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MORTE DO PINTOR JOSEPH SOLMAN AOS 992008-04-21Joseph Solman, um pintor que, com Mark Rothko e outros modernistas, ajudou a dar forma à arte americana nos anos 30 e, já no novo século, continuou a pintar no seu estúdio na Second Avenue em Nova Iorque, morreu na passada quarta-feira na sua casa de Manhattan, aos 99 anos de idade. Em 1935, quando ele já tinha feito exposições durante alguns anos, Joseph Solman formou um grupo progressivo chamado “the Ten†– uma alcunha algo excêntrica, considerando que este era formado por apenas nove elementos. Nessa mesma altura, Solman sucedeu a Stuart Davis como editor-chefe da revista Art Front. Ele tinha feito circular uma petição entre as várias centenas de membros da revista, em objecção a um cartoon que tinha sido publicado com a imagem de Dom Quixote inclinando-se sobre uma abstracção. Inspirados pelo seu protesto, prontamente o nomearam director. Mas Joseph Solman passou finalmente a ver a abstracção como a nova hegemonia e fundou um grupo chamado “Reality†com Edward Hopper e Jack Levine nos anos 50. A luminosidade na sua arte foi talvez uma inspiração para Rothko. Os heróis do próprio Solman incluÃam Paul Klee, Giorgio Morandi e Honoré Daumier. Os seus retratos eram elegantes, melancólicos e claros, como os de Modigliani ou Milton Avery. Ele disse uma vez em entrevista que Cézanne era muito importante para ele “porque ele ensinava humildade através da sua persistente tentativa de escalar a montanha do realismoâ€. Joseph Solman frequentou a Art Students League e a National Academy of Design, mas sempre disse que tinha aprendido mais a fazer esboços em autocarros e no metro. DisponÃvel em: www.nytimes.com |














