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GUSTAV KLIMT NA TATE DE LIVERPOOL

2008-05-30




A Tate de Liverpool, cidade que este ano é Capital Europeia da Cultura, propõe-se celebrar o evento com uma exposição sobre Gustav Klimt (Viena, 1862-1918) e o universo criativo que o rodeou. Um dos pontos fortes da mostra, que poderá ver-se durante todo o Verão, é a reprodução do Friso de Beethoven: quiçá a mais importante das peças do austríaco que se conservam na actualidade. Trata-se de uma obra criada para a XIV Exposição da Secession vienense de 1902, na qual Klimt nos relata, de forma alegórica, uma história da salvação do homem através da arte. Inspirado na interpretação de Richard Wagner da nona sinfonia de Beethoven e na letra do Hino da Alegria de Schiller, o friso nunca deixa indiferente a quem o contempla.

Quando se apresentou pela primeira vez ao grande público, foi apelidado de imoral e fantasioso; enquanto que, na actualidade, a sua poderosa carga simbólica, a cor e a força do desenho ainda surpreendem pela sua grande modernidade. Durante a sua apresentação em Viena, elogiou-se a comunhão entre todas as artes ou, o que é o mesmo, “a obra de arte totalâ€. Esta ideia, perseguida principalmente por Richard Wagner, pretendia a criação de uma peça que englobasse todas as disciplinas artísticas com o fim de elevar o homem. Deste modo, durante a inauguração da supracitada Exposição da Secession, o friso apresentou-se em torno da escultura de Beethoven de Max Klinger e acompanhado pela interpretação da Nona Sinfonia, dirigida por Gustav Mahler.

Disponível em: www.masdearte.com