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KOONS, A INGENUIDADE DAS FORMAS NO CÉU DE NOVA IORQUE2008-04-22Jeff Koons expõe no terraço do Metropolitan Museum de Nova Iorque. A seus pés, como um tapete clamoroso, queima o verde do Central Park, mais além luzem os pináculos de vidro dos arranha-céus, o bosque de antenas e granito amarelo, o metal e as luzes de Manhattan. Todo o equilíbrio desequilibrado da cidade, que o artista conhece tão bem, empasta as três esculturas que cedeu para o Verão. No panfleto monográfico que distribuem aos jornalistas enfatizam muito a sua relação com Marcel Duchamp e Andy Warhol. E Koons é digno desta comparação. Como eles, coloca o inverosímil, inclusive o anedótico e o banal, num pedestal imaginativo, e compõe formas que rompem o quotidiano com critérios nada elementares. A suposta facilidade conceptual de Koons electriza porque faz do cachorro da infância um diamante envolto em celofane. Colocando máscaras, modela os sonhos sem falseá-los nem renunciar ao seu fundo insólito. Koons começou nos anos 70 fazendo de copista na oficina do seu pai. Pintava falsificações (legais) dos grandes mestres que logo vendia aos turistas. No princípio dos anos 80, viajou para Nova Iorque, trabalhou numa das mesas à entrada do MoMA e apresentou as suas primeiras obras. Misturando plásticos, bonecos, criaturas de desenhos animados, imagens oníricas e outras obsessões, modelou um discurso único. Desenvolveu uma insensata facilidade para viajar por territórios infantis. Os seus globos dourados e pipocas vermelhas podem resultar, à primeira vista, ingénuos, inclusive leves, mas de certo modo levantam uma trincheira contra o tempo. Disponível em: www.elmundo.es |














