão 295 as galerias presentes, de um total de 34 países. O rei da festa será o Brasil, com 32 representantes que se convertem no “núcleo central de articulação” da Feira, que além disso, este ano, estreia uma distribuição espacial desenhada pelo arquitecto Juan Herreros.

Voltou a surgir a polémica em torno da menor presença de exibidores espanhóis que tanto deu que falar nos últimos meses. Tanto Lourdes Fernándes, directora da ARCO, como Cortés, responderam sem rodeios: “Em Basileia, 7% dos galeristas são suíços; em Londres, a percentagem de britânicos na feira é de 11%; na ARCO 08, a percentagem de espanhóis é de 30%”, precisou Cortés. “Qualquer selecção está sempre sujeita a críticas”, acrescentou. Neste contexto, Fernández insistiu que “os critérios são sempre os mesmos”.

A directora da Feira optou por enfatizar que a “excepcional selecção de galerias”, juntamente com o “êxito da nova organização do espaço” e a presença do Brasil, “farão desta edição de ARCO um evento extraordinário”.

Segundo Cortés, o evento não será afectado pela alargada crise económica, “que de momento não se notou na presença de galeristas e coleccionadores nem nos resultados dos últimos leilões internacionais”.

Disponível em: www.elmundo.es