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AIZPURU DISTINGUIDA PELA ORDEM DAS ARTES E DAS LETRAS2008-04-09A galerista Juana de Aizpuru recebeu ontem as insÃgnias de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras, pelo embiaxador de França em Espanha, Bruno Delaye. Este galardão, criado em 1957 pelo governo de França, pretende recompensar aqueles que se tenham distinguido pelas suas criações no âmbito artÃstico e literário e pela sua contribuição para a projecção das artes em França e no mundo. Juana de Aizpuru (Valladolid, 1933) relaciona-se desde muito jovem com ambientes artÃsticos. Casada com Juan Aizpuru, a galerista começou desde cedo a frequentar os artistas da cidade de Sevilha e a comprar quadros de pintores andaluzes de vanguarda. Por aquela altura, Sevilha contava apenas com uma pequena galeria, Pasarela, dedicada a novos valores, e quando esta fechou por problemas económicos, Juana decidiu arriscar-se a abrir uma nova sala de arte especializada em promover a obra de artistas de vanguarda. A galeria Juana de Aizpuru abriu as suas portas em 1970 e, anos mais tarde, quando já era considerada como uma das mais importantes do paÃs, impulsora de jovens valores e conhecedora das últimas tendências artÃsticas, uma ideia começou a tomar forma na sua cabeça: queria montar em Madrid uma feira, categoria internacional, dedicada à arte contemporânea. O seu objectivo era o de incluir a Espanha nos circuitos internacionais da arte. Assim, a Arco 82 fez-se realidade. O evento chegava pontualmente ao seu encontro anual e, pouco a pouco, foi-se consolidando. Marchands e coleccionadores interessaram-se por uma feira em que a participação estrangeira foi aumentando, ao mesmo tempo que as vendas a converteram num êxito comercial. A última edição de Arco organizada por Juana de Aizpuru foi a de 1986. No fim da mesma, 25 galeristas pertencentes à Associação Profissional de Galerias de Arte assinaram uma carta em que pediam a demissão da directora da feira. Acusavam-na de má gestão e parecia-lhes “improcedente†que a direcção do evento fosse exercida por uma galerista particular. Em finais de 1983, abriu uma sala em Madrid, onde continuou o seu trabalho em defesa dos novos valores da arte, até ao ponto de ser hoje considerada (juntamente com os desaparecidos Fernando Vijande e Juana Mordó) uma das personalidades mais relevantes na descoberta de novos valores, dentro do panorama artÃstico espanhol. Barceló, Broto ou GarcÃa Sevilla contam-se entre os pintores que começaram a expor com Juana de Aizpuru e que na actualidade têm um nome no mundo da arte contemporânea. Entre os internacionais, passaram pelas suas galerias nomes como Georg Herold, Martin Kippenberger ou Albert Dokoupil. Em Julho de 1991 foi eleita presidente da recém-criada Associação Espanhola de Galerias de Obras de Arte (AEGOA), constituida por galeristas de toda a Espanha, para “enaltecer o mercado da arteâ€. DisponÃvel em: www.elmundo.es |














