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CHRISTIE’S E SOTHEBY’S: PROSPERIDADE EM TEMPO DE CRISE

2008-05-20




Os leilões de Primavera em Nova Iorque voltam a tornar clara a existência de um mercado muito sólido no qual se mantêm as rentabilidades de dois dígitos anuais. Foram quinze dias de euforia nos quais a casa Sotheby’s conseguiu a facturação mais alta dos seus 264 anos de história e só ficaram por vender dez lotes dos 83 que se ofereciam. Os resultados da casa Christie’s ainda foram mais espectaculares nesse aspecto porque apenas três das obras oferecidas ficaram sem comprador.

“Vejam os preços em euros!”, aconselhava o director de uma das sessões a dezenas de coleccionadores europeus que abarrotavam a sala. Apesar disso, foram investidores norte-americanos e milionários árabes que arrecadaram os lotes mais valiosos.

Christie’s e Sotheby’s, as duas companhias que controlam o grosso do mercado mundial, sabem muito bem o que fazem e por estes dias mostraram as suas cartas com grande clareza: começaram por travar em seco a perigosa tendência a aumentar as taxações das obras e, como reconheceu Brett Gorvy, presidente-adjunto da Christie’s, preparam-se os catálogos “de forma muito cuidadosa, reduzindo o número de lotes à venda e concentrando-nos muito na qualidade das obras”.

Disponível em: www.arteinformado.com