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CELEBRAM-SE 50 ANOS DO NASCIMENTO DE KEITH HARING

2008-05-05




Dois elementos tão simples e quotidianos como um marcador negro e giz branco bastaram a Keith Haring para transformar os seus desenhos em obras de arte mundialmente reconhecidas. O seu talento, a sua energia e a sua temática variada, que abarcava todos os assuntos sociais imagináveis, converteram-no no graffiter mais famoso da década de 80. Com o motivo do seu 50º aniversário, os seus admiradores dedicam-lhe todo o tipo de homenagens.

Tinha apenas 31 anos quando a SIDA lhe cortou as asas. Mas apesar da sua juventude, deixou atrás de si uma prolífica obra estampada nos mais diversos suportes, desde os vagões e estações de metro de Nova Iorque – a cidade que mais o inspirava – até canecas, t-shirts, bonés... Objectos que ainda hoje podem encontrar-se na loja Pop Shop, que o mesmo inaugurou em 1986.

Desde muito cedo que Keith Haring, que nasceu a 4 de Maio de 1958 em Reading (Pensilvânia, EUA), mostrou o seu interesse pelo desenho e pela estética da banda-desenhada. Em parte influenciado pelos desenhos de Walt Disney, começou a desenvolver o seu estilo pessoal, que não abandonaria nunca.

Foi em Nova Iorque que o seu talentou floresceu definitivamente. Começou a pintar graffitis pela cidade, cuja marca de identidade eram os bonecos esquemáticos de traço negro com os quais era capaz de reflectir o amor e o sexo, denunciar a violência e o racismo ou alertar sobre a expansão do vírus do HIV, que o tinha atingido. Apesar de ter sido várias vezes preso por atentar contra a propriedade pública, nunca deixou de expressar-se nas ruas e muros da Big Apple.

Conheceu Jean-Michel Basquiat, com o qual simpatizou de imediato, porque partilhavam o mesmo gosto pela cultura pop, e foi ele quem, da mão do seu par Andy Warhol, lhe abriu as portas da alta sociedade nova-iorquina, que rapidamente começaria a disputar as suas obras. Em 1982, a sua popularidade era tal que organizou a sua primeira exposição individual, à qual assistiu o próprio Roy Lichtenstein.

Um ano antes de morrer, em 1990, deu-lhe tempo de criar a sua própria Fundação, que tem o seu nome, e que na actualidade está sobretudo virada para acções sociais relacionadas com a prevenção da SIDA.

Disponível em: www.elmundo.es